A Visão do Futuro

Domingo - 22 - Junho - 2008

Uma visão sem ação não passa de um sonho.

Ação sem visão é só um passatempo.

Mas uma visão com ação pode mudar o mundo”. (Joel Baker)  

As frases acima fecham com chave de ouro o excelente vídeo “A Visão do Futuro”, produzido por Joel Baker e comercializado com exclusividade no Brasil pela Siamar, inclusive para locação. É um vídeo que costumo apresentar ao final de algumas palestras pois tem um poder reflexivo incontestável. Não há como ir para casa sem se perguntar: “O que estou fazendo comigo, com minha família, com minha empresa, para ser feliz?” 

O texto de hoje tem este objetivo. Quero despertar em você a auto-reflexão sobre como tem tratado sua empresa – ou seu projeto de empresa, caso ainda não tenha constituído uma.

Desejo que você desligue este piloto automático de sua vida, através do qual você não conduz, mas é conduzido por uma rotina sem sequer saber para qual direção. E passe a vislumbrar diante de si apenas duas palavras: sonhos e futuro. 

Futuro e Liderança  

O futuro não é o lugar para onde estamos indo. É o lugar que estamos construindo e que dependerá daquilo que fizermos no presente. Por isso, digo que a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.  

Aqueles que constróem o próprio futuro, constróem o futuro dos outros. A capacidade de empreender o próprio futuro está se tornando uma questão de sobrevivência. Administrar bem um negócio é administrar seu futuro; e administrar seu futuro é administrar informações. O futuro não é mais sobre tecnologia. É sobre informação. Se a história testemunhou a triste divisão entre nações ricas e pobres, o futuro pode nos reservar a separação entre as que sabem e as que não sabem.   

Nenhuma empresa sobreviverá se depender de gênios para administrá-la. Ela precisa ser capaz de ser conduzida por seres humanos medianos. Lidar com gente já é difícil. Levar gente a enxergar o futuro é ainda mais difícil. Jack Welch colocou com propriedade que os gerentes fracos acabam com as empresas, acabam com os empregos. Mas os gerentes fracos são fruto de nossas decisões, são nossa responsabilidade… A melhor pessoa do mundo no negócio ou no cargo errado ainda tem alguma chance. O melhor negócio ou cargo do mundo com a pessoa errada não tem chance nenhuma. 

Na qualidade de empreendedores, somos diferentes, iluminados, pois onde todos vêem problemas, vemos oportunidades. Viajamos num carro chamado imaginação, tendo a criatividade como co-piloto, a meta como motor e a persistência como combustível. Sabemos que só o melhor é suficiente e controlamos direta ou indiretamente o destino de muitas pessoas. Fazê-las vibrar com a mesma intensidade com o intangível futuro criado em nossas mentes é nossa missão suprema alcançável através da liderança. E o verdadeiro líder é aquele que consegue capilarizar esse sentimento nos grupos por onde passa.  

Sonhos e Metas  

O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. E, parafraseando Victor Hugo, não há nada como um sonho para criar o futuro. Tudo isso pode parecer piegas, mas você deve continuadamente monitorar seus passos em relação aos seus sonhos e nunca se afastar deles. Se preferir ser mais técnico, menos filosófico, substitua a palavra “sonhos” por “metas”. Mas siga sempre confiante em direção ao cumprimento de seus planos, reto como uma flecha, pois o que torna um sonho irrealizável é a inércia de quem o sonha. O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. 

A maioria das pessoas toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Elas vêem as coisas e dizem o porquê delas. Já os empreendedores dizem: “Por que não?” Poucos aceitam o fardo da própria vitória; a maioria desiste dos sonhos quando eles se tornam possíveis. O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas. Nunca temos tempo para fazer direito. Mas sempre temos tempo para fazer de novo… 

“Eu tive um sonho de que meus quatro filhos um dia irão viver em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter”. Quando Martin Luther King Jr. proferiu estas palavras em seu famoso discurso, encontrou evidentemente grande resistência no seio de uma sociedade conservadora e racista que ainda hoje prima por ser preconceituosa. Seu pensamento “subversivo”, entretanto, encontrou aliados. King não pôde viver para presenciar o efeito de seus atos. Mas o tempo encarregou-se de concretizar seu sonho. Se não o de igualdade, ao menos o de oportunidade. 

Sempre que ensinar, ensina também a duvidar do que ensina  

Não precisamos saber nem “como” nem “onde”, mas existe uma pergunta que todos nós devemos fazer sempre que começamos qualquer coisa: “Para que tenho que fazer isso?” Voltando ao início deste texto, você conduz ou é conduzido? Você escolheu ou foi escolhido para seu negócio?  

Entre o certo e o errado há sempre espaço para erros maiores.  A vida nem sempre é baseada nas respostas que recebemos, mas também nas perguntas que fazemos. Eu, particularmente, ao repassar minha vida, sinto que sempre estive numa corrida de obstáculos, sendo eu, o maior de todos. A grande chave para a satisfação é algo que quase sempre nos escapa. Não é conseguir o que queremos, mas sim querer aquilo que conseguimos.   

Toda glória é fruto da ousadia. A ousadia de tentar ser sempre melhor. Não é tarefa fácil, pois há sempre uma casca de banana à espreita de uma tragédia. E sombras são sempre negras, mesmo sendo de um cisne. Mas espero ver você refletindo repetidamente sobre o que conversamos aqui hoje – sonhos, futuro, objetivos – corrigindo sempre sua rota e banhando-se nas águas permanentes da mudança.

Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo.

Tom Coelho [www.portaldomarketing.com.br]


Estratégias Motivacionais

Domingo - 15 - Junho - 2008

“Prefiro divertir as pessoas, na esperança de que elas aprendam, ao invés de ensinar as pessoas, na esperança de que elas se divirtam”
Walt Disney

Todas as pessoas têm “programas mentais” ou estratégias para os mais diversos comportamentos. Temos estratégias que nos motivam a realizar tarefas como estudar, trabalhar, divertir e até dormir. A questão é saber distinguir estas estratégias e utilizá-las de maneira útil, para nos ajudar a realizar ações que são importantes em nossa vida pessoal e profissional.

No livro “Introdução à Programação Neurolingüística”, Joseph O”Connor e John Seymour (Summus Editorial, 1990), citam excelentes exemplos de diversas estratégias para realizar tarefas como memorizar palavras ou números, aprender música e até criar histórias. Segundo os autores, as estratégias funcionam como “receitas de bolo”, que devemos aprender para reproduzir comportamentos que sejam úteis.

Eles mostram, por exemplo, que Walt Disney tinha uma boa imaginação, e costumava imaginar suas histórias, primeiramente percorrendo todo o enredo sob o ponto de vista de cada personagem, vivenciando os sentimentos destes, como alegria, medo, espanto, etc. Em seguida, pedia aos desenhistas que criassem os personagens sob o ponto de vista destes sentimentos, e a partir daí escrevia toda a história. Era uma estratégia tão fantástica que foi capaz de influenciar tantas gerações de pessoa até os dias atuais.

Como a capacidade de se motivar é uma das qualidades mais importantes na vida de uma pessoa, tanto do ponto de vista pessoal, quanto nos estudos, ou na gestão de sua carreira, é necessário aprender estratégias que podem nos motivar a realizar as mais diversas tarefas, mesmas que estas sejam difíceis, cansativas ou “chatas” de realizar.

Mas como descobrir os programas motivacionais já instalados em nosso comportamento? E de que forma poderemos utilizá-los de maneira útil em nossa vida pessoal e em nossa carreira profissional? São duas questões fundamentais que procuraremos responder em seguida.

Receita para desenvolver estratégias motivacionais

Uma maneira útil de entender as estratégias motivacionais é imaginá-las como uma receita de bolo, e você como sendo um mestre-cuca. Se você utilizar a receita de um bolo adequadamente, provavelmente conseguirá fazer um bolo tão bom quanto quem criou a receita. Para executar uma receita ou desenvolver uma estratégia com sucesso é preciso saber três coisas básicas:

  • os ingredientes  (representações mentais de coisas que nos motivam)
  • a quantidade destas representações mentais necessárias
  • a seqüência das etapas

Representações mentais (ingredientes)

Existem três conjuntos principais de representações mentais, e cada pessoa consegue se motivar mais por um determinado conjunto de representações.

  • Representações visuais – existem pessoas que são motivadas principalmente quando vêem uma situação ou imaginam visualmente esta situação. Por exemplo, para motivar alguém a comprar um determinado tipo de carro é preciso que o vendedor descreva sua aparência, mostre fotografias, filmes, opções de cores, etc.. Estas pessoas reagem fortemente a apelos visuais.
  • Representações auditivas – algumas pessoas se motivam melhor através de estímulos auditivos. Provavelmente gostam de realizar tarefas escutando música, e necessitam de muita explicação auditiva para se convencerem a realizar alguma tarefa.
  • Representações cinestésicas – outras pessoas têm um sentido tátil, o olfato e o paladar mais apurado. No caso da venda de um automóvel, para motivá-las o vendedor precisaria descrever as qualidades do carro como conforto, maciez, sensação tátil da direção e dos bancos, etc.

Descobrindo nossas estratégias motivacionais

O próximo passo é a pessoa descobrir seu estilo motivacional, ou seja, relacionar as tarefas que realiza de forma motivada na sua vida pessoal e profissional, e descobrir quais os aspectos destas tarefas que fazem com que sua realização seja tão atrativa.

Por exemplo, um vendedor gosta de atender clientes pessoalmente, mas na hora de preencher os relatórios encontra grande dificuldade. Talvez esta pessoa goste muito de se comunicar verbalmente, porém escrever torna-se algo extremamente penoso. Uma boa estratégia seria reproduzir o mesmo comportamento que tem quando está conversando com os clientes na hora de escrever os relatórios. Porque não escrevê-los e ao mesmo tempo manter um diálogo consigo? Pode parecer um comportamento estranho, mas se isto o motiva, vá em frente.

Pessoas visuais adoram visualizar acontecimentos, gostam de ambientes coloridos, preferem “ver para crer”. Uma boa estratégia para estas pessoas seria que pudessem incorporar em suas tarefas e rotinas elementos visuais para ajudá-las a se motivar. Se você é visual, descubra seus “motivadores”, eles serão a base para você realizar as tarefas mais difíceis.

Pessoas cinestésicas precisam do contato físico, de tocar e sentir as coisas, e a presença física das pessoas. Talvez uma conversa ao telefone possa ser estimulante para uma pessoa “auditiva”, mas não é suficiente para a pessoa cinestésica. Esta precisa tocar e vestir uma roupa, caso vá comprá-la. São pessoas que gostam de ambientes confortáveis para se sentirem bem e motivadas. Portanto, se seu estilo é cinestésico, busque reproduzir ambientes em que se sinta bem quando for realizar tarefas difíceis ou desagradáveis.

Utilizando as estratégias motivacionais

A motivação é uma energia poderosa para realização de nossos objetivos e por isto é uma qualidade essencial que deve ser aprendida e praticada. Por esta razão, sugerimos a seguinte seqüência para desenvolver estratégias motivacionais, tanto em nossas atividades pessoais como em nossa carreira profissional.  

  • Descubra que tipo de pessoa você é em relação aos sistemas representacionais: visual, auditiva ou cinestésica.
  • Procure incorporar sempre nas atividades que realizar os “motivadores” visuais, auditivos ou cinestésicos que melhor combinem com você.
  • Relacione diversos comportamentos ou situações que o estimulem em sua vida pessoal e profissional. Como, por exemplo, passeios, hobbes, lazer, alimentos, jogos e outras atividades prazerosas.
  • Escreva estas atividades motivadoras e tente relembrá-las, buscando os aspectos ou a seqüência de cada uma delas que as tornam tão agradáveis. Anote cada um destes aspectos.
  • Busque fazer a adaptação incluindo atividades motivadoras às tarefas que precise executar, mas que tem dificuldade. Por exemplo, se você precisa escrever um relatório, que é uma tarefa que não gosta de jeito nenhum, mas, se percebe que ouvindo música a tarefa se torna agradável, pode ser uma boa idéia juntar estas duas coisas, escrever relatório ouvindo música.
  • Desenvolva uma espécie de “receita de bolo” para cada tarefa difícil ou “chata”, que precise realizar, incluindo nela os elementos motivadores de situações agradáveis.
  • Pense nisso: já que uma tarefa tem de ser realizada, porque não executá-la de bom grado, e transformá-la em uma coisa agradável?

Acreditamos que este conjunto de procedimentos certamente poderá causar um impacto positivo em sua vida. Se conseguir realmente desenvolver estratégias motivacionais no contexto pessoal e profissional transformará as tarefas importantes que precise realizar em situações agradáveis.

Autor: Ari Lima


Sua atitude determina sua altitude

Sexta-Feira - 13 - Junho - 2008

Você costuma pensar nas coisas que você tem feito na vida e pela vida? Costuma parar para saber se o caminho que você está trilhando é o que gostaria de seguir? Está habituado a se perguntar se a sua atitude de hoje está te levando para…

Você costuma pensar nas coisas que você tem feito na vida e pela vida? Costuma parar para saber se o caminho que você está trilhando é o que gostaria de seguir? Está habituado a se perguntar se a sua atitude de hoje está te levando para mais próximo do ponto de chegada? Percebo, ao longo de minha vida, o quanto é surpreendente e fácil ser pego pela ilusão das nossas atividades, da nossa pressa, da correria do cotidiano, das tarefas inadiáveis, intolerância, arrogância, prepotência, exigência, impaciência, trabalho árduo de cada dia para subir a escada do ter mais sucesso, dinheiro, patrimônio, riqueza, e por aí vai.

Não vejo nada de errado nisso, desde que, é claro, você aja com consciência, competência, benevolência, sabedoria etc. O que assusta é descobrirmos que passamos boa parte de nossas vidas nos preocupando com o ter, sem dar a devida importância ao ser. Recentemente, ao terminar um seminário, fui procurado por um jovem de uns trinta anos. Em poucos minutos ele me contou sobre a sua trajetória profissional. Ele me disse que antes dos vinte anos de idade abriu uma empresa e que de lá para cá ela não parou de crescer.

O jovem me relatou que quando tiver concluído a obra de uma filial as coisas ficarão melhores ainda. Disse-me também que se tivesse um sócio ou um executivo bem preparado para ajudá-lo, estaria lucrando mais. E, finalmente, ressaltou que se tivesse mais dinheiro o seu negócio certamente seria mais próspero. Fiquei pensando nas várias investidas que aquele rapaz empreendedor me contou. Pude perceber que quase tudo que ele me disse referia-se a ter e muito pouco a ser. A partir daí, comecei a ficar mais atento com as pessoas que conversam comigo sobre vida, negócios, família, lazer etc.

A conclusão que chego é que as pessoas passam boa parte da vida em busca do ter, algo do tipo:

- se eu tivesse mais tempo…;
- se eu tivesse mais dinheiro…;
- se eu tivesse um carro…;
- se eu tivesse uma casa nova…;
- se eu tivesse um verdadeiro amigo…;
- se eu tivesse uma formação melhor…;
- se eu tivesse um chefe mais companheiro…;
- se eu tivesse uma nova oportunidade…;
- se eu tivesse como tirar férias… etc.

É impressionante como esquecemos da importância do ser para ter o que queremos. Imagine se ao invés de ficar lamentando a falta do ter, a pessoa adotasse uma postura pró-ativa em prol do ser. Daí, tomando por base os exemplos acima evidenciados, ela poderia mudar a estrutura de seu pensamento, passando a refletir de acordo com as novas formulações a seguir:

* se eu for mais organizado com relação ao tempo que disponho…;
* se eu for mais estudioso, poderei no futuro conseguir uma colocação melhor;
* se eu for morar mais próximo do meu trabalho, talvez não precise de carro;
* se eu for mais cuidadoso com meus gastos pessoais, talvez consiga trocar a minha casa atual por uma nova;
* se eu for mais atencioso com as minhas amizades…;
* se eu for mais dedicado e disciplinado nos estudos…;
* se eu for mais compreensivo, tolerante e pró-ativo, talvez possa melhorar o relacionamento com o meu chefe;
* se eu for mais persistente, atencioso e participativo, talvez surja uma nova oportunidade;
* se eu for menos centralizador e confiar mais nas pessoas, talvez seja possível tirar uns dias de férias com a família.

Tenho testemunhado muitos exemplos de pessoas que passaram boa parte da vida buscando o ter sem se darem conta de que, muitas vezes, o ser é o caminho mais curto e seguro para se ter o que deseja. Sair por aí como um trator de esteira abrindo caminho na marra, sem planejamento, cuidados adequados, respeito ao próximo, causando mágoas e ressentimentos, pode ser igual ao carpinteiro que, sobrecarregado com seus apetrechos de trabalho, sua a camisa para alcançar o último degrau de uma enorme escada só para constatar que a apoiou na parede errada.

Será que não seríamos pessoas melhores e mais felizes se nos preocupássemos mais com o ser do que com o ter?

Autor: Evaldo Costa


Sua comunicação deve ser um show!

Quarta-feira - 4 - Junho - 2008

Se você tiver de falar em uma convenção de vendas para uma platéia de 500 vendedores, num hotel à beira da praia, e tentar passar uma mensagem com conteúdo profundo do princípio ao fim, suas chances de fracasso serão de dez para dez.

Se, por outro lado, em uma reunião para explicar resultados e definir o planejamento estratégico para o ano seguinte, diante de meia dúzia de conselheiros passar o tempo todo contando piadinhas e histórias engraçadas, suas chances de fracasso talvez mudem um pouco. Possivelmente, serão de onze para dez.

Peguei duas situações hipotéticas extremas para mostrar que o resultado de uma apresentação irá depender de como você adapta a maneira de falar à circunstância, ao contexto e, principalmente às características dos ouvintes.

Nas duas hipóteses você deveria ter a preocupação de deixar uma mensagem importante, só que a maneira de falar precisa ser adequada ao tipo de evento onde irá se apresentar.

A boa comunicação deve ser a conjugação bem dosada de conteúdo e espetáculo. Você deve “regar” o conteúdo com a quantidade ideal de espetáculo para que os ouvintes possam se interessar pela mensagem e para que o resultado da apresentação seja positivo e atinja os objetivos desejados.

Na primeira hipótese, a convenção de vendas, você deveria transmitir o conteúdo com uma grande dose de espetáculo. Essa não seria uma situação propícia para mensagens técnicas que exigissem concentração por tempo muito prolongado.

São eventos em que você deve resumir os pontos mais relevantes das informações que deseja comunicar e fazer o show para que os ouvintes fiquem interessados.

Já na reunião do conselho a expectativa dos ouvintes é a de receber o conteúdo com precisão e objetividade. Neste caso você deveria programar a maior quantidade possível de informações técnicas e o mínimo de espetáculo.

Não se esqueça, entretanto, de que mesmo sendo uma reunião de conselho você irá tratar com seres humanos, que sempre precisam de um pouco de show para manter o interesse.

Você deve estar pensando que show é esse, já que, talvez, não tenha dons artísticos que pudessem atrair a atenção e manter o interesse de uma platéia. Garanto que você possui condições para dar o espetáculo de que precisa para ter sucesso em suas apresentações.

Pense bem: o que você sabe fazer que agrada as pessoas em suas conversas sociais, com amigos, colegas de trabalho ou pessoas da família? Você sabe contar histórias, piadas, ou fazer imitações? Você tem presença de espírito e sabe se valer de ironias finas para deixar o ambiente mais descontraído? Enfim, o que você sabe fazer de interessante?

São essas habilidades que você usa tão naturalmente no dia-a-dia que servirão de recurso para que possa dar o espetáculo na medida certa de acordo com as necessidades da circunstância e do tipo de ouvinte que terá pela frente. Você não precisará fazer nada diferente do que já sabe fazer, apenas usar um pouco mais ou menos de “tempero” para se adequar à situação.

Agora, uma informação interessante: você precisa ver a quantidade de alunos que já treinei e que me disseram que eram casos perdidos, pois não possuíam nenhum atributo que os tornassem estimulantes diante do público. Em quase todos os casos foi possível descobrir habilidades que estavam adormecidas, esperando uma boa oportunidade para serem exploradas.

A maioria não tinha consciência do que poderia produzir de positivo com sua comunicação. Outros, por comodismo, preferiam dizer que não sabiam fazer nada só para não se exporem.

Talvez esse também seja o seu caso. Por isso, observe nas conversas que mantém com as pessoas mais próximas o que dá certo para mantê-las interessadas quando você fala. Mesmo imaginando a pior das hipóteses, posso garantir que sempre haverá tempo para aprender. Como dizia meu avô, ainda que seja como um remédio.

Comece contando histórias curtas para as pessoas mais próximas, de preferência da sua família. Vá aperfeiçoando a narrativa até sentir que possui pleno domínio do que irá contar, com começo, meio e fim.

Não precisa ser nada muito sofisticado, qualquer história curta e interessante poderá servir nessa fase de aprendizado. Quando já tiver dominado a primeira, parta para a segunda, para a terceira, até que consiga montar um repertório que o ajude a dar o espetáculo que suas apresentações precisam para ser bem-sucedidas.

Vale a pena investir no aprimoramento desses recursos que poderão garantir excelentes resultados para sua comunicação. Espero que descubra o que sabe fazer de melhor e passe a explorar esse potencial sempre que precisar falar em público.

Por Reinaldo Polito - UOL Economia


54 Idéias de Sucesso

Segunda-feira - 26 - Maio - 2008

Domenico. Cortella. Mussak. Max…Você vai ler a seguir extratos das palestras que esses quatro gurus e mais 21 professores de MBA, empreendedores e consultores fizeram durante a Career Fair 2005, nos dias 2 e 3 de junho, em São Paulo. Setecentos profissionais de várias partes do país acompanharam o evento dedicado a liderança, criatividade, inovação e empreendedorismo. São ensinamentos como os

cinco passos para a liderança apresentados pelo filósofo Mario Sergio

Cortella:

 

1. Liberte sua mente: seja flexível, preste atenção no outro, no que ele

tem de melhor;

 

2. Torne sua equipe uma comunidade de trabalho, e não um

agrupamento de pessoas;

 

3. Produza o ócio recreativo, aquele tempo para estimular a

criatividade na equipe;

 

4. Inove: construa o que não existe, ultrapasse o óbvio;

 

5. Sonhe: não desista, inspire as pessoas.

 

As 54 dicas estão divididas em três grupos: Construa seu Futuro,

Lidere com Alma e Vá Além do Trabalho.

Clique aqui para baixar o arquivo completo


Segundo diretor da Microsoft Compra do Yahoo nunca foi estratégica

Domingo - 25 - Maio - 2008

O diretor-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, declarou na última sexta-feira (23) que sua empresa jamais viu a aquisição do Yahoo como estratégica. Além disso, afirmou que abandonar a oferta significa que agora o grupo tem US$ 50 bilhões em caixa para despender em outras aquisições.

“O Yahoo jamais foi a estratégia que estávamos seguindo”, disse em uma conferência de tecnologia em Moscou. “Nós gastaremos dinheiro em algumas aquisições. Há muito que se pode fazer com US$ 50 bilhões”, acrescentou.

A Microsoft decidiu retirar uma proposta de aquisição do grupo de Internet Yahoo por US$ 47,5 bilhões, ou US$ 33 por ação, depois que a empresa rejeitou a oferta no começo do mês, afirmando que não aceitaria menos de US$ 37 por ação.

Ballmer afirmou nesta semana em Israel que a Microsoft não estava mais negociando para adquirir o Yahoo, mas que estava interessada em outros tipos de acordo com o segundo maior serviço de buscas on-line dos Estados Unidos.

A Microsoft já apresentou uma oferta de aquisição do serviço de busca no Yahoo e de compra de uma participação minoritária na empresa, disse à Reuters uma fonte familiarizada com as conversações recentes.

Ballmer também descartou sugestões de que a tecnologia Silverlight, da Microsoft, seria combinada à tecnologia Flash, da rival Adobe System, a fim de combater a concorrência que poderia surgir de uma fusão entre a Adobe e a Apple, uma das mais antigas rivais da Microsoft. “Nós concorremos com a tecnologia Flash. Estou aberto a opções, mas não houve discussão de uma fusão com a Adobe. Os desenvolvedores de software deveriam aprender a usar a Silverlight”, disse.

Questionado sobre o tipo de companhia que a Microsoft avalia para uma possível aquisição, Ballmer afirmou que “há muitas empresas que, de certa maneira, são subestimadas pelo mercado”, disse ele, especialmente no setor de tecnologia da informação para a saúde. “Temos uma população que está envelhecendo e ela é uma das partes que mais cresce na economia mundial”, acrescentou.

Fonte: Portal G1


Marketing Esportivo

Segunda-feira - 19 - Maio - 2008

Este é um tema pelo qual me interesso muito. Ele une duas grandes paixões, o Marketing  e os Esportes.

O artigo abaixo foi escrito por Rafael Niro da agência Atena Marketing Esportivo.

Thiago Miguel

Já faz algum tempo que o discurso se repete: o Marketing Esportivo cresce a passos largos e os investidores estão atentos e em busca de resultados ora através de uma melhor exposição de marca, relacionamento, ora através de vendas ou promoções.

Mas, não é somente o discurso acima que insiste em prevalecer. Há também os que acreditam que o Marketing Esportivo é similar a qualquer outra derivação do legado de Kotler. E é aí que detalhes que podem fazer toda diferença comprometem o sucesso de ações ou promoções realizadas.

No segmento do Marketing Esportivo há três aspectos que são imprescindíveis para o início de qualquer trabalho: o profissionalismo, o pioneirismo e o conhecimento do público-alvo que se deseja atingir.

A primeira característica diz respeito à capacidade de planejar, coordenar e produzir as ações pretendidas, com credibilidade, agilidade, de forma a assegurar o mais expressivo retorno frente ao investimento realizado.

O profissionalismo certamente é o que possibilita a identificação de uma oportunidade de um negócio pioneiro. Afinal, ações e eventos inéditos despertarão a curiosidade do público-alvo, da mídia e dos investidores, gerando mídia espontânea, comentários positivos no trade e – dependendo do caso - lucro.

A terceira característica nos remete a necessidade de conhecer o público que se deseja atingir. Somente conhecendo a fundo com quem se está falando é que atingimos as expectativas de todos os envolvidos no evento esportivo ou os que forem alvo da campanha criada.

Um exemplo de ação que reúne essas três particularidades é o “Golf Health”, o primeiro evento de golfe exclusivo para o mercado de saúde, que será realizado no dia 27 de junho deste ano, em São Paulo. Neste caso, o profissionalismo fica por conta das agências ATENA e ReUnion, que em parceria estão conduzindo a produção do evento. O pioneirismo é a garantia de estar oferecendo a médicos, diretores e presidentes de grandes grupos hospitalares, uma oportunidade de relacionamento, lazer e esporte, com requinte, conforto e muito golfe. 

O público-alvo é mais do que conhecido, tanto que já consta no próprio nome do evento: Golf Health.

Assim, não é difícil concluir que se tivermos profissionais habilitados e competentes para atender os investidores da maneira correta, ou seja, com profissionalismo, pioneirismo e conhecimento do público-alvo, o discurso deixará de ser uma constante e passará a ser uma realidade.


Motivação

Quinta-feira - 15 - Maio - 2008

Talvez o primeiro ponto que há de se entender em relação ao consumidor seja a motivação. Com raras exceções, um ser humano não consumirá nada se não estiver motivado a comprar.

A motivação envolve atividades as quais nos levam a um determinado objetivo. Podemos nos tornar motivados ou estimulados por meio de necessidades internas ou externas que podem ser de caráter fisiológico ou psicológico.

Se por algum motivo, ficarmos sem tomar água por algum tempo, o nosso organismo reagirá de uma forma tal que constantemente nos sentiremos compelidos a buscar nosso objetivo, ou seja, saciar a sede. O comportamento motivado tenderá a prosseguir até que nosso objetivo seja alcançado, de forma a reduzir a tensão que estamos sentindo. Muitas vezes conseguimos driblar a necessidade com outro aspecto. Se estamos com sono, por exemplo, todo o nosso comportamento se voltará a perseguir o objetivo de acabar com o sono, ou seja dormir. Se, no entanto alguma outra coisa nos motivar, um filme na televisão, por exemplo, ou uma reunião de amigos, o nosso comportamento fará com que os sintomas de sono sejam temporariamente esquecidos.

A estimulação interna, no entanto, pode não ser de ordem fisiológica, remetendo o indivíduo à fantasia. Mesmo sem estar com sede, ao imaginar uma garrafa de Coca-Cola, gelada pode me fazer sentir todos os sintomas da sede, desta vez não porque o meu organismo necessita de água, mas porque a minha imaginação pôs em funcionamento os mecanismos do corpo que me fariam sentir a mesma sede.

Da mesma forma, um estímulo externo, como a visão de um grupo de amigos tomando uma cerveja, pode ocasionar os mesmos sintomas.

Nos três casos sempre haverá uma espécie de aprendizado adequado à satisfação de saciar a sede. Haverá então uma vontade que se manifestará de forma física, o que nos fará ir ao bar ou supermercado mais próximo e comprar um refrigerante ou cerveja.

Estes exemplos se baseiam em impulsos que se manifestam de forma fisiológica. Grande parte dos nossos impulsos nos remetem, na sua origem, a saciar as necessidades básicas, como a sede, sono, fome, proteção do corpo contra frio, calor e outros.

Poucos estudos se fizeram em relação ao consumidor sobre estas necessidades, que são consideradas básicas. Sabe-se muito sobre as necessidades de comer, beber, dormir, mas, na realidade não interessa à sociedade de consumo que um ser humano tem que comer, beber ou vestir algo. O que interessa na realidade, ao mercado, é o estudo do que comer, o que vestir e o que beber, ou quando uma pessoa escolhe determinado alimento ou bebida para saciar a sua fome e sede, entender quais foram os motivos que levaram a pessoa àquela escolha. Estas são as necessidades secundárias, que englobam hábitos alimentares orientados por normas, princípios e valores de uma determinada sociedade ou grupo social.

Estas necessidades são de origem psicológica ou social. Sentir sede, por exemplo, é uma necessidade biológica, é uma necessidade básica. Não tomar refrigerantes para poder emagrecer, no entanto, é uma necessidade de cunho social.

Usar um casaco no frio é necessidade básica. Usar um casaco Pierre Cardin de 3.000 Reais é uma necessidade de aceitação social, ou secundária.

O mais interessante é que as necessidades primárias não interferem na escolha ou determinação de um produto. As secundárias, sim. Todos sabem que antes de morrer de fome, um ser humano se submete a comer coisas que não comeria em sua sã consciência, quando houvesse outras opções. No dia a dia entretanto as necessidades secundárias agem de forma inesperada no indivíduo fazendo escolher determinada marca de alimento, bebida ou roupa, sem ao menos saber porque.

 Autor: Daniel Portillo Serrano

Fonte: www.portaldomarketing.com.br


Ponto de Vista

Segunda-feira - 12 - Maio - 2008

Era uma vez uma indústria de calçados aqui no Brasil que se aproveitando das políticas de incentivo do governo ao comércio exterior decidiu desenvolver um projeto de exportação de sapatos para a Índia.
Como se sabe, o consumidor é um dos principais fatores a serem analisados por uma empresa em fase de expansão a novos mercados. Assim, a presidência da empresa decidiu enviar dois de seus principais executivos a dois grandes centros comerciais, Nova Deli e Bophal, para análise do potencial de consumo. 

Após alguns dias de pesquisa, um dos executivos enviou um e-mail para a Diretoria no Brasil com suas impressões, dizendo: “Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos.” 

Sem ter conhecimento dos termos da mensagem enviada por seu colega, o segundo executivo encaminhou, poucos dias depois, a seguinte mensagem: “Senhores, tripliquem o volume exportável previsto em nosso projeto de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos, ainda….”. 

Esta parábola é exemplar para demonstrar como tudo, em nossas vidas, é uma questão de prisma, de ponto de vista. Possivelmente você já deve ter sido perguntado sobre como enxerga um copo com água pela metade: encontra-se ele meio cheio ou meio vazio? 

Obstáculos surgem para todos, a todo o momento. E muitas pessoas devem a grandeza de seu caráter aos obstáculos que tiveram que enfrentar e vencer. Fluindo como a água, que contorna lentamente as condições desfavoráveis e que se move vigorosamente tão logo o curso certo se apresenta. 

A adversidade é necessária. Sem a oposição do vento, a pipa não consegue subir…

Autor: Tom Coelho 


“Cases” é Sucesso

Quinta-feira - 8 - Maio - 2008

Nesta quinta-feira atingimos 16.000 visitas e um arquivo com 34 Cases.

Também contamos com mais de 30 Artigos de diversos temas: Branding, Tecnologia, Planejamento estratégico entre outros.

A participação de vocês leitores é de fundamental importância para mantermos o nível das publicações.

Se você tem interesse em publicar um artigo ou um case, entre em contato com o site: casesdesucesso@hotmail.com

ThiagoMiguel - Administrador