Microsoft: cautela pelo Yahoo!
A Microsoft não vai acelerar o processo de integração de sua plataforma de tecnologia com a do Yahoo!, a ser realizada depois da possível compra da companhia de internet, mesmo se isso significar a postergação de alguns dos potenciais benefícios aos acionistas. A informação é de Ray Ozzie, “chief software architect” da Microsoft, o mais alto cargo na elaboração de programas da empresa, ocupado por Bill Gates até 2006.
Os comentários do executivo, feitos em uma entrevista na semana passada, chamam a atenção para as dificuldades tecnológicas que a Microsoft enfrentará se obtiver sucesso na oferta de compra não solicitada do Yahoo!, no valor de US$ 41,4 bilhões. “Eles têm uma quantidade de diferentes tipos de tecnologias, têm sua própria cultura corporativa”, disse Ozzie.
Mas o executivo afirmou estar “bastante otimista” de que a Microsoft poderá atingir seus principais objetivos no acordo, que estão concentrados em preservar a experiência de usuários e anunciantes, e não em obter todos os benefícios financeiros e de outros tipos que a consolidação das operações das duas companhias pode trazer.
A logística tecnológica envolvida em grandes fusões, particularmente naquelas que se dão no setor de tecnologia, tem sido repleta de problemas no passado. Para a Microsoft, que espera usar o Yahoo! como a fundação para suas atividades online e para criar ampla publicidade e serviços, as complexidades serão maiores.
Ozzie afirmou que o impulso da Microsoft para criar mais serviços na internet, em complementação ao seu tradicional negócio de software - que ele começou a promover internamente logo depois de se juntar à companhia três anos atrás -, finalmente vai dar frutos neste ano com algumas versões para teste de novos serviços.