Falta tempo para os empreendedores
Segunda-feira - 28 - Abril - 2008 at 11:24 pm | In Uncategorized | Leave a CommentTags: empreendedores
Quando vou aos eventos voltados para empreendedores, ouço as mesmas reclamações sobre a falta de tempo livre para realizarem outras atividades. Dentre as mais freqüentes, posso citar duas: “Quando eu era funcionário, achava que os empreendedores podiam chegar e sair na hora que escolhessem. Agora que sou um deles, descobri que sou o primeiro a chegar e o último a sair” e “Não tenho tempo para minha família, amigos e às vezes nem para mim mesmo, mas preciso sempre me dedicar mais à empresa”.
As queixas são as mais diversas, mas existem duas características muito comuns em empreendedores com falta de tempo: delegação ineficaz de tarefas que poderiam ser executadas com sucesso por outras pessoas e centralização dos processos de tomada de decisão. Por conseqüência desses dois fatores, o tempo acaba ficando escasso e o empreendedor, que se torna o cérebro de tudo, acaba sendo indispensável para a sobrevivência da empresa. Isso é ruim por uma série de questões que vão além do comprometimento da agenda pessoal de quem está à frente dos negócios, a organização precisa ter no trabalho em equipe sua base para o sucesso.
Esse tipo de empreendedor, que se torna uma “ilha” dentro da empresa, acaba escravo do próprio negócio. Muitas vezes, essa situação nem passa pela cabeça das pessoas quando elas sonham em colocar seu lado empreendedor em prática. Precisamos refletir sobre a diferença entre ter um negócio próprio e “fazer tudo por conta própria”. O bom líder deve conhecer bem o que precisa ser feito e saber a quem pedir ajuda, e não fazer tudo sozinho, como muitas pessoas pensam.
Para tentar solucionar esse problema e fazer da arte de empreender algo mais prazeroso e com melhores resultados, aponto sete dicas que podem ajudar a melhorar a relação do empreendedor com seu relógio:
- É preciso que o empreendedor deixe de lado seu perfeccionismo ruim – aquela sensação de que só ele é capaz de fazer as tarefas da maneira correta. É preciso aprender a confiar na sua equipe e, se for o caso, trocá-la para tornar esse fluxo de informações e trabalho viável;
- Comece delegando pequenos poderes ao seu time e à medida que se sentir mais seguro, os amplie;
- Peça feedback à sua equipe, assim ficará sabendo se sua maneira de gerir a empresa está correta e saudável;
- Desenvolva processos que possam resolver as questões mais simples sem ter que se dedicar muito a elas;
- Fique fora do escritório pelo menos uma vez a cada quinze dias, já que é preciso aprender a deixar sua equipe resolver os problemas de última hora por conta própria, dando assistência, sempre com paciência, até que consiga tornar essa “folga” mais freqüente;
- Crie instrumentos indicadores, que permitam monitorar problemas e metas de forma mais rápida;
- Faça um mapeamento dos pontos mais críticos do seu negócio e crie uma estratégia para redução/eliminação dessas situações.
Fonte: Image Press – Assessoria de Imprensa
Inovação nos negócios
Domingo - 27 - Abril - 2008 at 10:30 pm | In Uncategorized | Leave a CommentOs empreendedores inovam. Inovar faz parte do espírito empreendedor. A inovação, de fato, cria um recurso, inexistente até o momento em que o homem encontre um uso para alguma coisa qualquer da natureza e assim a dote de valor econômico. Enquanto isso não acontece, cada planta é uma erva qualquer, e cada mineral é apenas uma rocha.
São as novas percepções, que modificam o que já existe, que dão um significado novo e importante ao que já era útil. É o *navio cargueiro* que se transformou em *container*, e praticamente quadruplicou a produtividade do cargueiro marítimo e salvou a marinha mercante.
Como mostram os exemplos, a inovação não é, necessariamente, algo técnico. Ela não precisa ser uma *coisa-material*. Poucas inovações técnicas podem competir, em tempos de impacto, com inovações sociais. Um dos exemplos mais interessantes de inovação social e de sua importância pode ser visto no Japão Moderno, que abriu suas portas para o mundo moderno em 1867 e desde então tem sido constantemente subestimado pelos ocidentais, apesar de suas vitórias triunfantes sobre a China, e depois a Rússia, em 1894 e 1905 – apesar de Pearl Harbor. O país tem mostrado um domínio seguro de estratégias empreendedoras.
Apesar de sua extensa abrangência – a inovação é mais que um termo técnico; é também econômico e social – não podemos ainda elaborar uma teoria de inovação. Por enquanto isso não é possível. Contudo, já sabemos o suficiente para dizer quando, onde e como se buscam sistematicamente oportunidades inovadoras, e como se avaliam as chances de seu sucesso ou os riscos de seu fracasso. Sabemos o bastante para desenvolver, embora, ainda em poucas linhas, a prática da inovação.
Para os empreendedores bem sucedidos, a prática da inovação está no trabalho. Eles não esperam até que tenham o *insight* para ter a *idéia brilhante*. Não buscam a *sorte grande*, a inovação que irá *revolucionar a indústria*, criar um *negócio de bilhões*, ou *tornar alguém rico da noite para o dia*. Para esses empreendedores, que já começam com a idéia de que irão conseguir grandes realizações – e rapidamente; o fracasso está assegurado.
Eles estarão quase que destinados a fazer coisas erradas. Uma inovação que parece sensacional pode resultar em nada mais do que um virtuosismo técnico; e inovações com modestas pretensões intelectuais, como o Mc Donald´s, por exemplo, podem resultar em negócios gigantescos, altamente lucrativos.
A maioria esmagadora das inovações bem sucedidas explora a mudança. Por certo, existem inovações que em si constituem uma importante mudança, mas elas são exceções razoavelmente incomuns. A maior parte das inovações que deram certo são mais prosaicas. Portanto, a disciplina de inovação (a base do conhecimento do empreendedorismo) é uma disciplina de diagnóstico: um exame sistemático das áreas de mudança que tipicamente oferecem oportunidades empreendedoras.
Autor: Luiz Fernando Garcia
Benchmarking
Sábado - 26 - Abril - 2008 at 7:03 pm | In Uncategorized | Leave a CommentTags: arranjos organizacionais, Benchmarking, conceitos de avaliação, Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao, prioridade no planejamento
Nos últimos dias tenho me dedicado ao estudo do Benchmarking. O artigo a seguir faz um resumo interessante sobre o tema - Thiago Miguel – Administrador
Benchmarketing – Definição
“Processo contínuo e sistemático que permite a comparação das performances das organizações e respectivas funções ou processos face ao que é considerado “o melhor nível”, visando não apenas a equiparação dos níveis de performance, mas também a sua ultrapassagem”
Conceito
A prática do benchmarking consiste na pesquisa dos melhores métodos utilizados nos diferentes processos de negócio e funções empresariais, com especial ênfase naqueles cujo impacto, no desempenho, permite assegurar e sustentar vantagens competitivas.
No benchmarking a avaliação e comparação não representam um fim em si, mas um meio para apoiar o processo de melhoria; constituindo-se como uma forma de aprendizagem, dado que a procura de melhores práticas implica uma análise cuidada das diversas formas de implementação dos processos, das metodologias de trabalho e dos diferentes arranjos organizacionais.
O exercício termina com a análise de resultados, a definição de recomendações e a sua implementação. Devemos ainda realçar um aspecto crítico no processo de benchmarking – a ética. As atuais práticas de benchmarking regem-se por princípios próprios, resumidos num código de conduta onde a reciprocidade na partilha e no uso da informação, a confidencialidade e o respeito pela individualidade dos parceiros se assumem como preceitos invioláveis.
Benefícios
O Benchmarking tem associado um conjunto de vantagens para as empresas, nomeadamente:
Introduzir novos conceitos de avaliação;
Melhorar o conhecimento da própria organização;
Identificar áreas que devem ser objeto de melhorias;
Estabelecer objetivos viáveis e realistas;
Criar critério de prioridade no planejamento;
Favorecer um melhor conhecimento dos concorrentes e do nível competitivo do mercado;
Aprender com os melhores.
Fonte: Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, IAPMEI de PortugalOs Clássicos da Administração
Sexta-Feira - 25 - Abril - 2008 at 1:27 pm | In Uncategorized | 1 CommentTags: desenvolvimento empresarial, eficiência organizacional, Fayol, pensamento administrativo, processos administrativos, Taylor
Várias correntes do pensamento administrativo definem os clássicos por vezes como taxonomias diferentes. Mas é pacífico entre os teóricos a classificação onde aparecem os trabalhos de Taylor e Fayol. Os trabalhos de Taylor desenvolvidos nos Estados Unidos constituem um precioso embasamento para o pensamento administrativo atual juntamente com os trabalhos de Fayol desenvolvidos na Europa. Ambos buscavam a eficiência organizacional, porém as maneiras para essa busca de eficiência mudavam de acordo com o pensamento de cada um deles. Taylor buscava a eficiência através da diminuição da perda de tempo do operário, Fayol perseguia a eficiência através da estruturação lógica da empresa por meio de departamentos, seções e hierarquia, todos bem definidos. O trabalho de Taylor e Fayol são classificados na maioria dos livros de Administração como o pensamentos clássicos da Administração.
Impossível dizer que o pensamento clássico da Administração é constituído apenas por esses dois autores. Muitos outros foram seus contemporâneos e contribuíram para o desenvolvimento da administração.
Alguns teóricos classificam os trabalhos de Taylor e seus seguidores como uma escola de pensamento em administração visto que seus trabalhos não vislumbram toda a organização empresarial, mas apenas uma parte dela, a fábrica. Independente da maneira como está classificada, sob o modelo de escola de pensamento em administração ou apenas um estudo sobre funcionamento de fábricas é fundamental às pessoas do meio empresarial terem contato com seu trabalho. Qualquer pessoa que tenham contatos com diversos tipos de organização não pode desconsiderar os trabalhos realizados por ele. Taylor era um inconformado com as questões operacionais da empresa e por isso desenvolveu métodos que buscavam a melhoria do desempenho dos operários. Seu método principal de trabalho baseou-se na observação e mensuração do trabalho dos operários e seu expediente por vezes é contestado pela maneira incansável com que buscava a melhoria nos processos administrativos. Os teóricos da administração por muitas vezes cometem injustiças com Taylor, apresentando seu trabalho de uma forma jocosa e até mesmo sarcástica, no entanto ninguém ousa diminuir ou ignorar sua contribuição para as áreas operacionais da empresa e conseqüentemente para o desenvolvimento empresarial no mundo.
Os trabalhos de Fayol foram desenvolvidos através do pensamento na estrutura organizacional. Desenvolveu modelos de estruturação de empresas onde constavam de maneira clara a hierarquia, os setores empresarias e definiam as diversas áreas de uma empresa. Preocupou-se com a organização de maneira ampla em todos os aspectos. Desenvolveu princípios para a empresa que deveriam ser seguidos por todos independente do nível hierárquico em que se encontrava.
Autor: Júlio Ernesto Colla
Marketing pessoal exagerado reduz chance de contratação
Quinta-feira - 24 - Abril - 2008 at 11:12 pm | In Uncategorized | Leave a CommentTags: Feedback, HeadHunter, Marketing Pessoal
A headhunter e sócia da Search Consultoria em Recursos Humanos, Ilana Lissker, conta que já viu muita gente se supervalorizando em entrevistas de emprego. “Geralmente, ocorre com pessoas menos experientes no mercado, que procuram posições melhores. Executivos da alta gerência são mais experientes, por isso já sabem que não devem exagerar nos contos, sabem como se comportar”, diz.
Na ânsia de fazer o marketing pessoal, os profissionais contam coisas que não são totalmente verídicas na entrevista de emprego. O problema é que o responsável pela área de recursos humanos consegue identificar quando alguém está mentindo ou exagerando.
“Em alguns casos, percebemos que o profissional não realizou tudo aquilo que está dizendo, que está se supervalorizando”, garante Ilana. “Profissionais de RH têm o olhar treinado para diferenciar as mentiras das verdades. Por exemplo, existe o recurso de perguntar várias vezes a mesma coisa, mas de maneiras diferentes. Além disso, é possível pedir referência das empresas pelas quais o candidato passou”.
Conduta de quem seleciona
Ilana afirma que quem se supervaloriza é cortado dos processos seletivos. “A não ser que o profissional seja muito bom e notamos que ele exagera um pouco porque um dia ouviu alguém dizer que o marketing pessoal é importante. Nesse caso, não cortamos ele do processo, mas damos um feedback, isto é, avisamos que não é legal se supervalorizar, orientando-o para a entrevista direta com o futuro gestor ou para outras entrevistas, de outras empresas”.
A recomendação da headhunter é sempre contar a verdade, ser sincero. “Às vezes, o candidato fez coisas pequenas, mas que podem ter um valor grande. Às vezes, ele não teve oportunidade de realizar grandes feitos, mas demonstra capacidade para tal”.
Um novo olhar para as classes populares
Segunda-feira - 21 - Abril - 2008 at 2:19 pm | In Uncategorized | Leave a CommentDesvendar do mundo as classes populares é uma nova descoberta para nós a cada dia. É quando aprendemos que tem muita coisa acontecendo por trás dos nossos computadores, fora dos nossos escritórios. Que lá fora há muita gente que pensa e interage de maneira muito diversa com sua comunidade e tem um olhar muito peculiar sobre a vida que vive.
A isto, damos o nome de educação do olhar. Aprender a olhar para as classes populares e buscar nelas o que têm de mais genuíno nos dá a oportunidade de descobrir particularidades muito únicas e até pitorescas.
Descobrimos, por exemplo, que o cheiro é um fator fundamental na definição da qualidade dos produtos e que supermercado no domingo é sinônimo de diversão para a família inteira.
A solidariedade, outro fator muito evidente nessa classe social, está evidente nos mais diversos aspectos da vida cotidiana destes consumidores: cuidar dos filhos, comprar artigos em promoção nas lojas para os vizinhos e amigos, por exemplo, são atitudes muito comuns do público de baixa renda. Todos se ajudam, pois sabem que podem contar uns com os outros sempre.
Aprendemos que a renda limitada ainda é sim um fator restritivo, mas o crédito abundante tem sido uma importante porta de entrada para o consumo e as classes populares estão recorrendo a essa ferramenta para subsidiar a aquisição de alguns “sonhos”. Aqui na Ponto de Criação as estratégias que criamos para nossos clientes estão pautadas na idéia de que antes de pré-definir o preço como uma grande barreira é preciso pensar em uma “cultura” de consumo da baixa renda.
O que exatamente é isso? A baixa renda compra diferente. Quer artigos diferentes, aspira por produtos diferentes. Que falem a sua língua e que atuem como uma espécie de “inclusores” sociais, ou seja, que dêem a este consumidor um reconhecimento dentro da comunidade na qual ele está inserido. Certa vez entrevistamos uma senhora que dizia que o filho queria um celular igual ao do vizinho, que custava 3 vezes o salário dela. Para realizar o sonho do filho ela fez um crediário na loja do bairro para pagar o celular em 20 parcelas.
Enquanto uma pessoa da classe A/B compraria esse artigo à vista, ela pagará em muitas parcelas, mas de qualquer maneira ambos terão a posse. A lição mais importante que tiramos de atitudes como essa é que, mais do que acreditar que somente o preço baixo atrai os olhares das classes populares e focar todos os esforços de planejamento de uma empresa ou marca nessa premissa, é preciso pensar em como chamar a atenção desse público e fidelizá-lo à sua marca.
Na periferia de hoje, muitos adolescentes exibem seus celulares coloridos e suas máquinas digitais. Nas casas de famílias, as donas de casa mostram para as vizinhas suas TV 29 polegadas, geladeiras “prateadas” e o novo computador que compraram para seus filhos.
Principalmente fatores resultantes da estabilização econômica, como ampliação da oferta de crédito, e o próprio Bolsa Família, contribuíram para esse aumento do poder real de compra das classes populares. Por ter um pouco mais de dinheiro disponível ou opções de financiamento, esse consumidor passa a ampliar e sofisticar sua cesta de consumo buscando marcas e itens que atendam outras necessidades além das básicas, que aumentem seu status na comunidade e propiciem maior satisfação pessoal.
Hoje as classes populares são a menina dos olhos do mercado. As empresas proprietárias de importantes marcas, já atentas a esse movimento, apostam em linhas de produtos que trazem esse diferencial aspiracional, mais acessível à classe C. Hoje, já não é mais possível ser líder de mercado se sua marca não for querida e consumida pela baixa renda. Por isso é urgente que as marcas aprendam a falar de verdade com esse público.
O Núcleo de Estudos da Baixa Renda da Ponto de Criação surgiu há 3 anos como uma antecipação a essa demanda do mercado. O objetivo é fazer um trabalho de campo contínuo, focado e genuíno de entendimento dessa classe. Seu funcionamento independe de trabalhos ou marcas: nosso o objetivo é estudar, visitar, observar, transformar todas essa informação recolhida em conhecimento para enfim gerar insights estratégicos de comunicação para nossos clientes e prospects.
Por: Juliana Nappo
Paixão, fator de sucesso
Domingo - 20 - Abril - 2008 at 12:33 am | In Uncategorized | Leave a CommentTags: Making a Life, Making a Living, Mark Albion, MBA, O Amor é a Melhor Estratégia, profissão, Tim Sanders, Universidade de Harvard, vida pessoal, Você S.A.
Pesquisas recentes sobre os fatores que influenciam o sucesso de um profissional, apontam numa direção comum a todas as pessoas que lograram êxito nos negócios, na vida pessoal, nos esportes e na profissão: A paixão pelo que se faz! Este único fator gera diversas outras mudanças de comportamento que, juntas, tornam o sucesso um resultado previsível.
A começar pelos relacionamentos pessoais, a paixão pela família, pela pessoa amada e por amizades, nos torna mais felizes e, com isto, faz com que nossa interação com estas pessoas gere maior satisfação para todos os envolvidos. Mas é na área profissional que a paixão exerce um impacto mais significativo, pois acaba alterando por completo as relações e os resultados alcançados em todas as outras áreas de nossas vidas.
O Guru de marketing, Mark Albion, professor da universidade de Harvard e autor do livro, “Making a Life, Making a Living”, que numa tradução livre significa “tenha vida, ganhe a vida”, realizou uma pesquisa com 1.500 profissionais que obtiveram MBA nas melhores escolas americanas durante 20 anos. Nesse estudo, ele separou aqueles que priorizaram, em sua primeira opção de emprego após o curso, primeiramente ganhar dinheiro, para depois buscar fazer o que realmente gostariam. Do total 83% dos pesquisados escolheram o emprego por causa do salário.
No outro grupo, 17% escolheram buscar emprego em áreas que realmente gostassem de trabalhar, independente do ganho financeiro. Os resultados foram surpreendentes. Após 20 anos de acompanhamento, Albion encontrou 101 multimilionários, e destes apenas um era do primeiro grupo, aquele que escolheu o emprego por causa do salário, os restantes 100 milionários pertenciam ao grupo dos que priorizaram trabalhar em funções em que tinham paixão. Esta pesquisa consta em matéria da revista VOCÊ S.A. (Edição 50, agosto de 2002).
São dados que nos fazem refletir sobre nossa trajetória profissional. Mas se analisarmos estas informações à luz da razão, vamos perceber que estes dados fazem muito sentido. Vejamos alguns aspectos sobre as conseqüências de realizarmos nosso trabalho, tarefas ou mesmo relacionamentos com paixão.
- Aumenta nosso comprometimento com os resultados.
- Nossa motivação para realização das tarefas necessárias é naturalmente maior.
- É grande a disposição para realizar sacrifícios.
- Associamos naturalmente o prazer às atividades habituais.
- Prestamos maior atenção àquilo que nos interessa.
- A produtividade no serviço é maior.
- Nossa felicidade no trabalho influencia positivamente as relações interpessoais.
O Palestrante norte-americano Tim Sanders, que escreveu o livro “O Amor é a Melhor Estratégia” (Editora Sextante), e é um dos autores corporativos mais lidos nos EUA, defende que existe uma grande influência do amor, nas relações interpessoais das organizações e o desempenho de um profissional. Também realizando pesquisa em empresas Tim Sanders percebeu que as organizações de maior sucesso são justamente aquelas que promovem uma interação entre seus funcionários, facilitando o desenvolvimento de relações de amor e amizade entre eles. Estas relações são facilitadas quando se tem paixão pelo que se faz.
Esta abordagem sobre a importância da paixão no desempenho profissional levanta duas questões fundamentais na relação entre as pessoas e as organizações. De um lado, é preciso que as empresas busquem criar ambientes e climas organizacionais que facilitem o trabalho e o bem estar de seu funcionários. Esta política ajuda a desenvolver paixão pela organização e pelo trabalho a ser realizado. Além disto, é preciso saber selecionar, para seu quadro de funcionários, aquelas pessoas que tenham habilidades compatíveis com o trabalho e afinidades com a organização.
Por outro lado, os profissionais precisam aprender a identificar as empresas que possam lhe oferecer as melhores condições de trabalho de acordo com seus gostos e habilidades. O fator salário não pode ser o único, ou o fator decisivo, em sua escolha. É preciso ter sabedoria e pensar no futuro, pois muitas vezes um emprego com salário inicial menor, mas que lhe traga maior satisfação, pode ser uma grande oportunidade profissional no longo prazo.
Portanto, gostaríamos de ressaltar tanto para as empresas como para os profissionais, a importância de haver uma sintonia de propósitos, de objetivos e de relacionamento entre empresas e seus funcionários. As relações trabalhistas, em muitos sentidos, são semelhantes a um casamento. É necessário que haja paixão e amor de parte a parte, para que estas relações sejam plenas e satisfatórias, tanto para as organizações como para os profissionais.
Autor: Ari Lima
O vendedor do passado e o gestor do futuro
Terça-feira - 15 - Abril - 2008 at 11:29 pm | In Uncategorized | Leave a CommentTags: consultor, gestor, Marketing, Mercado-alvo, Motivação, vendedor
Há algum tempo, o cenário do mercado de vendas era bem diferente deste que conhecemos hoje. Antigamente o cliente não possuía informações sobre os produtos, havia poucas opções de escolha e ele não tinha consciência dos seus direitos. O cliente era tratado apenas como “mais um” e em alguns casos era um “mal necessário”. Hoje, já existe a consciência dos direitos do consumidor, e isso faz com que ele exija e tenha opções de produtos e serviços diferenciadas.
No passado, devido à elevada demanda e baixa concorrência, o setor de vendas atuava com profissionais pouco especializados. Não existia preocupação com a concorrência direta ou indireta e tampouco se faziam planejamentos estratégicos que projetassem a empresa a curto e médio prazo. A área de marketing com o desafio de planejar, delinear e integrar, não existia. Era mero setor de propaganda, sendo necessária apenas criatividade por parte dos seus profissionais.
Hoje, as empresas devem estudar e conhecer profundamente a concorrência, partindo para a atuação cada vez mais focada em nichos e fugindo das commodities. Elas devem descobrir os pontos fracos e fortes da concorrência e, de posse dessas informações, traçar suas estratégias de atuação no mercado-alvo, preparando sua equipe de vendas.
O que se exigirá do vendedor no futuro é muito mais que conhecer o produto, espera-se que ele transforme a venda em uma experiência memorável para o cliente e consiga destacar o que realmente agregará valor a ele – valor não é o que o produto oferece, e sim o que o cliente percebe dele, esse é o novo mundo, o das percepções. Além disso, o vendedor deve ter elevada iniciativa, motivação, atenção, organização e atualização.
No futuro, o vendedor será um gestor não só de seus resultados e carteira de clientes, mas também da sua capacidade produtiva em todas as suas abordagens: certificações necessárias para atender determinado mercado, gestão de estoque, gestão ambiental, responsabilidade social, entre outros fatores que podem influenciar direta ou indiretamente no valor percebido pelo cliente em seu produto.
E para conhecer cada vez mais o produto da sua venda, a empresa deve investir em treinamento e desenvolvimento profissional. Para motivar seus profissionais de vendas, ela pode utilizar diversos recursos, inclusive a palestra – mas não aquela proferida por gurus hilariantes, e sim por profissionais comprometidos com a qualidade do conteúdo – pois a palestra tem o papel de provocar, de estimular os profissionais a repensarem a forma e conteúdo do trabalho, de fazê-los avaliar as necessidades de mudanças adaptando-se aos novos tempos.
A motivação deste gestor de vendas propiciará a busca incessante por novas oportunidades de negócios. Como disse Einstein: “Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes”.
A avaliação desse profissional também deverá ser diferenciada. A empresa não deve avaliar somente o resultado financeiro ou o volume de suas vendas, mas também resultados, como: a retenção de clientes, captação de clientes que geram mais rentabilidade, venda de soluções completas ou integração de mais produtos aos que já se vendia a um determinado cliente, efetividade, entre outros.
A empresa do futuro deverá ter o foco do cliente, e não no cliente, e o profissional de vendas deverá ter cada vez mais o exato perfil da empresa que representa, ou ainda mais: o exato perfil do produto que comercializa, deixando de ser um simples tirador de pedidos para ser um gestor da unidade de negócio sob sua responsabilidade e um consultor amplo e interessado para atender o cliente. Mas esse futuro do qual venho falando, é hoje, agora, é preciso começar já.
Autor: Cláudio Tomanini - Flöter&Schauff
Para analistas, Microsoft deve vencer a batalha pelo Yahoo
Segunda-feira - 14 - Abril - 2008 at 10:46 pm | In Uncategorized | Leave a CommentTags: America Online, Citigroup, Google, Mark Mahaney, Microsoft, New York Times, News Corp., Rupert Murdoch, Time Warner, Wall Street, Wall Street Journal, Yahoo!
O Yahoo pode ter jogado suas duas melhores cartas ao mencionar possíveis acordos com America Online ou Google, mas isso não parece ter mudado a opinião de Wall Street de que a Microsoft terminará por vencer a batalha pelo seu controle.
O Yahoo anunciou na quarta-feira (9) um teste de terceirização de sua publicidade na web para o Google, o que segundo analistas representaria parte de uma aliança tripla que combinaria o Yahoo à America Online, da Time Warner, e não à Microsoft.
Horas mais tarde, no entanto, a gigante do software parece ter esvaziado o anúncio do Yahoo porque o “New York Times” informou que a News Corp., de Rupert Murdoch, estaria negociando sua adesão à oferta de US$ 42,4 bilhões que a Microsoft apresentou pelo sistema de busca pioneiro da Web.
“Continuamos a acreditar que um negócio com a Microsoft é o desfecho mais viável”, afirmou Mark Mahaney, analista do Citigroup, em relatório, acrescentando que a proposta definitiva provavelmente envolveria preço por ação superior aos US$ 31 anunciados pela Microsoft em fevereiro.
As ações do Yahoo subiram modestos 2,6%, enquanto as da Microsoft subiam 1,4% na quinta-feira (10), o que indica que os investidores continuam a acreditar que a Microsoft sairá vitoriosa. A oferta da Microsoft, com pagamento em dinheiro e ações, avalia o Yahoo em US$ 29,45 por ação.
Até que surgissem as notícias sobre o pacto entre Google e America Online, na quinta-feira, o Yahoo parecia ter esgotado suas alternativas diante da oferta de tomada de controle da Microsoft, e a produtora de software ameaçou reduzir a proposta caso os termos não sejam aceitos em três semanas.
O Yahoo, no entanto, estaria se aproximando de um acordo com a Time Warner para fundir a America Online, excluídas suas operações de acesso discado, ao grupo em uma empresa combinada, informaram à Reuters fontes que conhecem as negociações. Um acordo como esse avaliaria a America Online em US$ 10 bilhões e o Yahoo receberia dinheiro da Time Warner em troca de uma participação de 20% no novo grupo combinado.
O “Wall Street Journal” informou que o Yahoo usaria o dinheiro da transação e outros recursos para recomprar bilhões de dólares em ações da empresa a um preço intermediário entre os US$ 30 e os US$ 40.
Fonte: Reuters
A Meta
Quinta-feira - 10 - Abril - 2008 at 8:51 pm | In Carreira | Leave a CommentVocê decide ir ao cinema. Sai de casa e quando percebe, imerso em seus pensamentos, está fazendo o caminho convencional para ir ao trabalho – e que coincidentemente é diametralmente oposto. Depois de enfrentar um belo trânsito, acerta o passo e chega ao shopping. Vasculha os três pisos para obter uma vaga no estacionamento. Logo mais, encontra uma agradável fila para comprar os ingressos. Na boca do caixa descobre que a sessão está esgotada. Outra, só duas horas e quinze minutos depois.
Impossível? Improvável? Com você não? Pense bem antes de responder. Se você ainda não passou pelo ciclo completo descrito acima, uma boa parte dele já lhe visitou num final de semana destes. O mal é o mesmo que afeta profissionais e empresas no mundo corporativo: a ausência de metas definidas.
Cinco Passos para uma Meta
Vamos partir de um pressuposto. Você sabe o que quer, para onde deseja ir. Se está em uma empresa que não lhe agrada, buscará outra. Se está disponível, sabe qual o perfil da vaga que lhe interessa. Se está satisfeito em sua posição atual, almeja alcançar um cargo mais elevado.
Uma meta, qualquer que seja ela, só pode ser assim conceituada quando traçada segundo cinco variáveis. A primeira delas é a especificidade. Seu objetivo deve ser muito bem definido. Assim, não adianta declamar aos quatro cantos do mundo “Quero trabalhar na multinacional ABC Ltda.”. Desculpe-me a franqueza, mas acho que você não será contratado a menos que pense “Vou trabalhar como Gerente Comercial, na Divisão Alfa, da companhia ABC Ltda., atuando na coordenação e desenvolvimento de equipes de vendas para a Região Sul”. Quanto mais específica for a definição de seu propósito, mais direcionado estará seu caminho.
A segunda variável é a mensurabilidade. Sua meta deve ser quantificável, tornando-se objetiva, palpável. Em nosso exemplo anterior, você teria que definir, por exemplo, a faixa de remuneração desejada. Uma outra situação bem ilustrativa desta variável é a aquisição de bens materiais. “Pretendo comprar um carro”, é um desejo. “Vou comprar um veículo da marca XYZ, modelo Beta, com motor 2.0, dotado dos seguintes opcionais (relacioná-los) com valor estimado em R$30.000,00”, é uma quase-meta.
A próxima variável é a exeqüibilidade. Uma meta tem que ser alcançável, possível, viável. Voltando ao exemplo inicial, o objetivo de integrar o quadro da ABC Ltda. como Gerente Comercial não será alcançável se você tiver uma formação acadêmica deficiente, experiência profissional incompatível com o perfil do cargo e dificuldades de relacionamento interpessoal.
Chegamos à relevância. A meta tem que ser importante, significativa, desafiadora. Você decide como meta anual elevar o faturamento de seu departamento em 5% acima da inflação. Porém, seu mercado de atuação está aquecido e este foi o índice definido – e atingido – nos últimos dois anos. Logo, é preciso ousadia, coragem, para determinar um percentual superior a este, capaz de motivar a equipe em busca do resultado. Lembre-se de que o bom não é bom onde o ótimo é esperado.
Finalmente, o aspecto mais negligenciado: o tempo. Muitas metas são bem definidas, mensuráveis, possíveis e importantes, mas não estão definidas num horizonte de tempo. Aquela oportunidade de negócio tem que ser concretizada até uma data limite. Aquela reunião tem que ocorrer entre 14h00 e 16h00. Aquele filme no cinema tem início às 21h30 e sairá de cartaz na sexta-feira próxima. Procrastinar, nome feio dado à mania de adiar compromissos, cabe como uma luva aqui e confere um golpe mortal a qualquer meta proposta.
Metas, Realização e Resultados
No mundo das corporações as coisas nem sempre funcionam assim. Observamos o reinado do “auto-engano”. Metas são estabelecidas para justificar investimentos, agradar acionistas. São fixados objetivos com base em expectativas irreais, prevendo crescimento da ordem de dois dígitos independentemente de incertezas políticas e econômicas. Poderiam até ser alcançáveis dentro de um espaço de tempo adequadamente delimitado. Mas como não se pretende mexer nas variáveis tempo e exeqüibilidade, alteram-se as variáveis mensurabilidade (daí os balanços maquiados, ou melhor, a “contabilidade criativa”) e relevância (daí qualquer meio ser justificável, inclusive rasgar a Carta de Valores, praticar downsizing a qualquer custo, desviar o foco do negócio, promover fusões e joint ventures desprovidas de fundamentação).
As pessoas buscam realização. Mais do que um ato, um estado de espírito. Mais importante do que o fato concretizado, a satisfação de tê-lo feito.
As empresas, por sua vez, buscam resultados. Mais do que a conclusão, o fim de algo em si mesmo. Estes resultados podem ser representados por mais lucro, mais espaço no mercado, mais clientes. Ou seja, invariavelmente deve significar “mais”, embora não raro acabe por tornar-se “menos”.
Decorre deste estado de coisas que acabamos por ter um grande teatro onde planejamentos são criados, estratégias inventadas, profissionais desmotivados, valores corrompidos. A verdade é mascarada, a integridade é volatilizada.
Há, infelizmente, uma distância quase incompatível entre metas corporativas e metas pessoais. Salvo exceções, conciliá-las pode não passar de retórica barata. O executivo pretende vigiar sua saúde, assistir à sua família e obter realizações palpáveis em seu ambiente de trabalho. A empresa diz que o apóia, mas exige-lhe pesada carga de trabalho, impõe-lhe a necessidade de resultados expressivos, cultiva-lhe o stress e a insegurança.
A Meta deve ser Você
Particularmente, não compactuo desta ditadura. Resultados não são tudo, assim como não é o cliente quem manda na empresa. Resultados devem ser buscados com persistência, assim como clientes devem sem atendidos com maestria. Mas o fim de tudo deve ser o sentimento de realização, a satisfação de dever cumprido. Ainda que a contabilidade diga que você trocou seis por meia dúzia…
Por isso, estabeleça e mantenha o foco. Parafraseando os Irmãos Pedro Lopes, “várias flechas não garantem o acerto do alvo, e vários alvos confundem o arqueiro”. Esteja preparado para os tombos – um obstáculo é apenas uma das etapas do seu plano. Use a vaidade e o dinheiro como bons estímulos, mas jamais como objetivos. Redija suas metas de forma nítida, cuidando para que elas sejam específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais. Dê-lhes todo seu esforço e imaginação.
E, finalmente, lembrando Richard Carlson, “pense no que você tem, em vez do que gostaria de ter. A felicidade não pode ser atingida quando estamos o tempo todo desejando novas metas. Quando você focaliza não o que se deseja, mas o que tem, termina obtendo mais do que gostaria”.
Autor: Tom Coelho
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