Decepções: confira 7 deslizes da indústria de tecnologia em 2008
Quinta-feira - 18 - Dezembro - 2008 at 6:33 am | In Uncategorized | Leave a CommentTags: Amazon, Android, Apple, Blu-Ray, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, CEO, CPqD, Cuil, EUA, Fracassos tecnológicos, Get One, Give One, Gmail, Google, HD-DVD, Internet, iPhone, Mal-Mart, Microsoft, MobileMe, Motorola, Netflix, Nokia, One Laptop Per Child (OLPC), Orkut, Polícia Civil, Poupatempo, Samsung, Secretaria de Segurança Pública, Sony Ericsson, Tecnologia, Telefonica, Toshiba, Twitter, unidades do Detran, Warner, Yahoo!
Nem tudo são flores no setor de tecnologia. Empresas que outrora lideraram o mercado e produtos promissores transformaram-se em grandes micos ao longo deste ano. O Yahoo, por exemplo, um dos grandes players do setor de internet, dispensou em meados do ano a oferta da Microsoft, que pretendia comprar a companhia por uma oferta inicial de 44,6 bilhões de dólares. De lá para cá, a companhia perdeu metade de seu valor de mercado e o então Chief Executive Officer (CEO,) Jerry Yang, foi afastado da direção da empresa.
Outra empresa que está mal das pernas é a Motorola. No terceiro trimestre deste ano, a empresa perdeu quase 400 milhões de dólares em seu terceiro trimestre fiscal, o que levou à demissão de milhares de funcionários no mundo inteiro. Além disso, os executivos da Motorola terão seus salários reduzidos para cortar custos. Veja abaixo essas e outras decepções do mercado de tecnologia
Yahoo à deriva
O ano começou agitado para os executivos do Yahoo: a empresa entrou na mira da Microsoft, que se prepara para enfrentar o Google no segmento de buscas online. A gigante de Redmond ofereceu 44,6 bilhões de dólares pelo portal de internet no início do ano. Mas o então Chief Executive Officer (CEO) do Yahoo, Jerry Yang, dispensou a oferta, dizendo que ela estava abaixo do real valor de mercado da companhia.
Yang, que apostava em um acordo de publicidade com o Google para reforçar a receita da empresa, manteve a decisão mesmo sofrendo pressões dos acionistas, entre eles, o mega investidor Carl Icahn. Mas a parceria entre Google e Yahoo não foi adiante. Como resultado, Yang foi afastado da direção da companhia – que ainda procura por um novo CEO.
A empresa chegou a cogitar um novo acordo com a Microsoft, mas o CEO da empresa de Redmond disse que não está mais interessado em comprar a empresa. Por outro lado, a Stebe Ballmer sinalizou que pode comprar a divisão de buscas do Yahoo antes do fim do ano. Em seu último trimestre fiscal, os resultados foram desapontadores: o lucro da empresa caiu 64% e a empresa anunciou a demissão de 10% de seus funcionários, incluindo o corte de 4 pessoas no Brasil.
Motorola em queda livre
O ano também não foi nada animador para a Motorola. A empresa começou 2008 anunciando que estudava vender ou separar sua divisão de celular. Outrora lucrativa, a divisão de telefones móveis sofre intensa competição de outras fabricantes (como Nokia, Samsung, Sony Ericsson e Apple) e tem perdido importância no faturamento da empresa., que já chegou a liderar o mercado de celulares, mas hoje está na terceira posição.
Em seu terceiro trimestre fiscal, a Motorola chegou a divulgar um prejuízo de cerca de 400 milhões de dólares. A explicação foi a incapacidade de controlar os custos de maneira equilibrada com a sua receita em queda. Os planos para vender a unidade de celulares foram adiados e a empresa vai apostar no desenvolvimento de aparelhos equipados com o Android, sistema operacional para celulares desenvolvido pelo Google.
Os problemas financeiros levaram às demissões de 3 mil funcionários. Já os executivos da empresa foram poupados – mas o mesmo não se pode dizer de seus salários. Os diretores executivos da empresa terão seus salários reduzidos em até 25% para ajudar a empresa nesse período de crise.
iPhone 3G por 1.000 reais no Brasil
O iPhone é, sem dúvida, um dos produtos de tecnologia mais desejados de todos os tempos. Por isso, quando a Apple anunciou que a versão compatível com redes 3G seria vendida em vários países além dos EUA, os usuários brasileiros ficaram empolgados com a possibilidade de comprar o celular com tela sensível ao toque de forma legalizada, no País.
A animação, porém, recebeu um banho de água fria quando as operadoras Claro e Vivo anunciaram o preço do celular da Apple no Brasil: entre 900 reais e 1.500 reais, com mensalidades entre 71 reais e 585 reais. No começo de dezembro, a TIM anunciou que venderia o celular com o preço variando entre 700 reais e 1.300 reais, com mensalidades entre 93 e 299 reais. Veja aqui uma tabela comparativa dos preços do iPhone no Brasil.
A morte do HD DVD
Durante alguns anos, Toshiba e Sony travaram uma batalha para saber qual de seus formatos de disco de alta definição – o HD DVD ou o Blu-ray, respectivamente – se tornariam o padrão do mercado. Em fevereiro deste ano, a Toshiba jogou a toalha e confirmou que iria parar de fabricar o HD DVD, entregando a vitória ao Blu-ray. A decisão foi tomada após o formato perder o apoio de importantes empresas, como os estúdios Warner, as varejistas Best Buy e Wal-Mart e a rede de locadoras Netflix.
Apesar de vencedora, a Sony foi pouco beneficiada. A tecnologia não ganhou um grande impulso com o fim da disputa. No Brasil, a adoção da mídia de alta definição ainda é lenta. Para a fabricante japonesa, uma explosão no consumo do Blu-ray só deve acontecer a partir de 2011. Um dos motivos é que o formato enfrenta competição de um outro setor: as empresas que oferecem downloads de filmes em alta definição.
Panes da Telefônica e na internet
No comecinho de julho, uma falha nas redes da Telefônica tirou do ar o atendimento de serviços essenciais, como delegacias da Polícia Civil, unidades do Detran e Poupatempo, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, bancos privados além de milhares de usuários que dependiam da banda larga da operadora.
Mais de três semanas após o problema na Telefônica, um relatório do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações de Campinas (CPqD) apontou como responsável pela pane uma falha conjunta entre hardware e software em roteadores no interior de São Paulo.
A inoperância da rede de banda larga por 36 horas causou nada menos que 24 milhões de reais de prejuízo à Telefônica, já que a provedora foi forçada a isentar do pagamento o equivalente a cinco dias de serviço de todos os clientes afetados pela pane.
Esta foi uma das diversas ‘baleiadas’ que os internautas enfrentaram este ano, incluindo panes em Orkut, Gmail, Amazon, MobileMe e no Twitter, que emprestou o termo ‘baleiar’ por suas consecutivas quedas.
OLPC não deslancha
A idéia da fundação One Laptop Per Child (OLPC) é muito bacana: oferecer notebooks leves e com menos recursos, que serão usados como ferramentas educacionais para crianças em países em desenvolvimento. A idéia da fundação foi tão boa que ajudou a expandir o mercado de laptops ultraportáteis, ou netbooks. Na prática, porém, o projeto só foi implementado no Peru e na Colômbia, em fase de testes. Cerca de 200 mil laptops serão distribuídos nesses países.
Em novembro, a Amazon começou a vender os notebooks de baixo custo XO nos EUA, como parte do programa Get One, Give One (Compre um, Doe um). O programa foi aberto para compradores do mundo inteiro em dezembro. Apesar dos avanços, o objetivo da OLPC está longe de ser concluído.
O fogo de palha do Cuil
O Cuil é um mecanismo de buscas criado por ex-engenheiros do Google para competir com o maior buscador da web. A notícia gerou grande buchicho antes do lançamento do serviço, que prometia ser até mais eficiente que o Google. Na prática, porém, o novo mecanismo de busca não cumpriu a promessa e sua participação no mercado norte-americano de buscas atingiu apenas 0,007% em junho, pouco após o lançamento. Enquanto isso, sem ameaças, o Google só ganhou participação e já domina 72% das buscas feitas nos EUA, segundo dados da Hitwise, de outubro.
Autor: Pedro Marcos [www.uol.com.br]
A Teoria de Mc Gregor (X e Y)
Quarta-feira - 17 - Dezembro - 2008 at 6:37 am | In Uncategorized | Leave a CommentTags: teoria de Mc Gregor, Teoria X, Teoria Y
A teoria de Mc Gregor é na verdade um conjunto de dois extremos opostos de suposições. Estes conjuntos foram denominados “X” e “Y”. Por esse motivo, também é conhecida pelo nome de “Teoria X e Teoria Y”.
Para Mc Gregor, se aceitarmos a teoria “X”, e nos comportarmos de acordo com ela, as pessoas se mostrarão preguiçosas e desmotivadas. Já se aceitarmos a teoria “Y”, as pessoas com quem interagimos se mostrarão motivadas.
As duas teorias conforme John R. Maher:
TEORIA X
-
o homem médio não gosta do trabalho e o evita;
-
ele precisa ser forçado, controlado e dirigido;
-
o homem prefere ser dirigido e tem pouca ambição;
-
ele busca apenas a segurança.
TEORIA Y
-
o dispêndio de esforço no trabalho é algo natural;
-
o controle externo e a ameaça não são meios adequados de se obter trabalho;
-
o homem exercerá autocontrole e auto-direção, se suas necessidades forem satisfeitas;
-
a pessoa média busca a responsabilidade;
-
o empregado exercerá e usará sua engenhosidade, quando lhe permitirem auto-direção e autocontrole.
Autor: Daniel Portillo Serrano [www.portaldomarketing.com.br]
A Sabedoria Popular e os Projetos
Terça-feira - 16 - Dezembro - 2008 at 11:44 pm | In Management | Leave a CommentNosso presente de natal aos integrantes do Clube do Petróleo – “Selecionamos da sabedoria popular alguns preceitos que traçaram os caminhos da gestão. Julguem por vocês mesmos se tais conhecimentos já não estão entre nós há muito, muito tempo.
Em 1969, foi fundado o PMI (Project Management Institute), um marco fundamental para o estudo do gerenciamento de projetos. Foi apenas a partir daí que a atividade passou a ser tratada como ciência, desde então institucionalizando diversas técnicas de operação e formando incontáveis especialistas no setor. A arte de lidar com projetos e processos, no entanto, certamente não teve início nesta época. Muito pelo contrário: existe entre nós há centenas de anos, guiada por princípios que nossos bisavós já nos ensinavam.
Com isso em mente, selecionamos da sabedoria popular alguns preceitos que traçaram os caminhos do gerenciamento de projetos e que repassamos aos leitores esperando que julguem por vocês mesmos se tais conhecimentos já não estão entre nós há muito, muito tempo.
1. “Apressado come cru” ou “A pressa é inimiga da perfeição” à Os dois ditados traduzem toda a importância que deve ser dispensada à administração do tempo. Quando reduzimos os prazos sem planejamento, aumentamos progressivamente os riscos e os custos, inevitavelmente reduzindo também a qualidade.
2. “Não existe vento favorável para quem não sabe aonde quer chegar” à É necessário sempre partir de algum objetivo. Quem não tem uma finalidade bem embasada acaba se perdendo dentro de suas idéias, pois não é capaz de aplicar suas habilidades com eficácia.
3 . “Prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém” e “É melhor prevenir do que remediar” à O gerenciamento de riscos é uma das mais básicas premissas para um bom projeto. Mesmo que muitos cuidados, no final das contas, pareçam ter sidos desnecessários, são esforços pequenos perto das correções e do desgaste ocasionados por um fracasso profissional.
4. “Nem tudo que reluz é ouro” e “As aparências enganam” à é muito fácil deixar levar-se pelo engano dos lucros fáceis e dos grandes benefícios. Seja por preguiça ou cobiça, muitos profissionais perseguem oportunidades imediatas que acabam por deixar um grande estrago no futuro.
5. “A união faz a força” e “Uma andorinha só não faz verão” à Nos demonstra a importância do trabalho em equipe já que por mais talentoso que seja um profissional, ele não pode carregar grandes projetos sozinho. Uma das principais razões para o desperdício de jovens talentos é justamente sua incapacidade de trabalhar em equipe.
6. “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura” e “De grão em grão, a galinha enche o papo” à Estes provérbios são tão recorrentes quanto os profissionais que lhes ignoram. Não existe maior erro do que parar e retornar diante de um primeiro obstáculo. A perseverança e a determinação devem ser perseguidas por qualquer gerente que pretenda de fato levar ao fim um projeto.
7. “Em boca fechada não entra mosca”, “Quem semeia vento, colhe tempestades” e “Quem tem telhado de vidro não joga pedra no dos outros” à Estes são ensinamentos básicos para o relacionamento com recursos humanos dentro de uma empresa. Sigilo, discrição e coerência são não apenas características importantes para se fazer respeitar, mas também imprescindíveis para garantir um bom ambiente de trabalho.
8. “Comer o boi aos bifes” à Não é possível abarcar todo o projeto de uma vez só: é necessário ter a humildade e sabedoria de dividi-lo em partes e resolver uma coisa de cada vez. Essa é a premissa básica para o WBS (work breakdown structure).
9. “Quem tudo quer, tudo perde” e “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando” à Aumentar o escopo de um projeto pode ser um grande problema quando não há preparo. É necessário conhecer os limites de ação para saber o que se pode de fato obter; caso contrário, acaba-se facilmente jogando todos os esforços no lixo.
10. “Uma mulher faz um neném em noves meses, mas nove mulheres jamais conseguirão fazê-lo em um mês” à Quando um projeto atrasa, recorre-se muito ao erro recorrente de alocar muitos novos recursos para solucionar o problema. No entanto, esta dificilmente é uma questão numérica, sendo mais prático colocar os recursos para fazer hora extra, só que isto tem um limite e será preciso realmente esperar.
11. “Quem não comunica se trumbica” à A famosa expressão do velho guerreiro Chacrinha dizem muito sobre a necessidade de se comunicar e expressar dentro de um projeto.
12. “Sofre menos quem aprende com os erros dos outros” à É muito comum no mundo empresarial que se ignore experiências anteriores e se revista os projetos com afirmações vazias como “desta vez será diferente”. Na maioria dos casos, é certo que não “será diferente” se os mesmos erros forem cometidos. Por isso é fundamental documentar e estudar os erros do passado.
13 . “Aprenda todas as regras e transgrida algumas” à Aqui chegamos a um último conceito que está relacionado a todos os outros. O profissional ligado ao gerenciamento de projetos deve ser, antes de mais nada, flexível. Deve pelo menos conhecer todas as técnicas para saber aquelas que serão pertinentes ou não a determinado contexto. Deve reconhecer o momento de deixar algumas coisas de lado, pois afinal “o ótimo é inimigo do bom”.
Mauro Kahn & Pedro Nobrega [www.administradores.com.br]
O futuro da inovação
Terça-feira - 16 - Dezembro - 2008 at 12:36 pm | In Uncategorized | Leave a CommentTags: Bridgestone, Gestão do risco, globalização, Inovação, Prahalad, The New Age of Innovation: Driving Cocreated Value Through Global Networks
Para Prahalad, a verdadeira inovação caracteriza-se por ser um potencial jogo de mudanças. Ele vislumbra um futuro onde empresas de ponta serão inovadoras em duas frentes: a primeira, co-criando valor com seus clientes e tratando cada um deles individualmente. A segunda, utilizando recursos de terceiros, especializados e espalhados pelo mundo, em vez de tentar fazer a maior parte das coisas elas mesmas, este que será o desfecho da verdadeira integração global da cadeia de suprimentos.
A maior parte das empresas multinacionais ampliou sua rede de fornecedores mas fez isso pensando em reduzir custos em vez de agregar valor, diz Prahalad. Ao mesmo tempo, a maior parte das empresas sequer começou a “co-criar” valor com seus clientes. Mesmo empresas como a Dell, empresa considerada número um no modelo de produção sob-medida, encontram-se nessa situação, segundo o consagrado pensador e consultor de negócios.
Para dar exemplos de que uma nova era de inovação está em andamento, Prahalad cita a Bridgestone, que está testando um sistema em que cobra os proprietários de frotas de caminhões de carga por milha utilizada de pneus, em vez da forma tradicional de venda. Contratos de precificação são baseados em fatores tais como a carga, manutenção dos veículos, rotas utilizadas e nível de treinamento dos motoristas. As variáveis, como por exemplo, pressão dos pneus e velocidade podem ser monitoradas através de sensores e reportadas ao Data Center da Bridgestone.
Dessa forma, ela, Bridgestone, está se movendo, do modelo transacional de relacionamento com o cliente para o modelo “feito sob medida”. Os dados que ela acumula são compartilhados com os clientes para melhorar as operações deles e envolvê-los mais ainda no modelo.
Prahalad também cita outras empresas, como a Apple, Google, ING, McDonald’s, e Starbucks, bem como outras empresas de menor porte ou menos conhecidas, como instituições que estão na vanguarda desse modelo de inovação globalizada e personalizada.
É verdade que o sistema é controverso. Um dos exemplos disso é a ICICI Prudential, que introduziu um sistema de seguros de vida na Índia precificado de acordo com a aderência do cliente a um programa de saúde. Ao aplicar o modelo a diabéticos, a ICICI Prudential monitora regularmente os níveis de açúcar no sangue do cliente, além de outras informações estatísticas, praticamente em tempo real, através de diagnósticos realizados remotamente. A ICICI organizou uma rede de fornecedores de serviços médicos, empresas farmacêuticas, empresas de diagnóstico e testes e até mesmo de academias de ginástica, para manter os clientes monitorados. Com isso, ajusta as taxas da apólice de seguro a cada duas semanas ou a cada mês, na medida em que a aderência do cliente ao programa também varia. Clientes que se mantém consistentemente numa faixa “ótima”, obtém as melhores taxas. E tudo isso associado a recomendações médicas, de nutricionistas, especialistas em fitness e outros profissionais dessa rede organizada para ajustar a medicação a níveis precisos e melhorar a qualidade de vida das pessoas.
“A gestão do risco é uma responsabilidade comum dos médicos, da empresa de seguro e do paciente”, diz Prahalad, para quem a ICICI fornece tanto um produto do segmento da saúde quanto do segmento de seguros.
Baseado no livro The New Age of Innovation: Driving Cocreated Value Through Global Networks.
Fonte: [www.hsm.com.br]
O futuro da inovação
Terça-feira - 16 - Dezembro - 2008 at 12:35 pm | In Uncategorized | Leave a CommentTags: Bridgestone, Gestão do risco, globalização, Inovação, Prahalad, The New Age of Innovation: Driving Cocreated Value Through Global Networks
Para Prahalad, a verdadeira inovação caracteriza-se por ser um potencial jogo de mudanças. Ele vislumbra um futuro onde empresas de ponta serão inovadoras em duas frentes: a primeira, co-criando valor com seus clientes e tratando cada um deles individualmente. A segunda, utilizando recursos de terceiros, especializados e espalhados pelo mundo, em vez de tentar fazer a maior parte das coisas elas mesmas, este que será o desfecho da verdadeira integração global da cadeia de suprimentos.
A maior parte das empresas multinacionais ampliou sua rede de fornecedores mas fez isso pensando em reduzir custos em vez de agregar valor, diz Prahalad. Ao mesmo tempo, a maior parte das empresas sequer começou a “co-criar” valor com seus clientes. Mesmo empresas como a Dell, empresa considerada número um no modelo de produção sob-medida, encontram-se nessa situação, segundo o consagrado pensador e consultor de negócios.
Para dar exemplos de que uma nova era de inovação está em andamento, Prahalad cita a Bridgestone, que está testando um sistema em que cobra os proprietários de frotas de caminhões de carga por milha utilizada de pneus, em vez da forma tradicional de venda. Contratos de precificação são baseados em fatores tais como a carga, manutenção dos veículos, rotas utilizadas e nível de treinamento dos motoristas. As variáveis, como por exemplo, pressão dos pneus e velocidade podem ser monitoradas através de sensores e reportadas ao Data Center da Bridgestone.
Dessa forma, ela, Bridgestone, está se movendo, do modelo transacional de relacionamento com o cliente para o modelo “feito sob medida”. Os dados que ela acumula são compartilhados com os clientes para melhorar as operações deles e envolvê-los mais ainda no modelo.
Prahalad também cita outras empresas, como a Apple, Google, ING, McDonald’s, e Starbucks, bem como outras empresas de menor porte ou menos conhecidas, como instituições que estão na vanguarda desse modelo de inovação globalizada e personalizada.
É verdade que o sistema é controverso. Um dos exemplos disso é a ICICI Prudential, que introduziu um sistema de seguros de vida na Índia precificado de acordo com a aderência do cliente a um programa de saúde. Ao aplicar o modelo a diabéticos, a ICICI Prudential monitora regularmente os níveis de açúcar no sangue do cliente, além de outras informações estatísticas, praticamente em tempo real, através de diagnósticos realizados remotamente. A ICICI organizou uma rede de fornecedores de serviços médicos, empresas farmacêuticas, empresas de diagnóstico e testes e até mesmo de academias de ginástica, para manter os clientes monitorados. Com isso, ajusta as taxas da apólice de seguro a cada duas semanas ou a cada mês, na medida em que a aderência do cliente ao programa também varia. Clientes que se mantém consistentemente numa faixa “ótima”, obtém as melhores taxas. E tudo isso associado a recomendações médicas, de nutricionistas, especialistas em fitness e outros profissionais dessa rede organizada para ajustar a medicação a níveis precisos e melhorar a qualidade de vida das pessoas.
“A gestão do risco é uma responsabilidade comum dos médicos, da empresa de seguro e do paciente”, diz Prahalad, para quem a ICICI fornece tanto um produto do segmento da saúde quanto do segmento de seguros.
Baseado no livro The New Age of Innovation: Driving Cocreated Value Through Global Networks.
Fonte: [www.hsm.com.br]
Tecnologia ganha força no gosto dos consumidores
Segunda-feira - 15 - Dezembro - 2008 at 11:35 pm | In Uncategorized | Leave a CommentTags: Celulares, computadores, consumidor, eletroeletrônicos, iPod, MP3, Tecnologia
Passou a época em que os melhores presentes eram as roupas, sapatos ou jóias. Hoje, a procura desesperada dos consumidores é por tecnologia. E quanto mais avançada, melhor.
Nem as crianças escapam. Elas trocaram até os famosos brinquedos por celulares e computadores. São diversas variedades de produtos de tecnologia de ponta para os mais diversos públicos.
Computadores, ipods, MP3 e jogos de computador são alguns dos itens que encabeçam a lista dos produtos mais procurados pelos consumidores. E não basta ser de qualquer marca ou configuração. Os mais vendidos são os de melhores marcas e com as configurações mais ousadas.
“A época de final de ano é a que aumenta consideravelmente o volume de vendas de produtos eletrônicos. E hoje, além da facilidade do pagamento, os preços não são exorbitantes”, afirma Marcelo Gomes, gerente de uma loja de eletroeletrônicos.
No Japão, a lista dos “Produtos mais Populares do Japão em 2008” foi publicada e foi baseada numa pesquisa feita pela Internet com consumidores japoneses e foi realizada em novembro pelo Centro de Estudos do Consumidor da Dentsu Inc. Os jogos de TV com controle remoto ficaram em primeiro lugar na lista, seguidos por itens como o filme animado Ponyo on the Cliff by the Sea, a televisão tela plana com transmissão digital e as câmeras compactas digitais, entre outros.
Os produtos foram escolhidos entre cerca de 150 itens populares e a pontuação foi baseada em três fatores analisados: Reconhecimento, Interesse e Popularidade. O relatório identifica também as tendências para 2009 e leva em conta o início da crise econômica mundial. Os consumidores tiveram que encarar a instabilidade do mercado financeiro, a volatilidade dos preços das ações e do iene, os problemas envolvendo o Serviço de Previdência e os serviços médicos para idosos e a preocupação diária com o aumento dos preços.
Autora: Pollyanna Melo [www.administradores.com.br]
Brasil tenta enfrentar saga da espera no call center
Domingo - 14 - Dezembro - 2008 at 4:41 pm | In Portais de Notícias | Leave a CommentTags: call center, Novas Regras, Telefonica, Vivo
Ânimos exaltados e gargantas doloridas poderão, em breve, se tornar história para os brasileiros acostumados a longas esperas no telefone e penosas batalhas com menus automáticos de atendimento.Muitas empresas estão “abrindo os bolsos” em resposta a um decreto presidencial que entrou em vigor neste mês impondo severas regras para o serviço, como a obrigação de atender o cliente em até um minuto e não transferi-lo mais de uma vez para resolver suas demandas.
“Nós precisávamos de algo assim para deixar de gastar tanto tempo digitando números. Isso nos deixa loucos na espera por alguém que nos atenda. Eu normalmente acabo desistindo de ligar”, disse o lojista Ivan da Silva, falando sobre sua operadora de celular.
As chamadas aos call centers agora devem ser gratuitas e o menu deve sempre oferecer ao consumidor a opção de ser transferido para os atendentes, que devem estar a postos 24 horas por dia.
“Aperte um, aperte dois…música”, diz um agoniado funcionário de escritório em um anúncio de TV, acariciando o aparelho telefônico e quase chorando. O anunciante, a operadora Embratel, convida os “empreendedores masoquistas” a mudar para os serviços superiores que ela promete ter.
Companhias que não atenderem devidamente a meta do governo de elevar o padrão de atendimento telefônico estão sendo intimadas pelo Ministério da Justiça para dar explicações.
As penalidades previstas nas novas regras podem variar de 201 reais a 3 milhões de reais.
Mas Sérgio Assenço, diretor de regulamentação e Internet da Vivo, afirmou que os custos que as contratações para reforço do call center exigirão serão inevitavelmente repassados ao consumidor.
A Telefônica, por exemplo, informou ter investido 50 milhões de reais em recrutamento e treinamento nos novos sistemas para se adequar. Ela contratou 2 mil pessoas em seu serviço de call center, que tem agora 22 mil pessoas, segundo a empresa.
Reuters
Como se faz um bom produto
Segunda-feira - 8 - Dezembro - 2008 at 11:59 am | In Marketing, Planejamento Estratégico | Leave a CommentTags: comportamento da sociedade de consumo, diferenciação, embalagem, produto, Propaganda, sucesso da marca, sucesso de vendas, sucesso do negócio
Nos últimos anos, vimos surgir um consenso de que inovação e renovação são fundamentais para o sucesso de um negócio ou de uma marca. Hoje é cada vez mais comum as empresas possuírem um processo estruturado de inovação e há indícios de que o orçamento destinado às pesquisas voltadas para o desenvolvimento de novos produtos vem crescendo.
Ainda assim, as taxas de insucesso giram em torno dos 80% e 90% para o lançamento de novos produtos, e não há provas de que a crescente ênfase na inovação venha mudando este panorama, sugerindo que mesmo os métodos mais estruturados apresentam falhas. Num ambiente de extrema competição, é preciso observar atentamente alguns fundamentos que caracterizam um bom produto, e resistir à tentação de ignorar aqueles que parecem óbvios.
O apelo básico do produto junto ao consumidor, ou a motivação que o leve a experimentá-lo e continuar utilizando-o constitui o primeiro fundamento. Os consumidores já têm seus padrões de comportamento, e o produto deve corresponder a esses padrões e expressar algo realmente relevante para eles.
O segundo fundamento diz respeito ao papel do produto dentro dos modelos de comportamento da sociedade de consumo. Não se pode esperar que os consumidores mudem completamente os seus padrões. Na maioria dos casos, o novo produto pretenderá substituir uma outra opção já existente na mesma categoria, e isso exige que ele seja interessante, empolgante, e adequado a uma grande variedade de ocasiões. Caso seja percebido como algo destinado apenas às ocasiões especiais, o impacto nas vendas poderá ficar longe do esperado.
O terceiro fundamento consiste no valor atribuído ao bem. Um bom produto agrega valor à vida do consumidor, seja superando a concorrência ou derrotando-a no preço. O modo como o valor é comunicado por meio do preço é fundamental para um lançamento, e pode definir a percepção do consumidor em relação ao posicionamento do lançamento frente à oferta da concorrência. Em algumas categorias, o produto mais caro é automaticamente considerado superior ou mais avançado.
O quarto fundamento é a diferenciação. Este fator constitui a medida chave dentro de nossa estrutura para inovação e a segunda variável mais importante para o cálculo de previsão para vendas reais. Aquele que desenvolve uma inovação realmente diferenciada, deve se preocupar em garantir que os consumidores entendam exatamente o porquê dela ser única.
Todo novo produto é mais do que apenas um produto – ele carrega um conjunto de expectativas mesmo antes de experimentado pelas pessoas. A sinergia, que vem a ser o quinto fundamento, determina o ponto de equilíbrio entre o quanto o produto oferece em comparação às expectativas geradas por suas campanhas de comunicação. Resultados contraditórios são comumente observados durante os testes que comparam as reações do consumidor antes e depois do impacto da propaganda.
O entendimento do consumidor sobre um novo produto constitui o sexto e último fundamento. Mais uma vez, esta é uma questão de expectativa. Uma inovação única e boa, vai precisar garantir que os consumidores entendam exatamente o porquê de ela ser única e qual benefício ela traz, seja através da embalagem, da propaganda, ou de outros recursos de comunicação disponíveis.
Aos gestores que desejam cumprir bem todas essas etapas, ficam algumas recomendações: procure olhar para o obvio com novos olhos, tome decisões arriscadas quando necessário, e fundamentalmente, persiga obstinadamente o real propósito da inovação genuína, lançando mão de recursos e métodos capazes de transformar grandes idéias em reais sucessos de vendas.
Lílian Matias [www.mundodomarketing.com.br]
Perto de se aposentar, mouse faz 40 anos
Domingo - 7 - Dezembro - 2008 at 10:51 pm | In Uncategorized | Leave a CommentNa próxima terça-feira, 9 de dezembro, completam-se 40 anos da primeira aparição pública do mouse. Ele foi apresentado por seu inventor, Douglas Engelbart, para um público de aproximadamente mil profissionais de computação em uma conferência em San Francisco.
Inventor sem royalties
Douglas Engelbart liderava uma equipe de 17 jovens pesquisadores no Instituto de Pesquisa de Stanford. Foi lá que desenvolveu o projeto do mouse, durante a década de 60.
O inventor entrou com um pedido de patente do “X-Y position indicator for a display system” em 1967, que foi concedida em 1970. No entanto, ele nunca recebeu royalties por sua criação, já que a patente expirou em 1987 (antes que o mouse se tornasse um elemento indispensável na computação pessoal) e também porque novos mecanismos desenvolvidos não se aplicavam ao que havia sido registrado.
Hoje, aos 83 anos, Engelbart dirige o Instituto Bootstrap, que promove o conceito de inteligência coletiva, e é considerado uma das figuras mais importantes do mundo da computação.
O rabo do rato
O protótipo apresentado era um bloco de madeira com rodinhas e um fio em uma das extremidades. Esse “rabinho” deu origem ao apelido de mouse (rato, em inglês), que acabou sendo adotado mais tarde como nome oficial – bem mais simpático do que o nome registrado na patente, “X-Y position indicator for a display system”.
Desenvolvido pela Xerox nos anos 70, o mouse só chegou ao mercado em 1981. Mas foi em 1984 que ele conquistou seu espaço, acompanhando o Macintosh da Apple. A emergência do sistema operacional Windows e dos navegadores da web consolidaram o uso do mouse na década de 90.
Hora de fazer as malas?
O aniversário de 40 anos, no entanto, é comemorado em clima de dúvida e receio. Especialistas acreditam que ele seja aposentado em um futuro muito próximo, soterrado por tecnologias como as telas de toque, o reconhecimento facial e o controle por gestos.
Empresas como a HP já estão lançando PCs que substituem o mouse por telas sensíveis ao toque. O touchpad dos laptops é uma tecnologia que cresce junto com as vendas dos computadores portáteis.
“Duvido que usemos mouses daqui a 40 anos”, o analista Steve Prentice disse ao jornal The Observer. Ele afirmou também que, dentro de 3 a 5 anos, o mouse já não terá muito espaço no mercado. “Daqui a cinco anos, os monitores serão embutidos nas paredes de nossa casa, e assim fica difícil usar um mouse (…) O computador vai deixar de ser um computador e se tornar parte da construção.”
Billie, o bilionésimo
No último dia 3, o bilionésimo mouse produzido pela companhia suíça Logitech deixou a fábrica. A empresa, que lançou seu primeiro modelo em 1985, está celebrando o bilhão junto com o 40º aniversário da primeira apresentação pública do mouse.
Fonte: [tecnologia.terra.com.br]
Parecer do Relator tira do projeto a criação de Conselho de Marketing
Quinta-feira - 4 - Dezembro - 2008 at 10:44 pm | In Carreira, Marketing | Leave a CommentO projeto de lei que propõe a regulamentação da profissão de Marketing sofreu mudanças. O relator do PL 1226/07, Deputado Filipe Pereira (PSC-RJ), alterou o projeto para que não haja reserva de mercado, medida essencial para que a proposta seja aprovada de acordo com as novas regras da Câmara.
A principal alteração não propõe a criação do Conselho Federal e de Conselhos Regionais, conforme está sugerido no projeto 1944/07, de autoria do Felipe Bornier (PHS/RJ) e que corre em conjunto com o PL 1226/07, apresentado pelo Deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO).
O substitutivo proposto nesta segunda-feira terá um prazo de cinco sessões ordinárias a partir de hoje para sofrer emendas. Esgotado este tempo, a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público deve fazer uma votação pela aprovação e encaminhar à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania para apreciação da constitucionalidade, da juridicidade e da técnica legislativa.
O projeto aguardava pela alteração desde maio deste ano. Esperava-se que o novo texto fosse finalizado até julho e logo em seguida entrasse em votação. Como isso não aconteceu, o PL teve que aguardar o fim do recesso dos parlamentares e o relator, Deputado Filipe Pereira, voltar da disputa pela Prefeitura do Rio de Janeiro.
A regulamentação da profissão de Marketing vem sendo discutida desde 2005, quando o então Deputado Eduardo Paes, Prefeito eleito do Rio, propôs o primeiro projeto, retomado pelo deputado Eduardo Gomes dois anos depois. Um novo projeto de lei foi apresentado pelo Deputado Felipe Bornier (PHS/RJ) em 2007. As propostas estabelecem quem é o profissional de Marketing, as suas atribuições, as condições para o exercício da profissão, suas responsabilidades técnicas e denominações próprias da profissão.
Bruno Mello [www.mundodomarketing.com.br]
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