O Whatsapp e o “Fim” da Interação Humana

Trabalho com Internet desde 1994 quando ela ainda não havia sido lançada comercialmente no Brasil. Desde então é óbvio que quanto mais desenvolvemos o mundo digital mais alteramos as relações humanas. Junte-se a isto o advento e proliferação dos telefones celulares e a possibilidade de usarmos dados através dos mesmos e voilá, chegamos a uma nova maneira de nos relacionarmos com as pessoas. Mais intensa em termos de quantidade, menos intensa talvez, em sua qualidade.

Hoje todo mundo compartilha algo, se não compartilha parece que não fez. Um simples almoço com um prato de comida diferente e lá estamos nós vendo no Facebook o que a pessoa está comendo. Foi a um lugar diferente, checkin no Foursquare! Negócios? Todos usando o Linkedin. Mas definitivamente a ferramenta que mais aproximou e ao mesmo tempo afastou as pessoas nos últimos tempos se chama Whatsapp.

É simplesmente impressionante o impacto dele em nossas vidas. Estamos chegando ao momento que tantas vezes falamos em tom de brincadeira de uma pessoa estar ao lado da outra mas falando pelo Whatsapp. Já vi isto acontecer com adolescentes, mas confesso que ultimamente as coisas começam a acontecer comigo. Já recebi desde convites para ir ao cinema até solicitações para fazer algo em minha casa pelo Whatsapp. De pessoas que estavam na mesma casa no mesmo momento!

E os grupos então? São a nova caixa de correio ou as novas atualizações da timeline do Facebook. Você não dá conta de ler a quantidade de coisas que se escrevem ali. De coisas importantes a bobagens incomensuráveis. Quando as pessoas se encontram quase não conversam, pois já sabem tudo que ocorreu na última semana nas vidas umas das outras. Ou pior, comentam os posts do Whatsapp. Aí é dose!

Não estou aqui sonegando a importância do Whatsapp enquanto ferramenta de comunicação que facilita muito inúmeras coisas que precisam ser ditas, mas que não necessitam uma resposta imediata. Tão pouco ignoro o poder de comunicação que um grupo tem ao entregar ao mesmo tempo para N pessoas uma mesma mensagem. Mas hoje as pessoas já começam a achar que o simples envio de um whatsapp já lhes garante o direito de uma resposta imediata a assuntos muitas vezes importantes e que mereceriam um pouco mais de atenção e contato humano para sua solução.

Fala aqui uma pessoa de tecnologia que vive disto e que trabalha diariamente pensando nas necessidades das pessoas e que tipo de serviço podemos oferecer a elas. Mas confesso, tenho sentido um pouco de falta de mais interação humana.

Rafael Kuhn – Terra

Campus Party 2016 discute futuro da tecnologia

A Campus Party 2016, nona edição do evento de tecnologia e cultura pop e nerd, acontece entre os dias 26 e 31 de janeiro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

A edição deste ano tem foco nas tecnologias que construirão o futuro. Para isso, a organização convidou para o palco principal palestrantes como Michel Smit, presidente-executivo da Energy Floors, empresa que desenvolveu uma pista de dança que gera energia elétrica conforme as pessoas dançam sobre ela.

Além dele, participam Thaisa Bergmann, astrofísica brasileira conhecida por sua pesquisa com buracos negros, Grant Imahara, participante do programa “Mythbusters”.

Veja abaixo a programação completa do palco Feel the Future, o principal do evento:

26 de janeiro de 2016
20:00   Cerimônia de abertura
21:00   Palestra Feel The Future

27 de janeiro de 2016
11:45   O Futuro das Tecnologias Educativas
13:00   Eugene Chereshnev
14:30   Como desacelerar o aquecimento global e criar novas fontes e energias
15:45   Inspiracional + Motivador + Uma dose de realidade que nem tudo são flores
20:00   Grant Imahara

28 de janeiro de 2016
13:00   Daniel Matros
14:30   Humanos, tecnologia e o futuro da educação
18:15   Another Week = Cartoon Network
20:00   Michel Smit
21:30   Como ganhar dinheiro e viajar o mundo ao mesmo tempo

29 de janeiro de 2016
14:30   “O mundo real de volta ao relacionamento online” Happn.
17:00   O futuro das profissões
20:00   Steve Gershik
21:15   Se a Crise Nos Muda, a Palestra Muda. (3.0)

30 de janeiro de 2016
10:30   Como quebrar o recorde de 13 mil PCs numa mesma rede, de David Garpenstahl
13:00   Thaisa Storchi Bergmann.
14:30   A vida na era das novas sensações
15:45   O Fator humano e os desafios da Tecnologia da Informação
20:00   Cerimônia de encerramento

G1

7 passos para organizar a empresa em 2016 e vencer a crise

Todo início de ano é igual: fazemos listas, planejamos novos objetivos e pensamos sobre nossos sonhos. No âmbito profissional, é o momento de estabelecer novos rumos ou refazer o planejamento da empresa. A principal dificuldade em se estabelecer metas e traçar objetivos, conforme explica o especialista em Gestão e Marketing Weder Carneiro, é seguir os planos ao longo do ano.

“Selecione as três metas mais importantes das 10 que você gostaria de realizar em 2016, colocando, inclusive, as datas em que elas devem acontecer”, ensina o empreendedor. Ao estabelecer os três principais objetivos, é possível dar os primeiros passos na construção do crescimento da empresa. É necessário estabelecer prioridades, comunicar aos funcionários e esclarecer como os objetivos serão alcançados.

Weder Carneiro detalha os passos principais que devem ser dados para que a empresa se programe devidamente e drible a crise em 2016.

1. Contextualize a situação inicial: veja como está o cenário, o histórico dos fatos positivos e negativos para o negócio, a situação atual e, caso tenha dúvidas, busque informações para saná-las. “É necessário olhar para a empresa, para o mercado e, especialmente, ter os objetivos alinhados aos valores, missão e visão do negócio”, explica.

2. Identifique as possibilidades: no planejamento, existem geralmente várias opções de como resolver os problemas ou abrir novos caminhos. “Veja quais são suas possibilidades profissionais: pode ser um curso, uma parceria, investir em um treinamento ou em melhorias na empresa”. Ele explica que deve-se listar as opções e decidir por aquela mais realista.

3. Execute o planejamento: trabalhe confiante na direção dos seus sonhos e ambições. “Ou você toma a dianteira nos seus rumos profissionais ou eles se darão ao acaso: você pode escolher qual opção quer”, alerta Weder, que ressalta a importância de comunicar as metas da empresa da forma mais clara possível aos funcionários. “Deve-se alinhar os objetivos do negócio com os funcionários, que precisam saber aonde a empresa quer chegar; que tipo de clientes vai priorizar; qual o portfólio de serviços vai prestar; e como será essa entrega para o cliente”. Desta forma, o funcionário terá maior capacidade de participar e auxiliar no planejamento, desde que a comunicação seja limpa e clara. “Se o atendimento precisa ser efetivo, é necessário explicar o que isso significa, já que cada um pode interpretar a palavra de formas diferentes”, ensina o especialista.

4. Mensure seus passos: enquanto está trabalhando lembre-se de, eventualmente, analisar se está no caminho certo. Reveja seu planejamento e analise sua evolução. É importante analisar sempre o caminho e a direção que está tomando. “No caso de um objetivo que se pode alcançar em curto prazo, é importante fazer revisões semanais para avaliar o progresso. Projetos com prazos mais longos podem ser divididos em quatro passos ou mais, e ter revisões após a realização de cada um deles”, ensina o empreendedor.

5. Comemore suas conquistas: tanto quanto o esforço, a recompensa também precisa ser estabelecida. Conseguiu atingir as metas? Festeje, dê-se um presente. “Essa recompensa é merecida e faz muito bem à mente”.

6. Lembre-se que tudo é um ciclo: a caminhada do sucesso demanda ações contínuas. “Assim, tão importante quanto crescer é continuar trabalhando para atingir novos objetivos, novas metas e novos ganhos”, lembra o especialista.

7. Aposte nos softwares e na própria crise: já existem diversas ferramentas gratuitas na internet, ou mesmo aplicativos para celular, que ajudam a definir o projeto, as tarefas, quem irá participar e de que forma. Como 2016 não promete ser um ano fácil na economia brasileira, Weder Carneiro destaca o valor de proximidade com o cliente. “Estudos realizados nos Estados Unidos apontaram crescimento em milhares de empresas que apostaram no relacionamento com o cliente e na publicidade, mesmo durante a grande crise americana de 2008 e 2009”, conclui.

Weder Carneiro – Administradores

Financial Times compara o Brasil a um ‘doente em estado terminal’

“A terrível queda do Brasil da graça econômica”. Esse é o título da análise publicada no Financial Times no domingo (13), que afirma que a economia brasileira está “uma bagunça” e compara o país a um paciente internado em estado terminal. Segundo o FT, o futuro econômico do Brasil não é otimista, devendo encolher até 3% ainda neste ano e 2% em 2016.

Lembrando a estimativa do governo, que apontou que as contas públicas devem ter déficit primário no próximo ano, a publicação destaca que “as finanças públicas estão em desordem”. O anúncio, feito este mês, levou o Brasil a perder o grau de investimento na classificação de crédito da agência Standard and Poor’s (S&P).

No entanto, o jornal aponta que, “ironicamente”, não foi o difícil ambiente econômico brasileiro que motivou a decisão da S&P, mas sim a crise no cenário político. “O sistema político brasileiro é bem conhecido por ser pobre. Agora também não está funcionando”, escreve.

Sobre a atual situação de Dilma Rousseff frente à presidência da República, o Financial Times escreve sobre a ˜forte rejeição˜, inclusive pelo seu próprio partido. Por isso traz uma citação de um senador do Partido dos Trabalhadores (PT), que faz um diagnóstico da economia brasileira: “os rins já pararam; o coração vai em breve”.

O jornal britânico ainda diz que “é quase impossível para ela [a presidente Dilma] responder adequadamente aos problemas econômicos”, devido a seu alto grau de impopularidade (a “mais impopular da história do Brasil”), especialmente junto ao Congresso Nacional, que se preocupa em “salvar a própria pele de uma investigação de corrupção”.

Administradores

Frustradas com prejuízos, operadoras tentam “se vingar” do WhatsApp

Algumas das principais operadoras de telefonia móvel do país iniciaram –ainda que de forma velada– uma disputa contra o WhatsApp em uma “tentativa desesperada” de nomear culpados aos seus próprios prejuízos. É o que dizem especialistas em telecomunicação e em direito digital entrevistados pelo UOL Tecnologia, que afirmam ainda que os ganhos proporcionados pelo aplicativo de bate-papo são bem maiores do que as possíveis perdas.”As chamadas de voz deixaram de ser a principal funcionalidade da telefonia móvel não só no Brasil, mas no mundo. O tráfego de dados tem ganhado cada vez mais espaço, e as operadoras precisam se adaptar a essa nova realidade”, aponta Carlos Affonso, diretor do ITSrio (Instituto de Tecnologia e Sociedade) e professor da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Segundo ele, é natural que os usuários deixem de enviar SMS e de fazer ligações diante da gama de opções que são bem mais baratas e práticas. “E não estamos só falando de WhatsApp.”

No segundo trimestre de 2015, a operadora Telefônica Brasil –dona da marca Vivo– perdeu 56% do seu lucro líquido em comparação com o mesmo período do ano passado. O lucro da Claro Telecom Participações foi de R$ 3,3 milhões, sensível recuo ante resultado positivo de R$ 308 milhões obtido em 2014. A queda no lucro da TIM no Brasil foi de 16%. Já a OI chegou a registrar prejuízo de R$ 401 milhões no primeiro trimestre de 2015.

Mas, como relata o senador Walter Pinheiro (PT-BA) –que atua à frente de temas ligados à telecomunicação e tecnologia no Congresso Nacional–, as operadoras mais ganham do que perdem com aplicativos como o WhatsApp. “Mesmo que o usuário acesse a plataforma a partir do Wi-Fi, há sempre alguém que está pagando por essa conexão às empresas de telefonia. Ou seja, as empresas ganham muito com esses serviços e reclamam de boca cheia”, relata.

Para Adriano Mendes, advogado especialista em tecnologia e sócio do escritório Assis e Mendes, a reclamação das teles é uma “estratégia comercial” e uma maneira de conseguir “tirar dinheiro do Facebook” –dono do WhatsApp. “Está claro, que o problema é com o Facebook. Até porque contraditoriamente as operadoras atacam o WhastApp, mas de certa forma isentam o Skype, que é da Microsoft”, afirma.

Segundo ele, a polêmica é “misteriosamente” levantada em meio a negociação para a implementação do Internet.org –projeto da rede social que leva serviços da rede gratuitamente a populações carentes– no Brasil, serviço que é oferecido pelas teles.

Regulamentar ou não?

Uma possível regulamentação –defendida pelo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, mas rejeitada pelo presidente da Anatel, João Rezende–, segundo Mendes, representaria um retrocesso legislativo e tecnologia. “Voltaríamos ao tempo da reserva de mercado, em que não podíamos usar computador que não fosse fabricado no Brasil. Isso isolaria o país dos avanços tecnológicos, além de encarecer as inovações disponíveis.”

O senador diz desconhecer a existência de qualquer projeto de lei sobre a regulamentação de apps que esteja tramitando no Senado ou na Câmera. “Isso seria negar o Marco Civil”, aponta Pinheiro. “Não dá para entrarmos em um novo tempo –da computação em nuvem e da internet das coisas– e mantermos a regra de divisão de chamada dos anos 1980.”

“Esses aplicativos estão dentro da lei e não há nenhuma regulamentação que impeça o funcionamento deles no país”, relatou Mendes. “Ilegal seria se as operadoras quisessem impedir o funcionalmente do WhatsApp ou de qualquer outra aplicação. Algo que infringiria a neutralidade da rede prevista no Marco Civil.”

A reivindicação das operadoras, segundo a agência de notícias Reuters, se refere ao serviço de voz do WhatsApp, e não sobre o sistema de troca de mensagens do aplicativo. Segundo elas, a oferta do serviço se dá por meio do número de telefone móvel do usuário, outorgado pela Anatel e “pagos” pelas empresas de telefonia. As teles pagam cerca de R$ 26 para a ativação de cada linha móvel e R$ 13 anuais de taxa de funcionamento.

Mas, como explica Luiz Moncau, professor da Faculdade de Direito da FGV Rio (Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro), o WhatsApp usa o número de celular –“que pertence ao usuário e não à operadora”– apenas como um identificador. “Não quer dizer, no entanto, que o app esteja pirateando a infraestrutura da telefonia móvel para permitir as ligações. O recurso é viabilizado pela internet, assim como o Skype, que usa como identificador o e-mail.”

Affonso aponta a distinção de responsabilidade entre o WhatsApp e as operadoras para justificar a legalidade do serviço, bem como a “infundada necessidade de uma tratativa igualitária”. “As empresas de telefonia integram a camada de infraestrutura, já o WhatsApp está ligado à camada de aplicações. Ou seja, a responsabilidade de um é estrutural a do outro se restringe a conteúdo.”

Para o diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade, as empresas de telecomunicação precisam reconhecer as mudanças do mercado e adaptar os seus modelos de negócios à nova realidade. “Não adiante querer brigar, será mais do que necessário aprender a conviver com serviços como o WhatsApp –que não é o único e nem será o último a movimentar o setor.”

Já o senador Pinheiro diz ser necessário o maior investimento em banda larga, bem como na qualidade dos serviços prestados pelas operadoras. “Se o serviço é ruim e caro, é óbvio que os clientes vão buscar alternativas mais baratas.

Larissa Leiros Baroni –UOL

Estamos preparados para a mudança?

As últimas semanas foram a prova de como a mudança na forma de trabalho pode assustar e até mesmo “cegar” sobre o que está acontecendo ao redor do mundo.

Não é questão da mudança ou disputa de uma empresa ou área, é questão da nova forma de construir negócios e consequentemente gerar novos trabalhos. É apenas a ponta do iceberg.

Mostrando cada vez mais que o sucesso do passado recente não é nenhuma garantia de sucesso presente ou futuro. Que estabilidade e segurança não existe mais. Que o tamanho da empresa não importa mais. Que o diploma da faculdade que você tem já não serve mais para muita coisa.
Que a sociedade cada vez mais terá influência nas decisões e regulamentações.
Que o conflito só favorece a inovação e mudança.
Que o que mais importa no final de tudo é sua capacidade e velocidade de ADAPTAÇÃO.

Netflix no Brasil acaba de ultrapassar o faturamento e audiência de grandes canais de tv aberta do país. Resultado, esta sendo alvo das próprias emissoras e órgãos de regulamentação. Cada vez que isso acontece, mais mídia, seguidores, assinantes, faturamento e participação no mercado ela ganha.

Whatsapp cada vez mais vem tirando receita de operadoras de telefone e mudando a própria forma tradicional de venda dos seus serviços. Resultado, está sendo alvo das próprias operadoras e órgãos de regulamentação. Cada vez que isso acontece, mais mídia, usuários e participação no mercado ela ganha.

Uber a mesma coisa com o mercado de táxi no Brasil. A cada protesto dos taxistas, mais aumenta o poder e admiração pelo Uber. A inovação é o novo herói do momento e qualquer coisa que se coloque contra será o vilão.
Airbnb com o mercado hoteleiro a mesma coisa. A maior rede de hotéis do mundo que nunca construiu um único hotel e naturalmente gera revolta por aqueles que tiveram que gastar muito cimento e dinheiro para isso.

Novos exemplos não param de surgir, nas mais diferentes áreas.

A reflexão que fica é: Quando a mudança chegar (se é que não chegou ainda e você não percebeu) no seu trabalho, na sua área… Você vai estar preparado ou vai querer remar contra a maré também?

A pergunta é QUANDO e não SE chegar. E o que você está fazendo hoje para se adaptar a ela.

Quando chegar, é muito provável que você tenha até mesmo que mudar de profissão, de trabalho ou o seu negócio completamente.

Se você ainda acha que se formou para atuar em uma profissão e vai viver ela para o resto de sua vida, sinto muito. Naturalmente vamos mudar algumas vezes de trabalho e até de área ao longo das próximas décadas, isso é um processo natural da inovação e do modelo de economia que estamos passando.

Com isso volta o que já falei, quanto mais habilidades e conhecimentos complementares tivermos, mais fácil será essa transição.

Provavelmente, daqui a 5 ou 10 anos estarei atuando em áreas completamente diferentes das que atuo hoje e já preciso começar a pensar nisso agora.

As maiores editoras não produzirão livros.
O maior banco não terá agência.
A maior universidade não terá paredes.

Tudo liderados por pessoas fora da sua área de atuação e formação.

“Ah mais na minha área isso não acontece…”

Quem imaginaria que uma classe bastante conservadora, protegida por “regras”, passada de pai para filho, sem nenhuma interferência com o mundo digital, poderia estar passando pela maior transformação de sua história justamente pela internet?

Não existe mais distinção entre o mundo online e o físico. O online muda a forma como as pessoas e empresas se relacionam, prospectam e fazem negócios. E isso vale para qualquer área.

Bancos, universidades e todo os “tradicionais” mercados que se cuidem (quem trabalha neles também), é apenas o começo e temos a grande oportunidade de fazer parte dessa história (como heróis ou vilões).

João Cristofolini (Administradores)

Seja Criativo!

Não é o bastante dizer que liderança é uma arte. E uma pesquisa mostrou que gerentes podem ser melhores líderes se eles literalmente pegarem seu lápis de artista e sua caneta de poeta, e aprender como usar suas habilidades criativas que freqüentemente são esquecidas.

O mundo dos negócios, cheio de problemas complexos sem respostas fáceis, precisa de uma liderança que seja criativa e contagiante, capaz de inspirar e sustentar criatividade por toda a empresa. E é essencial expandir as competências de um gerente (constantemente e em todas as áreas da organização) para um pensamento criativo e inovador.

Uma forma que está sendo utilizada por alguns gerentes é descobrir a intuição, o sentimento e a imaginação através de métodos artísticos, como o desenho, a pintura, a dança, a poesia, a música. Não é preciso saber desenhar, o importante é imaginar e criar.

O objetivo desse tipo de atividade é ajudar (os gerentes e suas equipes) a desenvolver uma maneira de pensar mais intuitiva, imaginativa e sensitiva. Com o passar do tempo, acabamos usando mais o lado racional do cérebro: somos mais analíticos, usamos mais números, criamos métodos. E o lado emocional fica em segundo plano, mesmo sendo a peça chave do nosso desenvolvimento.

É engraçado, e talvez um pouco triste, o que o tempo faz com a gente: ficamos “quadrados”, pensamos demais, queremos analisar tudo. Mas se nossa natureza é sensitiva, porque é que tentamos gerenciar nossa equipe de maneira racional e fria?

Estava assistindo certa vez um programa que passa nos Estados Unidos de “reallity show” que se chama “O Aprendiz” (inclusive há uma versão brasileira desse programa). Para ser rápido: esse programa basicamente é uma competição entre profissionais que querem uma vaga em uma das empresas do empresário Donald Trump. Esses profissionais são reunidos em grupos e uma curiosidade dessa edição é que foram inicialmente recrutados profissionais que são formados (fizeram faculdade) e profissionais que não são formados.

Foram feitos dois grupos: os “BookSmarts” (espertos do livro) e os “StreetSmarts” (espertos da rua). O esperado era que os profissionais formados ganhassem nas tarefas dadas, mas o contrário foi acontecendo semana após semana.

A diferença entre os grupos é muito clara: enquanto os formados sentam para votar em quem será o líder e fazer todos os cálculos e análises “necessárias”, os não formados colocam a mão na massa, de maneira criativa!

Se os formados não tivessem enterrado sua criatividade e soubessem imaginar (se fossem sensitivos), teriam uma imensa vantagem sobre os não formados. Mas o fato é que isso normalmente não acontece, infelizmente. E quem tem a atitude correta vence quem tem a habilidade correta.

A maioria dos profissionais concorda que a criatividade é a força impulsora para as empresas não somente criarem novos produtos e serviços, mas também para resolver problemas e desafios diários. Muitos ainda acreditam que a criatividade não pode ser ensinada, mas que deve ser encorajada.

Ser criativo é pensar diferente. É pensar de mais de uma maneira e olhar com vários outros olhos. E para isso, é necessário que você esteja disposto a quebrar velhos hábitos e repassar isso pra equipe de uma maneira saudável.

E encorajar essa criatividade é na verdade aceitar também o fato de que, infelizmente, você verá algumas pessoas pegarem o caminho errado, tentando se aproveitar da situação. Para evitar isso, você como gestor deverá se certificar de que a energia criativa está sendo usada para o benefício da empresa. Não parece, e não, é fácil: pois você terá que constantemente direcionar a “liberdade” criativa dos funcionários para os objetivos estratégicos e operacionais da organização.

Eu sinceramente acho que todas as pessoas são criativas, a sua maneira. O que nos diferencia são as barreiras que temos para essa criatividade. Por isso, a melhor forma de começar a incentivar a criatividade (para você e para a sua equipe) é conhecer as barreiras de cada um e ajudá-los a arriscar enquanto se divertem. Criatividade e diversão estão diretamente relacionadas!

Há várias maneiras de encorajar a criatividade no trabalho. Pense em todas as coisas que estimulam o lado direito do cérebro, como as já citadas nesse artigo: faça um concurso de desenho, de música, de pintura. Peça para que cada funcionário traga o “seu” brinquedo predileto. E ao invés de fazer a próxima reunião na sala de sempre, porque não ir a um museu, a um parque, a uma pizzaria?

Seja criativo! Deixe a imaginação fluir e não tenha medo de errar, de achar que as pessoas não vão gostar. Para terminar, lembre-se que parte de ser criativo em qualquer campo é ter a coragem de comunicar e vender suas idéias, mesmo quando outras pessoas a criticarem. É sempre mais fácil dizer “não” do que “sim”. Nem todas as suas idéias serão aceitas, mas lutar por elas também faz parte do processo criativo.

Raúl Candeloro – Portal do Marketing