O iPhone, o 3G e o mobile marketing


Com o lançamento oficial do iPhone pelas bandas de cá, tenho observado um movimento muito forte de agências e anunciantes: surgiu instantaneamente uma enorme preocupação em oferecer versões otimizadas de seus sites para o aparelho da Apple, bem como uma corrida pela oferta de aplicativos.

Tudo isso já deveria estar na pauta do mercado há muito mais tempo. Afinal, nunca é demais lembrar que os celulares com acesso à internet já representam cerca de 65% da base no pais e que há mais de 16 milhões de pessoas que utilizam esse recurso para acessar emails, ler notícias e baixar conteúdos.

No entanto, só com a vinda do iPhone, a internet móvel voltou a ter ares de urgência. Euforia só vista no longínquo ano de 2000, em que o WAP 1.0 era vendido como a “internet de bolso” e em alguns meses se mostrara um fiasco.

Lançado num beco escuro desde então, a web móvel ressurgirá para o mercado publicitário neste Natal, com o 3G e o iPhone. Veremos milhões de pessoas com celulares poderosos e acesso bem mais razoável à internet. Como isso, dois movimentos há muito esperados acontecerão: explosão de mobile web e florescimento da mobile TV. Afinal, é exatamente isso que o consumidor com um celular com acesso rápido à web em mãos fará.

Nesse novo cenário, será imperativo para as marcas repensarem seu posicionamento. Basta imaginar o seguinte: o que acontecerá se o consumidor resolver digitar http://www.minhamarca.com.br no browser do celular? Resposta rápida: na grande maioria dos casos, um desastre. Afinal, são raros os sites otimizados para dispositivos móveis.

Contudo, mesmo com uma versão pensada para o iPhone, não podemos cair na armadilha de acreditar que um site otimizado para o celular de Jobs resolverá a presença da marca no ambiente mobile.

Portanto, toda discussão trazida pelo iPhone será extremamente importante para o mercado, pois as marcas começarão a se preocupar em entregar uma experiência agradável na quarta tela.

Outro ponto de destaque com o 3G será o acesso em alta velocidade a diversos conteúdos audiovisuais, notadamente TV no celular.

Aqui as possibilidades são enormes. Além, obviamente, dos aparelhos que captam o sinal da TV digital, já há oferta consistente por parte das operadoras para TV no celular. Num formato similar à TV a cabo, milhares de pessoas já pagam para assistir em “live streaming” a dezenas de canais de TV. 

Entretanto, pouco se comentou de uma terceira via para TV no celular, que a meu ver será o grande driver desse mercado: a webTV acessada diretamente em celulares.

Terra, Globo, UOL, iG, enfim, todos grandes portais têm investido massivamente na construção de uma grande oferta de conteúdo de vídeo na internet-PC (ou não-móvel). O conteúdo é rico e tem três características muito importantes: está (re)editado para visualização em computadores, tem duração menor que na TV e está catalogado. Perfeito, portanto, para acesso também em celulares.

Acredito que esses players exercerão papel fundamental na popularização da TV móvel. Basta uma adequação mais razoável de seus portais para os diversos celulares e, pode apostar, o acesso vai deslanchar. O que virá a seguir é simples e soa bem para os veículos: mais acesso, mais audiência e mais receita com publicidade.

Demorou, mas o iPhone provocou a retomada da necessidade e da vontade de se olhar com mais atenção para os dispositivos móveis. O mobile marketing nacional agradece.

Leonardo Xavier [www.mundodomarketing.com.br]

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