Carreiras na área de mídias sociais ganham destaque em ano eleitoral

Criativo, ágil, bem informado, bom de relacionamento e de escrita. Assim é o perfil do profissional de mídias sociais, uma das carreiras mais promissoras hoje e para a próxima década no Brasil e no mundo, segundo dados do relatório “O Futuro do Trabalho”, do Fórum Econômico Mundial. O social media, como também é chamado, é responsável pelos canais na web de uma ou mais marcas – sejam empresas, governos, ONGs, figuras públicas etc.

O sucesso de Facebook, Instagram e outros canais no Brasil exige cada vez mais a profissionalização da gestão das marcas nas redes. E como em 2018 haverá eleições gerais, a procura pela função social media tende a crescer. Tanto as agências de comunicação precisarão aumentar seus quadros — por conta das grandes campanhas —, quanto candidatos de menor expressão necessitarão do auxílio desses profissionais.

Ter afinidade pelas redes sociais é apenas o primeiro passo para se aventurar nesse campo. Elaboração de estratégia de presença da marca nas redes sociais; idealização, redação e direção de arte de conteúdo; interação com o consumidor; monitoramento e análise de performance das iniciativas e mensuração de resultados são algumas das atribuições desta carreira. Pensamento estratégico e habilidade para gestão de crises também são qualidades fundamentais para quem deseja atuar nesta atividade.

Os profissionais de mídias sociais ganham cada vez mais peso no mercado. Além da geração de conteúdo, as empresas estão cobrando uma postura multidisciplinar desses profissionais, que precisam dominar um conjunto de competências.

Também é desejável que os interessados nessa carreira tenham um bom perfil analítico e boas noções de tecnologia, pois a demanda é grande por profissionais que possam atuar em conjunto com o setor de Business Inteligence, que é uma das áreas que mais vem crescendo ultimamente, já que a análise e o cruzamento de dados são fundamentais para garantir bons resultados na comunicação com os consumidores. O domínio de outro idioma, como o inglês, ajuda a muito.

Neste ramo, há cargos que vão de analista de mídias sociais a gerente, passando por gestor e gerente de relacionamento. Em muitos casos, os postos são ocupados por profissionais de Comunicação, como graduados em Publicidade ou Jornalismo. No entanto, o pessoal da área de Humanas vem sendo absorvido. Nesse contexto, a busca por qualificação ajuda a conseguir melhores oportunidades de atuação e a especialização pode ser feita em cursos na área de Marketing Digital.

Os profissionais de mídias sociais podem atuar em agências de publicidade e de comunicação, com jornada média de oito horas por dia. Há também os contratados diretamente por empresas e os freelancers, que trabalham em casa e fazem o seu próprio horário, podendo atender vários clientes.

* Luciana Salgado é consultora de marketing digital e professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA)

IDGNow

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O Whatsapp e o “Fim” da Interação Humana

Trabalho com Internet desde 1994 quando ela ainda não havia sido lançada comercialmente no Brasil. Desde então é óbvio que quanto mais desenvolvemos o mundo digital mais alteramos as relações humanas. Junte-se a isto o advento e proliferação dos telefones celulares e a possibilidade de usarmos dados através dos mesmos e voilá, chegamos a uma nova maneira de nos relacionarmos com as pessoas. Mais intensa em termos de quantidade, menos intensa talvez, em sua qualidade.

Hoje todo mundo compartilha algo, se não compartilha parece que não fez. Um simples almoço com um prato de comida diferente e lá estamos nós vendo no Facebook o que a pessoa está comendo. Foi a um lugar diferente, checkin no Foursquare! Negócios? Todos usando o Linkedin. Mas definitivamente a ferramenta que mais aproximou e ao mesmo tempo afastou as pessoas nos últimos tempos se chama Whatsapp.

É simplesmente impressionante o impacto dele em nossas vidas. Estamos chegando ao momento que tantas vezes falamos em tom de brincadeira de uma pessoa estar ao lado da outra mas falando pelo Whatsapp. Já vi isto acontecer com adolescentes, mas confesso que ultimamente as coisas começam a acontecer comigo. Já recebi desde convites para ir ao cinema até solicitações para fazer algo em minha casa pelo Whatsapp. De pessoas que estavam na mesma casa no mesmo momento!

E os grupos então? São a nova caixa de correio ou as novas atualizações da timeline do Facebook. Você não dá conta de ler a quantidade de coisas que se escrevem ali. De coisas importantes a bobagens incomensuráveis. Quando as pessoas se encontram quase não conversam, pois já sabem tudo que ocorreu na última semana nas vidas umas das outras. Ou pior, comentam os posts do Whatsapp. Aí é dose!

Não estou aqui sonegando a importância do Whatsapp enquanto ferramenta de comunicação que facilita muito inúmeras coisas que precisam ser ditas, mas que não necessitam uma resposta imediata. Tão pouco ignoro o poder de comunicação que um grupo tem ao entregar ao mesmo tempo para N pessoas uma mesma mensagem. Mas hoje as pessoas já começam a achar que o simples envio de um whatsapp já lhes garante o direito de uma resposta imediata a assuntos muitas vezes importantes e que mereceriam um pouco mais de atenção e contato humano para sua solução.

Fala aqui uma pessoa de tecnologia que vive disto e que trabalha diariamente pensando nas necessidades das pessoas e que tipo de serviço podemos oferecer a elas. Mas confesso, tenho sentido um pouco de falta de mais interação humana.

Rafael Kuhn – Terra

Campus Party 2016 discute futuro da tecnologia

A Campus Party 2016, nona edição do evento de tecnologia e cultura pop e nerd, acontece entre os dias 26 e 31 de janeiro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

A edição deste ano tem foco nas tecnologias que construirão o futuro. Para isso, a organização convidou para o palco principal palestrantes como Michel Smit, presidente-executivo da Energy Floors, empresa que desenvolveu uma pista de dança que gera energia elétrica conforme as pessoas dançam sobre ela.

Além dele, participam Thaisa Bergmann, astrofísica brasileira conhecida por sua pesquisa com buracos negros, Grant Imahara, participante do programa “Mythbusters”.

Veja abaixo a programação completa do palco Feel the Future, o principal do evento:

26 de janeiro de 2016
20:00   Cerimônia de abertura
21:00   Palestra Feel The Future

27 de janeiro de 2016
11:45   O Futuro das Tecnologias Educativas
13:00   Eugene Chereshnev
14:30   Como desacelerar o aquecimento global e criar novas fontes e energias
15:45   Inspiracional + Motivador + Uma dose de realidade que nem tudo são flores
20:00   Grant Imahara

28 de janeiro de 2016
13:00   Daniel Matros
14:30   Humanos, tecnologia e o futuro da educação
18:15   Another Week = Cartoon Network
20:00   Michel Smit
21:30   Como ganhar dinheiro e viajar o mundo ao mesmo tempo

29 de janeiro de 2016
14:30   “O mundo real de volta ao relacionamento online” Happn.
17:00   O futuro das profissões
20:00   Steve Gershik
21:15   Se a Crise Nos Muda, a Palestra Muda. (3.0)

30 de janeiro de 2016
10:30   Como quebrar o recorde de 13 mil PCs numa mesma rede, de David Garpenstahl
13:00   Thaisa Storchi Bergmann.
14:30   A vida na era das novas sensações
15:45   O Fator humano e os desafios da Tecnologia da Informação
20:00   Cerimônia de encerramento

G1

Pessoas já passam mais tempo diante de smartphone do que de TV

Tendência mundial também se confirma no país: brasileiros passam 149 minutos ao celular ante 113 assistindo à televisão. Na China a mudança de hábitos é ainda mais evidente.

refens

O tempo passado pelas pessoas diante de smartphones ultrapassou o gasto em frente à TV. A tendência é mundial e também se confirma no país. Os brasileiros passam 149 minutos ao celular ante 113 assistindo à televisão. O estudo AdReaction, realizado pela Millward Brown este ano, mostra ainda que os americanos gastam em média 151 minutos diários nos seus mobiles, contra 147 em frente às TVs. Na China, a mudança de hábitos é ainda mais evidente: 170 minutos para os celulares contra apenas 89 para a televisão.

Ainda assim, os comerciais televisivos continuam com uma maior aceitação, mostrando que a mídia ainda ocupa posição estratégica para a construção de marca. A Millward Brown entrevistou mais de 12 mil usuários com idades entre 16 e 44 anos, em 30 países, e mostrou que apenas 35% das pessoas têm o costume de usar dois dispositivos ao mesmo tempo.

Durante esse comportamento simultâneo de duas telas, 62% dos entrevistados globais alegaram estarem acompanhando conteúdos diferentes e não relacionados, em um comportamento definido como uma espécie de empilhamento de atividades. Isso pode ser explicado pelo interesse da maioria em se manter sempre conectada aos amigos nas redes sociais.

Os usuários costumam apresentar um padrão ao alternar entre as telas. Geralmente começam na TV, que desperta interesse em conteúdos relacionados ao assistido presente em outras mídia, e segue então para o smartphone. A pesquisa destaca, no entanto, que todas as sequências de tela são possíveis.

O estudo concluiu ainda que os consumidores são mais receptivos a microvídeos, comerciais de TV com interatividade e anúncios televisivos que promovam aplicativos para celular e páginas nas redes sociais. As ações que oferecem mais entretenimento e recompensas são as preferidas, se comparado às ações multitelas que apenas passam informações.

Rodrigo Schmitt – Mundo do Marketing

‘Nossos princípios não mudarão’, diz criador do WhatsApp

Após ser comprado pelo Facebook por nada menos que US$ 19 bilhões, o WhatsApp começou a sofrer com uma série de boatos sobre sua independência e as configurações de privacidade de seus usuários. Nessa segunda-feira, o criador do aplicativo de mensagens Jan Koum retrucou as acusações.

whatsapp

“Nossos princípios não vão mudar. O respeito pela privacidade está no nosso DNA”, disse ele, alegando que não teria aceitado a negociação se o Facebook pedisse mudanças na política com relação aos usuários do serviço – hoje, o WhatsApp tem 465 milhões de usuários.

“Construímos o WhatsApp tentando saber o menos possível sobre nossos usuários. Não sabemos onde eles moram, o endereço de email ou o aniversário deles”, adicionou Koum. As palavras do fundador do aplicativo de mensagens vão de encontro ao que Mark Zuckerberg disse em fevereiro, ao adquirir o serviço: “Seria muito estúpido de nossa parte inteferir fortemente no WhatsApp”.

Além disso, Koum criticou quem fabrica boatos a respeito de seu produto: “Especulações não são só infundadas, mas também são irresponsávels. Elas assustam as pessoas que acreditam que a gente está coletando dados. Não é verdade, e gostamos de afirmar que não fazemos isso”.

Estadão

Mais de 90% dos apps baixados por brasileiros são gratuitos, diz pesquisa

Valor mais recorrente gasto em lojas de aplicativos é de quase R$ 3. Programas nacionais são a minoria: apenas 15% dos apps são locais.

Os aplicativos pagos não têm vida fácil no Brasil. A cada dez app baixados para smartphones no país, nove (93%) são gratuitos, segundo o estudo que foi elaborado pela Qualcomm e a consultoria Cnovergência Research.

Dos brasileiros que possuem smartphones (estimados em 47,8 milhões de aparelhos), 65% baixaram algum aplicativo. As empresas ouviram 1,4 mil pessoas, em entrevistas pessoais e pela internet, em 2013.

Dos mexicanos que têm smartphone, 76% baixam apps. Entre os britânicos, esse índice é de 94%. Além de não ser um dos povos que mais baixa aplicativos e preferir o gratuito ao pago, o brasileiro também não gasta muito na hora de visitar App Store ou a Google Play. O valor consumido nas lojas de aplicativos mais recorrente é de US$ 1,26 (o equivalente a R$ 2,96).

Os aplicativos mais baixados são os jogos (19%), seguido dos de mensagens instantâneas (17%), os de vídeo, fotografia e TV (12%), redes sociais (9%) e os de gestão do telefone, navegadores e destinados a aumentar a produtividade (8%).

Os dez mais mencionados são, em ordem de preferência: WhatsApp, Facebook, Instagram, Skype, Pou, Facebook Messenger, Candy Crush e Angry Birds.

Como a lista demonstra, os aplicativos nacionais não são dos mais buscados pelos brasileiros. Do total, apenas 15% dos apps são desenvolvidos no país. As categorias de nacionais mais citados são a de entretenimento (83% são locais), serviços bancários, pagamento e finanças (82%) e portais de notícias (53%).

G1

Facebook: compartilhamento de emoções online pode mudar humor alheio

Um estudo realizado em conjunto por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Yale e pelo Facebook mostrou que as emoções que as pessoas compartilham no mundo digital podem ser contagiantes.

De acordo com o levantamento, publicado na quarta-feira, as mensagens mais otimistas tinham uma probabilidade bem maior de influenciar o humor alheio do que as negativas.

“Queríamos averiguar se as mudanças emocionais de uma pessoa causavam mudanças emocionais em outra e foi exatamente isso que encontramos”, disse o cientista político da Universidade da Califórnia, James Fowler, que foi o principal autor do estudo publicado online no periódico Plos One.

A análise foi feita com mais de 100 milhões de indivíduos norte-americanos e com as bilhões de mensagens postadas por eles entre janeiro de 2009 e março de 2012. Os dados foram preservados como anônimos, para proteger as identidades dos participantes e foi usado um sistema de análise de texto automatizado, para que o conteúdo das mensagens não pudessem ser vistos.

Descobertas

O primeiro fato curioso mencionado pelos pesquisadores foi o de que um dia chuvoso, por exemplo, podia influenciar diretamente o emocional das mensagens postadas dentro da rede social de uma pessoa. Os posts que pendiam para o lado negativo cresceram 1,16%, enquanto que o número de comentários positivos diminuiu em 1,

Para comprovar o fator “contágio”, os pesquisadores retiraram qualquer atualização de status que falava sobre o tempo naquela hora, de fato. Ou seja, eles analisaram as menções “triste” e “feliz” nas diferentes postagens e não “hoje está chovendo” ou qualquer mensagens que mencionada o tempo diretamente, afim de demonstrar que o clima influenciou a negatividade e tal negatividade se espalhou pela timeline daquela determinada pessoa.

“Queríamos posts de locais onde estava chovendo, o que faz com que você escreva coisas negativas que não são sobre o tempo”, explicou o Dr. Fowler.

Isso também aconteceu em outro estudo liderado por Fowler. Em um único dia de eleição, os pesquisadores descobriram que uma única postagem poderia influenciar 340 mil eleitores.

IDGNow!