Em busca de emprego? Saiba quais os setores que mais resistem à crise

A desaceleração da economia acabou com a bonança do mercado de trabalho brasileiro – mas o que isso quer dizer, na prática, para quem está desempregado ou quer mudar de emprego? Onde procurar e o que esperar do mercado em um cenário de crise?

Nos últimos anos, se tornaram relativamente comuns nos grandes centros urbanos brasileiros casos de profissionais que pulavam de um emprego a outro, atraídos por salários mais altos e melhores condições de trabalho.
Do outro lado do balcão, os empresários reclamavam da alta “rotatividade” dos trabalhadores e ofereciam benefícios para reter funcionários.

Agora que a crise chegou ao mercado de trabalho, mais brasileiros estão perdendo seus empregos, e a competição pelos postos disponíveis está cada vez mais acirrada. As oportunidades também demoram mais para aparecer, como relatam consultorias de Recursos Humanos ouvidas pela BBC Brasil.

Nesta quinta-feira, foi anunciado que o desemprego, medido pela pesquisa PME, do IBGE, ficou em 7,5% em julho, contra 6,9% de junho e 4,9% do mesmo período do ano passado. Segundo o instituto, foi a maior taxa para julho desde 2009.

A rápida desaceleração do mercado, porém, não quer dizer que as boas oportunidades desapareceram por completo. “Alguns setores estão mais resilientes, gerando emprego, ainda que em ritmo mais lento”, diz Raone Costa, economista da Catho-Fipe que está desenvolvendo um estudo para mapear a abertura de vagas na economia.

Márcia Almstrom, diretora da ManpowerGroup, e Natasha Patel, da consultoria Hays, concordam:

“O contexto econômico está mais desafiador – ou seja, está mais difícil para todo mundo. Mas embora as oportunidades estejam menos numerosas, elas continuam a existir”, diz Almstrom.

“Até porque, além dos setores que estão relativamente bem, também temos as substituições nas empresas que estão se reestruturando. Há uma procura por profissionais mais ecléticos e flexíveis, aqueles que conseguem se sair bem em um contexto de crise.”

“É algo natural em momentos de baixo dinamismo econômico: se há muita gente chorando vai ter alguém vendendo lenço”, resume Henrique Bessa, diretor da consultoria Michael Page.

Tanto Almstrom quanto Bessa relatam que, no geral, as empresas estão oferecendo salários mais baixos do que há alguns meses.

“As companhias estão repensando seus padrões salariais e estão muito mais cautelosas em assumir compromissos que representem gastos fixos”, diz a consultora da ManpowerGroup.

Ambos recomendam que, antes de sair em busca de um novo trabalho, o profissional tente identificar o que exatamente está motivando o seu desejo de mudança.

“Você pode querer mudar porque quer trabalhar mais perto de casa, deseja atuar em outro segmento ou não aguenta mais seu chefe. Mas se a motivação for a remuneração, precisa estar ciente de que hoje está mais difícil uma mudança com ganhos salariais significativos”, diz Almstrom.

“Para evitar armadilhas, o trabalhador também precisa considerar os riscos de trocar de empresa, deve se informar bem sobre as perspectivas do setor em que vai atuar. Se a nova companhia passar por dificuldades, por exemplo, um cenário possível é que ele seja cortado antes mesmo de conseguir provar sua eficiência”, completa Bessa.

No que diz respeito às diferenças setoriais, há certo consenso de que, enquanto as empresas da área de petróleo e gás, construção civil, montadoras e a indústria de transformação têm sofrido um “impacto brutal” com a desaceleração, no setor de serviços há um pouco mais de vigor.

Bessa diz que também pode haver oportunidades em setores exportadores ou aqueles que, por questões estruturais, têm boas perspectivas de crescimento no longo prazo.

Seria esse o caso da área de saúde, por exemplo, uma vez que o envelhecimento da população tende a aumentar a demanda por esses serviços. “Também as áreas de educação e tecnologia têm boas perspectivas”, diz ele.

Abaixo, confira uma lista de alguns setores e áreas de atuação que, apesar de não estarem imunes à crise econômica, segundo os consultores, ainda têm mostrado alguma resiliência na geração de empregos e oferecem oportunidades para bons profissionais.

1. Tecnologia
Segundo a Catho, site de empregos líder no Brasil, entre os cargos com mais vagas abertas estão analista/técnico de suporte, desenvolvedor e programador.

Para o cargo de diretor de TI, o salário médio seria superior a R$ 17 mil, e para o de gerente de TI, superior a R$ 7 mil, diz a Catho.

“Os sites de internet, empresas de tecnologia e startups têm conseguido seguir na contramão (do aumento do desemprego) e se manter em crescimento. E o que é melhor: com salários atraentes”, diz nota da empresa.

Patel, da Hays, confirma que a área ainda está mostrando algum dinamismo no que diz respeito a contratações. “Empresas de todos os setores estão tendo de investir nessa área. E, em especial, vemos uma grande demanda por desenvolvedores”, diz ela.

2. Saúde
Henrique Bessa, da Michael Page, diz que as boas perspectivas de longo prazo fazem com que os serviços da área de saúde mantenham as contratações mesmo em meio à crise.

Essa é uma das áreas em que muitas famílias resistem em fazer cortes quando são obrigadas a enxugar o orçamento. E fenômenos como o envelhecimento da população e maior acesso a planos de saúde privados contribuem para criar boas perspectivas para o setor.

Hoje, o segmento já representa 10% do PIB (Produto Interno Bruto) e deve continuar a atrair muitos investimentos – inclusive de fora do Brasil, uma vez que, desde o início do ano, está permitida a entrada de estrangeiros nessa área.

“Independentemente dos ciclos econômicos, esse é um setor que deve continuar crescendo e atraindo investidores que ‘pensam o Brasil’ no médio e longo prazo”, diz Bessa.

3. Educação
Os cortes e incertezas ligados a programas governamentais da área de Educação, como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), tiveram impacto negativo sobre a rede privada de ensino superior.

Mas o mercado de trabalho do setor de Educação como um todo tem mostrado grande resistência em meio à desaceleração, segundo Bessa e Natasha Patel, diretora da consultoria Hays.

“Trata-se de um segmento que atrai muitos investimentos porque exige um aporte inicial relativamente baixo se comparado, por exemplo, à exploração de petróleo ou à construção civil e, no longo prazo as perspectivas são de crescimento”, diz Bessa.

“Por isso, não me surpreende que haja uma resiliência na geração de vagas tanto nas funções acadêmicas quanto nas administrativas.”

4. Seguros e setor financeiro
“Os profissionais da área financeira ainda são relativamente demandados, mas os que podem se mover com mais facilidade são aqueles que têm um entendimento mais amplo dos negócios – ou seja, que sabem não só o que é preciso para enxugar os custos, mas também como ampliar as vendas”, opina Almstrom.

Os setores de seguros e os bancos, em particular, estão resistindo bem à desaceleração da economia, apesar de analistas manifestarem alguma preocupação com um aumento dos índices de inadimplência e com a exposição de alguns grupos a empresas que podem passar por dificuldades em função das repercussões da operação Lava Jato.

“Dentro desse setor, há uma demanda crescente por alguns profissionais específicos, como os da área de compliance (que cuida dos controles e regras de transparência), em função dos escândalos internacionais recentes”, diz Bessa.

“Para quem busca uma oportunidade em banco, porém, também é preciso ter em conta que a saída do HSBC do Brasil deve ter um efeito no aumento dos candidatos no mercado. De fato, já estamos recebendo um número maior de currículos de profissionais desse banco.”

5. Vendas
“O profissional de vendas é quem pode virar o jogo no momento de escassez. Por isso, há uma grande procura por aqueles que de fato conseguem trazer resultado nessa área em empresas de todos os segmentos”, diz Almstrom.

“É claro que muitas redes estão enxugando seu quadro de pessoal. Mas, no geral, as empresas têm um limite para cortar pessoal de vendas ou reduzir contratações, já que isso pode afetar muito seus resultados.”

Natasha Patel, da Hays, diz que no varejo, em particular, um dos efeitos da desaceleração parece ter sido tornar o consumidor mais sensível a preço. “Mas isso também representa uma oportunidade para alguns segmentos específicos”, diz.

“Na área de supermercados, por exemplo, um destaque são os estabelecimentos que fazem vendas no atacado. E, se a construção civil está desacelerando as contratações, vemos uma maior resiliência das redes que vendem produtos para a casa. Ou seja, as pessoas podem estar desistindo de comprar um novo imóvel, mas, em vez disso, muitas estão reformando o antigo.”

6. Agronegócios
A Confederação Nacional da Agricultura reclama que a inflação elevada, a retração no PIB e as taxas de juros crescentes estariam inibindo as atividades da agropecuária brasileira.

Mas o agronegócio ainda deve ter um desempenho melhor que o resto da economia.

Entre os setores que estão crescendo se encontram a produção de carnes e os produtos florestais.

“Eles estão se beneficiando bastante do aumento das exportações, agora que o real está mais desvalorizado”, diz Bessa. “Por isso, também vale a pena olhar para esses setores.”

BBC | Brasil

Cuidado com a sua reputação on-line

No mundo atual, onde as informações circulam com velocidade extraordinária, não zelar por sua reputação online é pedir para nunca ser contratado Especialistas estimam que cerca de 75% dos departamentos de recursos humanos avaliem os candidatos em processo de contratação, através de buscas na internet. A rede também é usada para monitorar os já contratados e até os candidatos a alguma promoção dentro da empresa. Diante da realidade atual todos precisam se preocupar com a sua própria marca, ou seja, a sua imagem. É preciso entender que o seu nome é uma marca e que consequentemente precisa ser bem cuidado, seja na internet ou não. Em mundo de redes sociais digitais, a partir do momento que se posta alguma coisa na rede não tem mais volta, aquela informação fica registrada. Cada post precisa ser avaliado antes de ir para rede para que sejam preservados a família, os amigos e, claro, a sua carreira. Pessoas que demonstram que são ligadas a valores positivos, como a família por exemplo, ganham ponto na hora da contratação. Por outro lado, se o profissional adota postura intransigente sobre temas polêmicos, usa linguajar inadequado, escreve errado, fala mal do chefe, se apresenta em fotos pouco discretas, fica se metendo em brigas e discussões, ele também será avaliado por estas posturas antes da contratação. Para os candidatos em busca de uma colocação, uma outra dica é a busca de informações sobre a empresa na qual se pretende ingressar. Fazer uma busca no Google e nas redes sociais sobre a empresa que você está se apresentando não custa nada. Tente conhecer um pouco sobre a organização, quem são seus clientes, como ela atua, qual o perfil de seus colaboradores, enfim, isto é simpático e mostra que você tem foco. A internet e suas inúmeras ferramentas estão aí, é preciso usar isto a seu favor. Bruno Oliveira – Administradores

15 regras para se tornar um líder respeitado

Uma vez respeitado, suas opiniões serão levadas em consideração mais facilmente e suas ideias atingirão o sucesso de forma mais rápida, porque os outros estarão dispostos a ajudá-lo.

Para liderar, é preciso conquistar o respeito daqueles que o cercam. Uma vez respeitado, suas opiniões serão levadas em consideração mais facilmente e suas ideias atingirão o sucesso de forma mais rápida, porque os outros estarão dispostos a ajudá-lo.

O site Life Hack publicou 15 regras para ganhar o respeito e se tornar um líder influente. Confira abaixo um resumo desses pontos:

1. Encontre o seu estilo e inspire. O auto-conhecimento é uma das coisas mais importantes que você pode fazer como líder. Saber o estilo que você usa para liderar, o ajudará a usá-lo de forma melhor.

2. Demonstre integridade. A falta de integridade pode arruinar o respeito que você conseguiu conquistar junto aos seus funcionários e colaboradores. Mas lembre-se que integridade não é apenas evitar escolhas antiéticas, mas intencionalmente moldar uma cultura de valores e serviços ao seu redor.

3. Termine seu trabalho de casa. Quanto mais você souber sobre algo, mais preparado você está para conquistar essa coisa. Líderes se informam e se mantém informados.

4. Invista em si mesmo. Líderes investem em aprendizado e em experiência. Quanto mais você souber, mais e melhor você poderá ajudar.

5. Gerencie sua marca. A percepção de sua marca pelo público é importante, por isso, um bom líder constantemente procura por um feedback para garantir que sua empresa não está sendo percebida negativamente.

6. Concentre-se no futuro. O trabalho do líder é focar no futuro em benefício dos constituintes. Estabeleça uma visão e mantenha-se no caminho para conquistar sua meta. Resista à tentação de passar muito tempo resolvendo problemas do dia-a-dia se eles estão lhe custando o progresso da sua ideia.

7. Entenda melhor as pessoas. Conheça sua equipe e crie uma cultura na qual as pessoas se sintam apoiadas pessoalmente, e não apenas profissionalmente.

8. Posicione as pessoas profissionalmente. Ao conhecer seus funcionários, você será capaz de colocá-los nas funções mais adequadas às suas habilidades, o que lhes permitirão maior crescimento profissional e sucesso.

9. Elogie. Se alguém faz um bom trabalho, garanta que ela saiba disso. Não importa a forma, seja por e-mail ou uma remuneração extra, se você pode assegurá-los que fez um ótimo trabalho, o faça.

10. Treine e defenda. Se você quer que as pessoas que você lidera o respeitem, deixe-os sabendo que você está ao lado deles. Defenda-os, ajude-os e isso influenciará em seu favor.

11. Construa parcerias. É impossível fazer tudo com maestria, por isso, se cerque de pessoas que possuam as qualidades que lhe faltam.

12. Pergunte antes de falar. Líderes ouvem. Não assuma que você já sabe a resposta para uma pergunta que você nem mesmo fez. Seja cético.

13. Antecipe e otimize. Sempre pense a frente. Se pergunte sobre o mercado, possibilidades de erros e se há algo a mais que você pode fazer. Tudo isso ajudará a criar melhores planos para o futuro.

14. Assuma riscos. Sem riscos, sem recompensas. Simples assim.

15. Espere grandeza. Nunca se acomode, pois líderes são persistentes até encontrarem a perfeição. Os seus melhores dias podem estar logo a frente e para isso é preciso trabalhar duro.

Administradores

Veja os 10 fatores que amedrontam as pessoas na hora de subir de posição

Passar de uma posição operacional para um cargo estratégico é o objetivo de muitos profissionais. No entanto, uma posição que
exige mais responsabilidades, comportamento mais sério e mais competências, pode gerar muita insegurança. Apesar dos salários, usualmente melhores, e do maior reconhecimento, se tornar gerente ou mesmo um diretor não é uma decisão tão simples.

Se por um lado muitos profissionais querem crescer e acreditam que subir de cargo é o único caminho para conquistar o
desenvolvimento, outros preferem se manter na mesma posição, pois os medos são grandes limitadores. As questões que geram insegurança são diversas, e os coachs Lilia Barbosa e Bernardo Entschev nos ajudaram a listar as principais delas. Veja:

1.Medo das responsabilidade – o primeiro impacto ao se tornar um gerente acontecerá no campo das responsabilidades. O profissional passará a ser cobrado de forma muito mais intensa do que quando ocupava um cargo operacional. Este, portanto, é o
primeiro motivo pelo qual nem todos querem subir de posição: o medo das responsabilidades.

2.Falta de motivação – de acordo com a Master Coach e Sócia diretora da Cozex, Lilia Barbosa, tem profissionais que simplesmente não aspiram cargos estratégicos, ou seja, esse tipo de conquista não é considerada importante na sua vida. Perceba que não querer subir de posição não quer necessariamente dizer que ele não tem vontade de crescer. Há muitas pessoas que se desenvolvem naquilo que faz, mas sem definir com meta um cargo de gerência, por exemplo.

3.Percepção de capacidade – um dos maiores motivos que levam os profissionais a terem medo de subir de posição é “quando ele não acredita na sua capacidade”, observa Lilia. Nesse momento surgem dúvidas se conseguirão alcançar as metas, entregar resultados, enfim, ser capazes de desempenhar bem a nova função. No entanto, nem sempre os profissionais têm razão, ou seja, sua capacidade é, sim, alta, mas, por falta de autoconhecimento, se sentem incapazes.

4.Frustrar expectativa – na mesma linha do item anterior, o medo de frustrar as expectativas, tanto da empresa, quando as pessoais, é uma barreira para que os profissionais subam de posição.

5.Falta de preparo – as exigências nas posições estratégicas são muito maiores do que a dos níveis operacionais. Quando o profissional sente que não desenvolveu suas habilidades e competências de forma suficiente para a posição, automaticamente se sentirá inseguro.

6.Maior nível de sofisticação – subir de posição também requer do profissional uma nova conduta social. Será preciso observar com muito mais atenção aspectos relacionados ao comportamento, a forma de se vestir e a forma de falar com os demais. Quando o assunto são as roupas, será preciso se vestir de uma forma mais ‘alinhada’. Em relação ao comportamento, certas brincadeirinhas, conversas e atitudes não serão mais adequadas.

Além disso, a forma como fala com os membros da equipe e com o diretor da empresa não poderá ser a mesma, exigindo que o
profissional se policie no sentido de adaptar de forma adequada seu discurso. “Será preciso saber abordar as pessoas de forma diferente para cada nível”, pontua o presidente da De Bernt, Bernardo Entschev, e isso nem sempre agrada.

7.Insegurança ao se tornar referência – os líderes são os profissionais referência dentro da equipe. Os demais colaboradores querem modelos a serem seguidos, querem pessoas com quem possam se desenvolver e que possam admirar. Quem está prestes a subir de posição pode se sentir inseguro nesta questão, ou seja, se conseguirá ser referência para aquelas pessoas. “O líder de sucesso hoje é a pessoa que inspira as pessoas abaixo dele. Essas pessoas seguem seus planos”, observa Bernardo.

8.Resistência aos desafios – com novas responsabilidades, os gerentes também vão ter necessariamente que enfrentar novos e freqüentes desafios. O problema é que grande parte das pessoas resiste a sair da zona de conforto, então, entre se manter em uma
função estável ou passar para um cargo que invariavelmente novos e frequentes desafios serão colocados, elas preferem a primeira opção.

9.Medo de demissão – “Ao assumir um cargo de gerência, caso não haja o atendimento das expectativas, a pessoa não poderá ser despromovida, não se baixa salário, ela será demitida”, avalia Lilia.

10. Maior impacto das suas decisões – quando se está em uma posição operacional, qualquer decisão errada pode ser
facilmente corrigida, na maioria dos casos. Ao se tornar um gerente ou um diretor, um deslize pode impactar uma cadeia inteira de produção, pode gerar prejuízos enormes para a organização e nem todo mundo consegue lidar com esse tipo de pressão.

Infomoney / Administradores

Estratégias Motivacionais

“Prefiro divertir as pessoas, na esperança de que elas aprendam, ao invés de ensinar as pessoas, na esperança de que elas se divirtam”.
Walt Disney

Todas as pessoas têm “programas mentais” ou estratégias para os mais diversos comportamentos. Temos estratégias que nos motivam a realizar tarefas como estudar, trabalhar, divertir e até dormir. A questão é saber distinguir estas estratégias e utilizá-las de maneira útil, para nos ajudar a realizar ações que são importantes em nossa vida pessoal e profissional.

No livro “Introdução à Programação Neurolingüística”, Joseph O”Connor e John Seymour (Summus Editorial, 1990), citam excelentes exemplos de diversas estratégias para realizar tarefas como memorizar palavras ou números, aprender música e até criar histórias. Segundo os autores, as estratégias funcionam como “receitas de bolo”, que devemos aprender para reproduzir comportamentos que sejam úteis.

Eles mostram, por exemplo, que Walt Disney tinha uma boa imaginação, e costumava imaginar suas histórias, primeiramente percorrendo todo o enredo sob o ponto de vista de cada personagem, vivenciando os sentimentos destes, como alegria, medo, espanto, etc. Em seguida, pedia aos desenhistas que criassem os personagens sob o ponto de vista destes sentimentos, e a partir daí escrevia toda a história. Era uma estratégia tão fantástica que foi capaz de influenciar tantas gerações de pessoa até os dias atuais.

Como a capacidade de se motivar é uma das qualidades mais importantes na vida de uma pessoa, tanto do ponto de vista pessoal, quanto nos estudos, ou na gestão de sua carreira, é necessário aprender estratégias que podem nos motivar a realizar as mais diversas tarefas, mesmas que estas sejam difíceis, cansativas ou “chatas” de realizar.

Mas como descobrir os programas motivacionais já instalados em nosso comportamento? E de que forma poderemos utilizá-los de maneira útil em nossa vida pessoal e em nossa carreira profissional? São duas questões fundamentais que procuraremos responder em seguida.

Receita para desenvolver estratégias motivacionais

Uma maneira útil de entender as estratégias motivacionais é imaginá-las como uma receita de bolo, e você como sendo um mestre-cuca. Se você utilizar a receita de um bolo adequadamente, provavelmente conseguirá fazer um bolo tão bom quanto quem criou a receita. Para executar uma receita ou desenvolver uma estratégia com sucesso é preciso saber três coisas básicas:

  • os ingredientes  (representações mentais de coisas que nos motivam)
  • a quantidade destas representações mentais necessárias
  • a seqüência das etapas

Representações mentais (ingredientes)

Existem três conjuntos principais de representações mentais, e cada pessoa consegue se motivar mais por um determinado conjunto de representações.

  • Representações visuais – existem pessoas que são motivadas principalmente quando vêem uma situação ou imaginam visualmente esta situação. Por exemplo, para motivar alguém a comprar um determinado tipo de carro é preciso que o vendedor descreva sua aparência, mostre fotografias, filmes, opções de cores, etc.. Estas pessoas reagem fortemente a apelos visuais.
  • Representações auditivas – algumas pessoas se motivam melhor através de estímulos auditivos. Provavelmente gostam de realizar tarefas escutando música, e necessitam de muita explicação auditiva para se convencerem a realizar alguma tarefa.
  • Representações cinestésicas – outras pessoas têm um sentido tátil, o olfato e o paladar mais apurado. No caso da venda de um automóvel, para motivá-las o vendedor precisaria descrever as qualidades do carro como conforto, maciez, sensação tátil da direção e dos bancos, etc.

Descobrindo nossas estratégias motivacionais

O próximo passo é a pessoa descobrir seu estilo motivacional, ou seja, relacionar as tarefas que realiza de forma motivada na sua vida pessoal e profissional, e descobrir quais os aspectos destas tarefas que fazem com que sua realização seja tão atrativa.

Por exemplo, um vendedor gosta de atender clientes pessoalmente, mas na hora de preencher os relatórios encontra grande dificuldade. Talvez esta pessoa goste muito de se comunicar verbalmente, porém escrever torna-se algo extremamente penoso. Uma boa estratégia seria reproduzir o mesmo comportamento que tem quando está conversando com os clientes na hora de escrever os relatórios. Porque não escrevê-los e ao mesmo tempo manter um diálogo consigo? Pode parecer um comportamento estranho, mas se isto o motiva, vá em frente.

Pessoas visuais adoram visualizar acontecimentos, gostam de ambientes coloridos, preferem “ver para crer”. Uma boa estratégia para estas pessoas seria que pudessem incorporar em suas tarefas e rotinas elementos visuais para ajudá-las a se motivar. Se você é visual, descubra seus “motivadores”, eles serão a base para você realizar as tarefas mais difíceis.

Pessoas cinestésicas precisam do contato físico, de tocar e sentir as coisas, e a presença física das pessoas. Talvez uma conversa ao telefone possa ser estimulante para uma pessoa “auditiva”, mas não é suficiente para a pessoa cinestésica. Esta precisa tocar e vestir uma roupa, caso vá comprá-la. São pessoas que gostam de ambientes confortáveis para se sentirem bem e motivadas. Portanto, se seu estilo é cinestésico, busque reproduzir ambientes em que se sinta bem quando for realizar tarefas difíceis ou desagradáveis.

Utilizando as estratégias motivacionais

A motivação é uma energia poderosa para realização de nossos objetivos e por isto é uma qualidade essencial que deve ser aprendida e praticada. Por esta razão, sugerimos a seguinte seqüência para desenvolver estratégias motivacionais, tanto em nossas atividades pessoais como em nossa carreira profissional.  

  • Descubra que tipo de pessoa você é em relação aos sistemas representacionais: visual, auditiva ou cinestésica.
  • Procure incorporar sempre nas atividades que realizar os “motivadores” visuais, auditivos ou cinestésicos que melhor combinem com você.
  • Relacione diversos comportamentos ou situações que o estimulem em sua vida pessoal e profissional. Como, por exemplo, passeios, hobbes, lazer, alimentos, jogos e outras atividades prazerosas.
  • Escreva estas atividades motivadoras e tente relembrá-las, buscando os aspectos ou a seqüência de cada uma delas que as tornam tão agradáveis. Anote cada um destes aspectos.
  • Busque fazer a adaptação incluindo atividades motivadoras às tarefas que precise executar, mas que tem dificuldade. Por exemplo, se você precisa escrever um relatório, que é uma tarefa que não gosta de jeito nenhum, mas, se percebe que ouvindo música a tarefa se torna agradável, pode ser uma boa idéia juntar estas duas coisas, escrever relatório ouvindo música.
  • Desenvolva uma espécie de “receita de bolo” para cada tarefa difícil ou “chata”, que precise realizar, incluindo nela os elementos motivadores de situações agradáveis.
  • Pense nisso: já que uma tarefa tem de ser realizada, porque não executá-la de bom grado, e transformá-la em uma coisa agradável?

Acreditamos que este conjunto de procedimentos certamente poderá causar um impacto positivo em sua vida. Se conseguir realmente desenvolver estratégias motivacionais no contexto pessoal e profissional transformará as tarefas importantes que precise realizar em situações agradáveis.

Ari Lima – Fonte: Algo Sobre

Stress diminui a produtividade do profissional

Segundo pesquisa realizada em mais de quatro mil postos de trabalho pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), 73% dos profissionais sofrem de stress. Doença que, na maioria das vezes, é causada pelo acúmulo de muitas tarefas e a transformação de simples ações em urgências, conseqüência da má organização do tempo pelas pessoas.

O atraso, a pressão e o adiamento de tarefas desenvolve nos trabalhadores a preocupação. Uma das causadoras do temido stress, que pode ser percebida pela manifestação de alguns sintomas como fadiga, dor no pescoço e na cabeça, irritabilidade, sensação de angústia, insônia, falta de concentração e dificuldades da visão.

Além de afetar a saúde do profissional, a doença interfere também nas relações sociais, importantíssimas em um ambiente de trabalho. É possível perceber que muitas equipes executam suas atividades estressadas e com falta de foco nos resultados. Tais atitudes, na maioria das vezes, são reflexo de um líder estressado, que não sabe organizar o tempo e nem disseminar as tarefas entre sua equipe.

Todos esses fatores interferem diretamente na produtividade do profissional e da equipe. Afinal, como cobrar produtividade de um grupo desfocado, cansado e talvez até desanimado? Moral da história: a doença vem a ser uma das vilãs da falta de produtividade de um profissional ou equipe. Nada bom para a carreira e muito menos para o desempenho da empresa.

Dentro da mesma questão, não podemos esquecer de ressaltar também a perda de qualidade de vida ocasionada pela doença. Muitos profissionais não sabem separar sua vida profissional da pessoal e acabam levando para casa o stress adquirido no ambiente de trabalho, afetando ainda mais sua qualidade de vida.

A análise de todos esses fatores nos faz perceber o quanto é importante a boa administração do tempo. Agora é hora de repensar como você organiza as horas do seu dia, como divide suas atividades para que não se torne mais um entre as pessoas estressadas e nem sofra as conseqüências dessa doença no campo profissional ou pessoal. Livros ou softwares de gestão de tempo podem ajudar nessa tarefa, mas com certeza, o maior desafio é a disposição para mudar.

Christian Barbosa – http://www.administradores.com.br

Paixão, Carreira e Sucesso

Naturalmente estamos inclinados a conseguir o melhor. Nosso empenho assim como nosso desejo costuma ocorrer em termos máximos. Talvez, tenhamos problemas com a duração, direção e intensidade destes esforços. Com trocar os pés pelas mãos, vez ou outra… Mas, nada que inviabilize as tentativas. Aliás, o fato é que, quase sempre o lado negro da força não é falta de “motivação”. Em uma disposição regular de caráter nada parece impedir nosso rumo a um objetivo. Costuma haver o contrário: os que assim desejam, os mais velozes e empreendedores parecem ser sempre “freados” em suas iniciativas. Às vezes isto é prudente, a maioria, não. Mas, isto é outro assunto. Quero dizer: Não existem impossibilidades comprovadas, nem mesmo em situações as quais não dominemos completamente as ferramentas, processos ou os saberes. Busque 100% em tudo! Na organização ou livre iniciativa.

Exemplos: Quem é que, quando garoto, não tentou alcançar aquela bola improvável e acabou marcando um gol de placa? Jovem foi conversar com a princesa inatingível e terminou namorando firme? Adulto, empenhou num projeto todo seu potencial, não porque o chefe ou o consultor recomendaram com aquela lenga-lenga sobre vantagem competitiva. Mas, porque o correto seria daquela forma, queria-se fazer o excelente (em outras palavras: o racional 360º) e de outra maneira não seria aceitável! Quantas vezes não atingimos o “sucesso”, pelo simples motivo de nos encontrarmos unidos a uma única disposição realizadora, mesmo possuindo toda uma complementaridade dissociada de nós: a organização, as tarefas, as metas, as normas, os outros.

Tudo fez parte, em algum momento, de alguma estratégia para a consecução dos objetivos? Não! Tudo estava de acordo com nossas possibilidades e conforme nossa visão de conjunto. Como atingimos este patamar? Bom, em primeiro lugar havia a qualificação e sensibilidade. Depois, não é um lugar, um espaço de provas, e sim um tempo. E no tempo, uma configuração de condições, cuja causa é o fluxo de interação entre corpo, consciência, mundo e realidade. Seja qual for a situação, se estivermos ali por inteiro podemos obter excelência a priori e desempenho contínuo. O ser se diz de muitos modos, no entanto o fator humano, para ser estratégico deve dar-se por inteiro.

Atuando de forma integral, ultrapassamos expectativas e concretizamos realizações. Os dispositivos e crenças que empregamos são aliados e não resistentes à ação. Este é o modo ontológico, em que a lacuna que nos falta para a expertise é preenchida pelo aprendizado junto ao processo que se desenrola e no qual estamos imersos. Tornamo-nos o que somos, por que nos fazemos assim ao ir de encontro a este direcionamento. Ocorre que estas situações somente se dão, caso estejamos apaixonados pelo que fazemos. Isto não se põe num contrato. É uma visão-percepção que orienta os nossos passos, pensamentos, habilidades e sentimentos. É a simpatia total com o objeto de nossas atenções, em uma palavra: é o que os compêndios gastam centenas de páginas para dizer e nós o fazemos num instante, quando afirmamos nossa totalidade. Como já disseram: nada de grande se faz sem uma dose de paixão.

Eu sou esta fração que se agiganta, quando integrada ao espetáculo da vida. E as organizações são apenas uma instância desta condição. Elas não estão lá para vivermos ou justificar nossa existência e, sim, vivemos para que – estando lá – consigamos empreender as soluções necessárias. Estamos no alvorecer de uma nova época das relações, onde a lei não será a crueza dos “mercados”, mas a justiça das transações. Como? Isto mesmo! Desde a extração da commodity até o produto final, a cada etapa, deveremos responder uma pergunta e oferecer uma garantia: O processo é sustentável ou causou dano ao ambiente e às comunidades? O lucro é resultante da otimização de processos e novas tecnologias ou da redução irresponsável da qualidade e segurança? Há um todo ético? Carreiras estáveis serão aquelas que mapearem estas respostas e empreenderem as soluções diversificadas para o amanhã.

Luís Sérgio Lico – http://www.portaldomarketing.com.br