O Whatsapp e o “Fim” da Interação Humana

Trabalho com Internet desde 1994 quando ela ainda não havia sido lançada comercialmente no Brasil. Desde então é óbvio que quanto mais desenvolvemos o mundo digital mais alteramos as relações humanas. Junte-se a isto o advento e proliferação dos telefones celulares e a possibilidade de usarmos dados através dos mesmos e voilá, chegamos a uma nova maneira de nos relacionarmos com as pessoas. Mais intensa em termos de quantidade, menos intensa talvez, em sua qualidade.

Hoje todo mundo compartilha algo, se não compartilha parece que não fez. Um simples almoço com um prato de comida diferente e lá estamos nós vendo no Facebook o que a pessoa está comendo. Foi a um lugar diferente, checkin no Foursquare! Negócios? Todos usando o Linkedin. Mas definitivamente a ferramenta que mais aproximou e ao mesmo tempo afastou as pessoas nos últimos tempos se chama Whatsapp.

É simplesmente impressionante o impacto dele em nossas vidas. Estamos chegando ao momento que tantas vezes falamos em tom de brincadeira de uma pessoa estar ao lado da outra mas falando pelo Whatsapp. Já vi isto acontecer com adolescentes, mas confesso que ultimamente as coisas começam a acontecer comigo. Já recebi desde convites para ir ao cinema até solicitações para fazer algo em minha casa pelo Whatsapp. De pessoas que estavam na mesma casa no mesmo momento!

E os grupos então? São a nova caixa de correio ou as novas atualizações da timeline do Facebook. Você não dá conta de ler a quantidade de coisas que se escrevem ali. De coisas importantes a bobagens incomensuráveis. Quando as pessoas se encontram quase não conversam, pois já sabem tudo que ocorreu na última semana nas vidas umas das outras. Ou pior, comentam os posts do Whatsapp. Aí é dose!

Não estou aqui sonegando a importância do Whatsapp enquanto ferramenta de comunicação que facilita muito inúmeras coisas que precisam ser ditas, mas que não necessitam uma resposta imediata. Tão pouco ignoro o poder de comunicação que um grupo tem ao entregar ao mesmo tempo para N pessoas uma mesma mensagem. Mas hoje as pessoas já começam a achar que o simples envio de um whatsapp já lhes garante o direito de uma resposta imediata a assuntos muitas vezes importantes e que mereceriam um pouco mais de atenção e contato humano para sua solução.

Fala aqui uma pessoa de tecnologia que vive disto e que trabalha diariamente pensando nas necessidades das pessoas e que tipo de serviço podemos oferecer a elas. Mas confesso, tenho sentido um pouco de falta de mais interação humana.

Rafael Kuhn – Terra

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Facebook ultrapassa LinkedIn na preferência de recrutadores

De acordo com pesquisa, maior rede social do mundo
é usada por maioria das empresas na Europa e Ásia; nos EUA, preferência ainda é pelo LinkedIn.

Pesquisa divulgada pela Right Management nesta quarta (2) revela que o Facebook é a plataforma preferida por recrutadores de empresas (headhunters), superando o LinkedIn, rede especializada em contatos profissionais – mas somente na Ásia e na Europa, por enquanto.

De acordo com a consultoria de RH, 75% dos recrutadores na Ásia já usam a maior rede social em seus processos seletivos.
Na Europa, o índice cai um pouco, mas também é alto: 62%.

Por outro lado, nos EUA o LinkedIn ainda tem bastante força. De acordo com o estudo, mais de 90% dos headhunters usam essa ferramenta para levantar informações sobre o candidato, enquanto apenas 34% vasculham o perfil no Facebook.

Na média global, o Facebook lidera, com 58%, seguido pelo LinkedIn, com 52%, e pelo Twitter, com 34%.

“Os profissionais precisam estar atentos ao fato de que quase todos os empregadores procuram nestes sites por bons candidatos
a emprego”, disse Monika Morrow, VP Sênior de Gerenciamento de Carreira da consultoria. “Nossa pesquisa mostra que nove em dez grandes empresas nos EUA acham ao menos um desses sites úteis para contratar gente”.

A pesquisa foi feita com 2010 participantes (recrutadores internos e externos e profissionais de RH), em 17 países.

IDGNow!

Cuidado com sua reputação online

Sua presença digital não é apenas importante, como pode ajudá-lo a encontrar boas oportunidades de trabalho.

Assim que me graduei, em 2009, ouvia sempre a mesma coisa: tome cuidado com o que publica na internet, pois pode prejudicar sua busca por emprego. Minha resposta vinha em tom muito semelhante: sei o que divulgo e duvido que potenciais empregadores vasculhem minha vida online. Além do mais, não trabalho em nenhuma empresa super conservadora.

Foi quando recebi um e-mail. Era de minha mãe e trazia anexa uma imagem minha, nada comprometedora mas, ainda assim, pouco profissional. Pois bem, se minha mãe, alguém que tem conhecimento técnico limitado à cópia e a colagem de texto, encontrou tal imagem, calcule que tipo de informação alguém descolado encontrará sem muito esforço.

Segundo levantamento realizado recentemente pela Microsoft, 70% de todos os RHs já rejeitaram algum candidato com base nas informações disponíveis online. Por outro lado, 86% dos profissionais de RH disseram que boas referência digitais são – mesmo que de forma limitada – um sinal positivo.

Qualquer pessoa com um mínimo de presença digital, mesmo que limitada a um blog anônimo ou ao envio de mensagens do tipo “corrente”, deve verificar seu status no Google de vez em quando.

Seguem algumas dicas de como fazer tal busca:

1. Use as aspas. Aplicando as aspas, você terá certeza de que apenas citações do nome completo sejam exibidas. Apesar de o Google dar preferência por conteúdo exato relacionado à busca, se parte do nome pertencer a um assunto muito relevante, ele pode dar preferência a essa palavra-chave em detrimento a sua maior ocorrência.

2. Faça buscas por conteúdo específico restrito a determinados sites. Isso pode ser feito no Google da seguinte maneira: site:idgnow.com.br nome desejado, por exemplo, para confirmar que Renato Rodrigues, editor do IDGNow trabalha de fato na empresa, pode ser feita a seguinte busca no Google: site:idgnow.uol.com.br renato rodrigues.

3. Use palavras-chave. Possivelmente, os recrutadores busquem por seu nome relacionado a alguma área de atuação ou outra informação relevante. É bastante provável que sejam feitas buscas envolvendo o meu nome e alguma característica. Para se prevenir contra resultados indesejados, é importante fazer uma busca por seu nome mais outros termos menos interessantes, como “foi preso(a)”, “Bêbado(a)” e por aí vai.

Essa também é uma boa maneira de descobrir se você é homônimo(a) de algum malfeitor.

4. O Google é ótimo na hora de averiguar sua presença digital, mas existem outros mecanismos de busca para essa tarefa. Entre esses sites, podemos destacar o Spokeo, o Pipl e o ZabaSearch. Como esses sites apanham da web o que encontram pela frente, eles não mantém nenhuma base de dados sobre as pessoas. Ainda assim, são uma boa fonte de referências. Infelizmente, a maioria deles não é funcional no Brasil. Mas pode ajudar muito se o cargo pretendido for nos Estados Unidos.

5. Verifique o status de seus perfis virtuais. Mesmo que não acredite que sejam exibidos na web, vale a pena. Entre esse perfis, sugerimos verificar o de sua conta no eBay e em fóruns de discussão na web, em que você deixa comentários com alguma regularidade.

Por último, se não for selecionado(a) para uma vaga, sempre pergunte ao recrutador qual foi o motivo. Se ele(a) afirmar que foi devido a alguma mancha em seu CV, poderá ser fácil para você descobrir onde está essa sujeira digital e corrigi-la antes da próxima decepção.

É certo que apenas recrutadores com muita experiência poderão encontrar informações antigas a seu respeito na web, mas isso pode acontecer. Ainda assim, se houver alguma mancha em seu passado que possa ser encontrada na web, é melhor esclarecer a situação ao empregador antes que ele a encontre – é sempre positivo apresentar-se como alguém honesto. Mesmo que a mensagem não seja das melhores, é possível lustrá-la com honestidade.


Redes sociais merecem atenção especial

Algumas empresas da Internet travam uma intensa luta contra o anonimato dos usuários, e, acredite, elas sabem muito sobre você. O Facebook e o Gmail, por exemplo, requerem seu telefone para verificar a criação de novos perfis.

Também há muitos sites que permitem aos usuários usar as credenciais de seus perfis em redes e mídias sócias para partilhar conteúdo da web. Os botões de curtir ou de tuitar são bons exemplos disso. Se é ou não uma excelente forma de as empresas produtoras de conteúdo ganharem audiência qualificada, por outro lado, põe em xeque a privacidade do usuário de web menos experiente.

Por isso, apesar de parecer óbvio, é muito importante ficar atento ao que você posta nas redes sociais. Vale a pena verificar com calma o tipo de serviço usado para realizar o login no Facebook e em outras redes sociais a partir de sites.

Evite o uso de “single sign-in” ou de logins únicos para as contas do Twitter e da rede social ou conta de email. É importante atentar para isso, por causa de futuros empregadores que podem não ovacionar sua presença em determinados círculos de relacionamento digital.

Outra alternativa é a manutenção de várias contas de email distintas, cada uma com um propósito. Uma dessas contas, pode ser usada apenas para receber informações de seu login em perfis de redes sociais. Não é interessante usar seu email profissional para esse tipo de ação. Costumo usar uma dessas contas de email apenas para realizar o login em sites que, bem sei, irão tentar me enviar mensagens pouco interessantes, e até mesmo spam.


Perfis separados e privacidade

É possível manter várias contas no Facebook, uma particular e outra pública (é necessário registrar um email para cada uma delas). Também existem redes sociais de cunho predominantemente profissional, como o LinkedIn, um dos locais mais apropriados para o usuário manter sua lista de contatos profissionais.

Caso se decida pela criação de vários perfis em redes sociais, evite associar amigos à conta profissional. Por quê? Porque basta um desses amigos estar ligado a outros colegas de profissão para toda a blindagem da rede profissional ir por água abaixo.

É absolutamente crucial verificar como andam as configurações de privacidade nas redes que freqüenta. No Facebook é possível determinar que tipo de contatos podem visualizar as imagens que você postou na rede – não precisam ser acessíveis a todos os seus contatos. O mesmo tipo de configuração de privacidade existe no Twitter, em que você pode definir que apenas seus seguidores tenham acesso aos seus tuites.

Precisão nas informações é tudo. De nada vale apresentar-se como graduado por uma Universidade no LinkedIn e por outra no Facebook. Se optou por mentir, seja, ao menos, consistente.


Use as redes sociais a seu favor

Sua presença nas redes sociais não deve ser tratada como doença contagiosa ou algum defeito. Por vezes, as organizações prezam profissionais íntimos com novas tecnologias e inseridos em ambientes digitais. Paul Garaud, ex-consultor do grupo novaiorquino GMAT, diz que candidatos com alto número de amigos no Facebook são ideais para determinado tipo de atribuição profissional.

“O número de contatos nessas redes sociais, parece ser diretamente proporcional à sua capacidade de organizar eventos estudantis, por exemplo”, responde Garaud, por email. “Todavia”, completa, “essa é uma avaliação secundária, usada como critério de desempate”.

O primeiro passo para usufruir de resultados positivos nas redes sociais é remover tudo que for desinteressante ou negativo. Depois de verificar como anda a sua moral nos sites de busca como o Google, não perca tempo em remover algo que possa denegrir sua imagem. Para tal, pode ser necessário contratar o administrador do site e solicitar a remoção. Existem medidas mais drásticas, como requerer do próprio mecanismo de busca que exclua as páginas com menções negativas sobre você do índice – leva tempo, mas é possível, experimente enviar um email com a solicitação para removals@google.com.

Caso seu nome seja muito comum, pode ser interessante adicionar um termo para se diferenciar dos homônimos. Afinal de contas, um perfil de rede social só será interessante se for possível encontrar a pessoa certa.

Use os canais das redes sociais para disseminar conteúdo voltado ao segmento em que procura atuar. Nessa hora, você começa a se tornar alguém relevante para a indústria prospectada, pois estará partilhando informações importantes sobre uma área específica.

É importante que você comece a alimentar algum relacionamento saudável e respeitoso com a empresa que objetiva. Digamos que queira trabalhar na Oracle. Em vez de ficar sentado, a espera de um telefonema do CEO da empresa, parta para o ataque. Acompanhe sua presença no LinkedIn, a da empresa no Twitter e Facebook, etc. Tal comportamento será um sinal claro de seu interesse pela empresa, e demonstra claramente sua intenção de estar informado acerca de suas atividades.

Quando se está desempregado, a partilha de informações na web se torna ainda mais importante. Ao se manter ativo na rede, mesmo nessa circunstância nada agradável, o candidato exibe estamina, ingrediente essencial em toda pessoa com força de vontade. Como todo o seu comportamento nas redes sociais fica registrado em um histórico, pode ser usado para chancelar sua atividade no segmento, mesmo quando não haja contrapartida direta – o nome disso é caráter.

Sua presença nas redes digitais tem vários aspectos positivos. Denota uma pessoa conectada, com experiência em tecnologia e consciente do que deve e não ser partilhado na internet.

Mesmo bem empregado, jamais abandone o segmento de relacionamento digital ou deixe o compartilhamento de conteúdo relevante aguardando atualizações. Isso não significa que informar seus seguidores sobre assuntos banais como o seu almoço ou, delicados, como problemas de trabalho. Lembre-se: você está inserido em uma corporação. Se não foi fácil entrar, saiba que a porta de saída está escancarada para aqueles que abusarem de seu direito à livre expressão no Twitter, no Facebook etc.

Sarah Jacobsson Purewal – Via IDGNow

LinkedIn vai abrir o capital

O plano do LinkedIn de abrir seu capital este ano pode servir como teste para o apetite dos investidores por sites de redes sociais, antes da aguardada oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês) do Facebook.

O LinkedIn anunciou na quinta-feira sua intenção de abrir capital, preparando terreno para que a empresa co-fundada em 2002 por Reid Hoffman, ex-executivo do PayPal, se torne a primeira rede social a fincar sua bandeira em Wall Street.

Nesta sexta-feira, a companhia arquivou pedido junto ao órgão regulador do mercado de capitais norte-americano para um IPO que pode levantar até US$ 175 milhões.

O número de ações que serão emitidas e a faixa de preço estimada ainda não foram informados pelo LinkedIn.

Muitos investidores, no entanto, aguardarão a oferta do LinkedIn para avaliar o apetite pelo Facebook, avaliado em US$ 50 bilhões.

“O Facebook claramente atraiu interesse maior pelo setor e creio que haja muita demanda (por mais ofertas de ações de empresas de internet),” disse Rory Maher, analista da Hudson Square Research.

O interesse dos investidores e as avaliações de companhias de internet de capital fechado como Facebook, Zynga e Groupon vêm aumentando. O LinkedIn revelou seus planos um dia após as ações da Demanda Media, empresa de internet que acaba de abrir capital, registrarem alta de 33% na estreia das negociações.

No início desta semana, o presidente-executivo do Groupon, Andrew Mason, disse que a empresa estava estudando a possibilidade de um IPO e que estava conversando com bancos.

O Facebook, maior rede social do mundo, recentemente levantou US$ 1,5 bilhão, transação que elevou seu valor de mercado a US$ 50 bilhões.

Recentemente, o Facebook anunciou que deve começar a divulgar seus resultados financeiros até abril de 2012, atendendo uma exigência que passou a valer quando o número de acionistas da empresa ultrapassou determinado limite.

Estadão / NADIA DAMOUNI e ALEXEI ORESKOVIC (REUTERS)

10 tendências de tecnologia para 2011

Quando se fala em tecnologia, a palavra “novo” pode ter uma série de significados diferentes. Ao se falar de tendências em tecnologia, um dos significados a considerar é o de “estratégico”. Isso porque quando uma tecnologia começa a se destacar não significa necessariamente que ela é nova, mas, sim, que passa a ganhar relevância dentro de um contexto específico, como foi o caso do 3D em 2010.

Segundo David Cearley, vice-presidente e analista do site Gartner, tecnologias estratégicas são aquelas às quais as organizações devem prestar máxima atenção. Para ele, elas estarão no topo de sua utilização, pelo menos, nos próximos três anos.

1 – Computação na nuvem
A computação na nuvem não é um assunto novo. Ela consiste no armazenamento ou compartilhamento de arquivos, por exemplo, em uma memória não-física. Na prática, significa algo existir sem ocupar espaço no mundo real. Porém, o seu uso ainda é limitado. É bastante provável que, em 2011, essa tecnologia se consolide e seja lançada mais fortemente durante os próximos anos. Os fabricantes mais e mais voltarão seus olhos para a ‘cloud computing’ e oferecerão a tecnologia para o público em maior escala.

2 – A socialização da vida cotidiana
Facebook, Twitter, LinkedIn, MySpace, YouTube e outras dezenas de maneiras de interação social na web vêm sendo usadas há alguns anos. O que difere sua utilização em 2011 dos anos anteriores é a consequência que isso trará para a vida cotidiana. Com a consolidação do Facebook como a maior rede social do mundo e do Twitter como uma forma de comunicação rápida e eficiente em termos globais, empresas e organizações tentarão, ao máximo, “socializar” a vida, em todos os aspectos. Comprar comida, pagar contas, escolher a roupa para uma festa especial, assistir a um filme, cuidar dos filhos enquanto eles estão na creche: tudo será uma grande experiência online, em que o cotidiano e a interação com as outras pessoas se tornarão socialmente virtuais.

3 – Next Generation Analytics
À medida em que a socialização do cotidiano cresce, especialistas apostam que a chamada Next Generation Analytics (ou Nova Geração de Análise) desponte como uma forma eficiente e mais difundida de medir a relevância de casa usuário dentro do contexto virtual. Essa tecnologia também tornará possível prever a relevância do usuário ou de uma organização no futuro, em vez de somente coletar dados e analisar o presente ou o passado. Este uso se torna relevante na medida em que se pensa em um mercado cada vez mais acirrado, em que concorrentes precisam efetivamente estar meses à frente dos demais. Também se pode falar no crescimento, dentro desse tópico, da Social Analytics (Análise Social, em português), que deverá fornecer ferramentas mais avançadas para identificar, quantificar e deduzir o impacto que determinada amizade no Facebook, por exemplo, terá no mundo virtual.

4 – Mobilidade e mídia para os Tablets
Um estudo do site Gartner prevê que, até o final de 2010, mais de 1,2 bilhão de pessoas terão dispositivos móveis avançados no mundo, como smartphones e tablets. O grande impulso para o desenvolvimento deste nicho foi dado em 2010, mas é a partir de 2011 que este potencial poderá ser usado de forma plena. É possível falar, então, em uma expansão da plataforma de convergência de serviços em um único “superaparelho” e da disseminação dos aplicativos para acesso à web.

5 – Tecnologia 4G
Outra tecnologia que deve ganhar fôlego em 2011 e se fundamentar como importante meio para a comunicação global é a 4G. A grande diferença desta tecnolgia para a 3G é a possibilidade de convergência de sinal de diversos serviços – telefonia móvel, internet e TV a cabo, por exemplo. Em 2010, foi lançado ao espaço o maior satélite para a implantação do 4G no mundo, uma antena refletora chamada SkyTerra-1, dispositivo construído pela Boeing. Em 2011, a empresa americana LighSquared deve lançar o SkyTerra-2, de seis toneladas, o que permitirá que, até 2015, mais de 90% do território norte-americano seja coberto pela tecnologia. No Japão, por exemplo, a empresa NTT DoCoMo alcançou, em um teste realizado em 2010, a velocidade de 100 Mbps de conexão a mais de 200 km/h.

6 – SCM – Storage Class Memory
O desenvolvimento desta tecnologia ainda se encontra em fase bastante experimentral, mas deve significar uma das diretrizes de armazenamento nos próximos anos. Trata-se de uma tentativa de tornar mais acessíveis as memórias, em termos financeiros, e usá-las para substituir os tradicionais disco-rígidos pela memória em flash. Ao contrário da RAM, a memória em flash se mantém em um nível constante de funcionamento mesmo quando a energia do computador diminui – o que torna a experiência online mais eficaz.

7 – Construções Limpas
Há muito tempo se discutem soluções para a economia de energia e o aproveitamento máximo de recursos naturais de maneira autossustentável. Segundo o site TechFlash, uma aposta que deve se firmar como tendência a partir de 2011 são as chamadas “construções limpas”. Usar o calor humano para esquentar ambientes, otimizar o sistema de circulação de ar frio para diminuir o uso de ar-condicionado e utilizar a arquitetura em benefício da captação e uso da luz natural para iluminar ambientes vão se tornar cada vez mais comuns.

8 – Context-aware Computing
A chamada computação “atenta” ao contexto do usuário tem se destacado no mundo virtual há algum tempo. A ideia aqui é usar dados e informações do usuário para melhorar sua experiência online e torná-la mais satisfatória. A web é um mundo sem fronteiras, com infinitas possibilidades, mas essa tecnologia pode facilitar a vida do usuário ou de uma empresa na medida em que organiza e segmenta o mundo virtual em interesses prioritários. Por exemplo, a rede social de música Last.FM possui uma ferramenta que agrupa pessoas com gostos musicais parecidos e sugere, baseado no que o usuário escuta, outras bandas com o mesmo som. Da mesma maneira, o YouTube, há algum tempo, mostra para cada usuário uma série de vídeos que ele poderá gostar usando informações prévias de vídeos vistos por ele. Prepare-se para ver isso crescer muito.

9 – Computação Onipresente
O termo foi cunhado em 1991 pelo pesquisador Mark Wiser, em seu artigo O computador para o Século XXI. Mas só agora, depois de 20 anos, essa ideia começa a se tonar um pouco mais palpável. O que Weiser defendia é que, cada vez mais, os computadores deixarão de existir em frente aos olhos humanos e serão integrados no dia a dia. Eles farão parte de todos os objetos que se usa em uma casa, por exemplo, do forno de micro-ondas ao secador de cabelo. Serão todos conectados, inteligentemente, por uma rede sem fio. As palavras centrais aqui são mobilidade e comunicação, o que conversa muito proximamente com uma outra tecnologia que deve ser tendência em 2011 – os aparelhos móveis e tablets, cuja disseminação torna possível o uso da computação onipresente de forma mais eficaz.

10 – Smart Grid – Redes inteligentes de Eletricidade
Uma smart grid é uma rede de distribuição de eletricidade de forma inteligente. Com o uso da tecnologia digital, a eletricidade é inteligentemente distribuída para onde e para o período do dia em que ela custa menos. Assim, o consumidor pode definir quando usar uma máquina de lavar roupa, em que momento do dia é melhor tomar banho ou usar o ferro de passar roupas. A ideia de uma smart grid é acompanhar a eletricidade desde sua produção, passando pela transmissão, distribuição e consumo. Uma de suas principais funções é a existência de um sistema de monitoramento diário que permite gerar um relatório do fluxo da eletricidade em determinado local.

Rafael Maia – Terra

 

 

Por que as empresas não deslancham nas redes sociais conectadas?

As Redes Sociais Conectadas (RSCs) surgiram há cerca de 30 anos, com a criação da Usenet (Unix User Network), em 1979. Eram redes telemáticas utilizadas somente por iniciados na Informática, termo em desuso na atualidade. Apesar de ser mais abrangente, o conceito de Ciências da Computação tomou o seu lugar, tornando-se sinônimo.

Hoje, essas redes adquiriram musculatura, ficaram amigáveis aos usuários com menor conhecimento tecnológico, digitalmente falando, e se disseminam nas formas de Orkut, Facebook, Twitter, entre outras.

A formação de redes sociais é uma característica dos seres humanos desde os tempos mais remotos. Fundamental para a sobrevivência do grupo em ambientes hostis, a criação de comunidades garantia que ações coordenadas e executadas coletivamente com inteligência fossem vencedoras sobre a natureza.

“Software” do comportamento

Assim, a rede social é um aplicativo do ‘software’ do comportamento humano. As redes sociais conectadas, proporcionadas por máquinas computacionais ligadas em redes telemáticas, só puderam emular certas características desse ‘programa’ quando conseguiram se comunicar por protocolos como NNTP (Network News Transfer Protocol), utilizado pela Usenet.

Essas siglas, que sintetizam tecnologias, possibilitaram à conexão através da Internet e delas surgiram conceitos muito pouco entendidos por empresas que desejam utilizar as RSCs com o objetivo de gerar capital social, fator importante para a sua sobrevivência no atual cenário do mundo dos negócios. Esses conceitos são: as redes sociais conectadas são redes distribuídas e de baixa hierarquia.

O que significa isso? Essas redes são formadas por pessoas interagindo, seguindo um padrão de organização. Esse padrão permite o surgimento de conexões através de redes distribuídas, ou seja, elas são mais distribuídas do que centralizadas. Nesse contexto de conexão distribuída, a hierarquia é baixa.

E justamente nesse conceito topológico está o porquê de as empresas não deslancharem na rede. A característica de ser distribuída, conectando milhares de pessoas, consumidores, fornecedores, colaboradores, empregados, admiradores etc é muito bom para qualquer marca, mas a baixa hierarquia (liberdade na troca de informações) que possibilita a formação do capital social, é um temor.

Sem hierarquia rígida

As empresas oriundas da lógica da Revolução Industrial possuem uma organização rígida, hierárquica e centralizada. Estrutura necessária para o controle dos processos e das informações. Essa configuração assegura que tudo que ocorre dentro de uma empresa, no que tange à informação, possa ser monitorado e fiscalizado.

Aliás, o controle sobre a informação é a grande arma para obtenção da eficiência e eficácia empresarial, baseadas nos conceitos oriundos e atualizados da Revolução Industrial.

Dentro desse modo de organização, os sistemas computadorizados interligados através de redes são fundamentais para o cumprimento das diretrizes e metas estabelecidas pelas empresas. O pessoal da Tecnologia de Informação (TI) produz sistemas para que a hierarquia e controle rígidos sejam preservados. As intranets são a materialização dessa lógica.

O grande firewall

Entretanto, ao querer participar do universo das Redes Sociais Conectadas, a grande parte das empresas tenta estabelecer essa mesma lógica: controle sobre a informação. Mas o ambiente estruturado por uma rede descentralizada e de baixa hierarquia (web) possui a lógica da Sociedade da Informação, cujo controle da informação é quase uma utopia. Vide a tentativa da China com o seu “The Great Firewall of China”, com filtros instalados nos servidores de Internet. O governo chinês consegue rastrear, bloquear e deletar conteúdos de fóruns, blogs etc. Twitter, nem pensar.

Mesmo tendo o controle total sobre os backbones da Internet (entrada e saída de dados), a informação livre ainda “flui” com a utilização de estratégias pelos chineses para burlar o firewall, utilizando aparatos como os embaralhadores de IP.

O que as empresas deveriam fazer

Na empresa não é diferente. O pessoal de TI faz de tudo para bloquear os acessos a serviços listados como “indesejados” e que contribuem para a “queda de produtividade”. Aliás, os técnicos gastam grande parte do tempo fazendo isso, mas os empregados conseguem burlar os controles através de diversas formas. É uma briga entre gato e rato, que gasta a energia da empresa em um setor que deveria ser conduzido de forma diferente.

As empresas que desejam participar e se apropriar das Redes Sociais Conectadas para produzir capital social que seja impulsionador, diferencial e aderente à atual Sociedade da Informação, deve ter em mente que precisa mudar certos procedimentos.

No âmbito interno, vejo que muitas empresas cerceiam o acesso de seus funcionários aos programas de Instant Messenger, redes sociais e bloqueiam acesso a websites que julgam ser impróprios. Entretanto, os seus departamentos de comunicação e marketing alardeiam que a empresa está presente na rede social tal, com Twitter tal, no blog tal etc.

Esse anacronismo é sinal dos tempos. Ou seja, estamos passando por uma transição comportamental em relação à utilização do tempo de forma “produtiva” do funcionário (colaborador) e do trato das informações adquiridas e produzidas por ele.

O mundo mudou

O controle desse tempo mudou. Não é mais medido pelo tempo que o funcionário está dentro da empresa, controlado pelo ponto de entrada e de saída. Mas, sim, pela capacidade que ele possui em se apropriar das tecnologias digitais, entre elas, as redes sociais, no tempo que for necessário. Portanto, o momento dessa apropriação pode ser em casa, na volta do trabalho etc. É essa apropriação, às vezes aleatória, fornecerá à empresa o capital social necessário para se conectar com as atuais exigências da Sociedade da Informação.

Mas como ter capital social, produtividade, criatividade e conter a dispersão dos funcionários com os “brinquedinhos” tecnológicos fornecidos em todos os cantos da rede?

Os empresários, através dos seus departamentos responsáveis pela contratação dos profissionais, devem perceber que precisam contratar seres autônomos, que se apropriem de tecnologias, assim tendo a liberdade na troca de informações, não sendo vigiados, controlados ou cerceados.

Devem ser profissionais de confiança, pois informações fundamentais para a sobrevivência da empresa devem ser preservadas da concorrência. Eles devem, então, ser preparados para atuar na Sociedade da Informação e devem se envolver nela com propriedade e com criatividade, produzindo soluções e ações jamais imaginadas.

Essa condição de liberdade não é só uma necessidade momentânea. É um atributo que faz parte da atual sociedade conectada em que vivemos, e a empresa moderna tem um grande desafio pela frente, que é mudar a sua estrutura e cultura organizacional no que tange ao controle da informação. Não será tarefa fácil.

Autor: Walter Lima

Fonte: IDG Now!

Boom das redes sociais profissionais

Os serviços de redes sociais profissionais estão se recuperando bem da recessão, estimulados pelo aumento no número de integrantes e pela alta nas tarifas pagas por anunciantes e empresas de recrutamento.

A participação em redes sociais profissionais como LinkedIn e Viadeo vem crescendo desde o final de 2008, quando dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo começaram a tentar ampliar suas “redes de segurança” por medo da situação econômica cada vez mais precária.

“As pessoas passam menos tempo no Facebook e mais no Viadeo durante uma recessão”, disse Serfaty, presidente-executivo do segundo maior site mundial de redes sociais profissionais, o Viadeo, durante a Reuters Global Technology Summit.

Os sites profissionais tentam se distanciar de serviços de redes sociais como Facebook, adotando uma abordagem mais sóbria e oferecendo aos integrantes mais controle sobre seus perfis online.

Quando as economias começaram a melhorar, anunciantes e empresas de recrutamento voltaram a usar esses serviços, e, ao mesmo tempo, as incertezas sobre a sustentabilidade da recuperação e os problemas econômicos da Europa continuam a estimular a adesão a esses serviços.

“É uma combinação quase perfeita, por um lado o medo subjacente de problemas e por outro uma economia ainda em crescimento, o que gera explosão nos negócios com anunciantes e empresas de recrutamento”, diz Serfaty. Ele afirmou que a mistura perfeita pode não durar muito, porque os temores dos consumidores podem prejudicar o crescimento dos negócios.

“O setor de redes sociais profissionais está se recuperando muito bem”, disse Martin Olausson, diretor da divisão de estratégias para mídia digital no grupo de pesquisa Strategy Analytics. “Devido à recessão, muita gente atualizou seu currículo e ampliou suas atividades de networking profissional no ano passado”, afirma.

Janet Landon, que dirige uma pequena consultoria de relações públicas em Chicago, se inscreveu no LinkedIn no final de 2008, quando a recessão apertou. Ela dedica uma hora ao LinkedIn e outros sites de redes sociais a cada manhã, e vê grande valor nesses serviços. “É tanto uma ferramenta de aprendizado quanto uma forma de conhecer pessoas novas”, disse.

A LinkedIn afirma que há cerca de 500 milhões de profissionais que poderiam fazer parte de sua rede. Isso se compara com cerca de 100 milhões de usuários de redes sociais profissionais hoje. A LinkedIn afirma que tem mais de 65 milhões de membros ante 30 milhões da Viadeo.

Enquanto isso, a LinkedIn prevê que chegará a 900 funcionários até o final ano ante 500 no início de 2010. Já a Viadeo planeja mais que dobrar seus quadros para 350 até dezembro ante nível atual de cerca de 200 empregados.

Fonte: Link